segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

São Paulo para todos

O significado da eleição em São Paulo

O campo político brasileiro está constituído e polarizado entre o PT e o PSDB, desde o governo FHC, como polos que agrupam a esquerda e a direita realmente existentes. Essa configuração foi a segunda, desde o fim da ditadura, quando havia um mapa mais difuso, com o PMDB ocupando o centro do campo político, com sua aliança com o PFL, que havia comandado a transição conservadora que tivemos, tendo o PDS mais à direita e o PT, o PDT, o PC do B, mais à esquerda.

Essa configuração foi sobredeterminada pelo governo Sarney, surgido da aliança PMDB-PFL, passando pelo Colégio Eleitoral – que trocou Ulysses Guimarães por Tancredo Neves – e pela contingência da morte deste. Esse campo politico foi sendo esvaziado pela impotência do PMDB e seu desgaste por pagar o preço de um governo em que não era hegemônico.

O novo campo político passou por uma transição, marcada pela chegada da onda neoliberal através da candidatura e do governo Collor. Ao final desse projeto, prematuramente cortado pelo impeachment, se desenhou a configuração atual do campo político, com o deslocamento do PMDB e a assunção da aliança PSDB-PFL como novo eixo da direita, assumindo a continuidade reformulada do projeto neoliberal. Desde a passagem ao segundo turno do Lula e a disputa acirrada com o Collor em 1989, o PT passou a polarizar pela esquerda o campo político.

Neoliberalismo e resistência ao neoliberalismo marcaram ideologicamente o novo campo político – e o definem até hoje. Ao encarnar o neoliberalismo aqui – depois que estava prestes a embarcar no governo Collor, quando do seu impeachment -, o PSDB assumiu o lugar de eixo político da direita brasileira, renovada, com o governo FHC e sua aliança com o então PFL. Como se viu pelas campanhas eleitorais posteriores, essa pecha nunca mais saiu dele – com as privatizações como sua marca essencial, mas acompanhada do Estado mínimo, da abertura acelerada do mercado interno, da precarização das relações de trabalho.

O PT, aliado à CUT, ao MST e ao conjunto dos partidos do campo da esquerda e aos movimentos sociais, esteve na resistência ao neoliberalismo, conseguindo frear a privatização já programada pelos tucanos da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica.

O triunfo do Lula fez com que seu governo aparecesse como o contraponto do modelo neoliberal encarnado pelos tucanos: prioridade das políticas sociais, fim da Alca e prioridade da integração regional e dos intercâmbios Sul-Sul, Estado indutor do crescimento econômico e garantia das políticas sociais e nao Estado mínimo que entregava a centralidade ao mercado.

Os PSDB se refugiou em São Paulo onde conseguiu manter sua hegemonia, controlando o governo do Estado e da cidade de Sao Paulo, por um conjunto de fatores, entre os quais não estão isentos erros do PT e da esquerda. O Estado foi guindado à posição de bastião da direita e do conservadorismo em escala nacional, pela associação com órgãos de imprensa – FSP, Estado, Editora Abril, Radio Jovem Pan, entre outros. Em mais de duas décadas, as únicas exceções foram os governos de Luiza Erundina e de Marta Suplicy, que não conseguiram reeleger-se.

A nova derrota tucana para a presidência da República não impediu que Alckmin se elegesse no primeiro turno para o governo do Estado. Porém, a manobra serrista da aliança do Kassab contra Alckmin nas eleições anteriores para a prefeitura terminou trazendo problemas para as hostes tucanas, pelo mau governo do Kassab e pela ausência de nomes para disputar sua sucessão.

Depois da farsa da consulta interna – em um universo de filiados que foi se revelando totalmente fictício, até chegar ao numero irrisório de 8 mil, sem a certeza de quantos votariam –, os tucanos apelaram para Serra como candidato (não importando como vão resolver a farsa da consulta interna). O que recoloca fortemente a polarização nacional no coração do núcleo de resistência tucana, agora com Lula diretamente envolvido – pelo candidato escolhido por ele e pela sua participação sem os limites da presidência da República.

O significado desse embate eleitoral é o de trazer para a cidade os grandes debates nacionais. A cidade e o Estado foram transformados profundamente conforme os critérios mercantis do neoliberalismo pelos governos tucanos. A esfera pública e, com ela, os direitos sociais, foram enfraquecida, em favor da esfera mercantil. O estado e a cidade mais ricos do pais – o segundo e o terceiro orçamentos do Brasil – não são, nem de longe, referência para o país em nenhum dos quesitos essenciais – condições de trabalho, educação, saúde, transporte, segurança, políticas culturais, habitação, políticas para a juventude, para as mulheres, para as diversidades étnica, sexuais e culturais, para a democratização dos meios de comunicação.

Ao contrário, a cidade de São Paulo, com toda a riqueza não apenas econômica, mas social, cultural, tornou-se uma cidade cruel, pelas condições péssimas em que vive a maioria da população. As elites paulistanas, que lograram impor seus interesses através dos tucanos e da mídia, oprimem, exploram e discriminam a grande maioria da população, que não encontrou até aqui formas eficientes no plano político para reverter essa situação.

A cidade de São Paulo tornou-se o epicentro do racismo e da discriminação no país, contra os pobres, contra os nordestinos, contra os homossexuais, contra os jovens pobres, contra todos os oprimidos, os humilhados, os marginalizados. Mais do que qualquer cidade do país, São Paulo precisa de um governo que priorize as políticas sociais e culturais, que a humanize, que difunda os sentimentos e as políticas de solidariedade. Que troque o atual sentimento de exclusão que prioriza as políticas tucanas pela ideia de que precisamos de uma SAO PAULO PARA TODOS. 

Por Emir Sader

Charge Online do Bessinha # 932


O Oscar na periferia do mundo: era uma vez um Império que fazia cinema


Hollywood padece da mesma anemia de poder que foi se apoderando do império americano. Embora não tenha deixado de impor densos valores culturais ao resto do mundo, o glamour de suas estrelas já não brilha como antes e seu modelo narrativo já não produz tanto impacto. Vítima de seu próprio êxito, Hollywood se esforça a cada ano em renovar as expectativas em um mundo no qual os relatos se tornaram mais dispersos e menos hegemônicos graças à proliferação das novas tecnologias da comunicação. "And the winner is… "a periferia do mundo, que tem ainda muito para dizer e não pode nem quer dizer do jeito hollywoodiano. 

Oscar Guisoni - Especial para Carta Maior

Os prêmios da Academia de Hollywood foram entregues pela primeira vez no dia 16 de maio de 1929. O contexto político e social não pode ser mais significativo: faltam apenas alguns meses para o grande Crack de outubro, os Estados Unidos vive montado na maior bolha especulativa de sua história, a Europa se contorce no caos sob os efeitos das crises políticas que afetam a maior parte de seus países e, na periferia do mundo, poucos sabem ainda o que significa a palavra Hollywood, embora muitos já tenham percebido na própria pele em que consiste o novo poderio norte americano.

O prêmio de melhor filme coube a Wings, um melodrama de William Wellman sem nenhuma importância cinematográfica hoje em dia, mas cuja história se mostra reveladora do papel que jogou o cinema norte-americano ao longo da maior parte do século XX. O filme conta a história de dois homens (Jack Powell e David Armstrong) confrontados pelo amor de uma mulher (Jobyna Ralston), até que estoura a Primeira Guerra Mundial e os sentimentos patrióticos se colocam acima das disputas amorosas. No final, todos terminam contentes e felizes, os homens compreendem que não existe mulher que valha mais que a amizade que se estabelece entre eles na frente de guerra e matar o inimigo é mais importante que qualquer ciúme doméstico.

Desde que sintetizou sua extraordinária maneira de narrar, no começo do século XX, baseada na síntese extrema dos relatos, a importância das imagens acima dos textos e na construção de heróis de fácil assimilação pública, o cinema americano cumpriu dois papéis de vital importância em nível político: enviou uma mensagem de unificação nacional à convulsionada América da época, construindo uma potente mitologia patriótica e estabeleceu um modelo ideal de relato impregnado de densos valores morais, que seria estabelecido como padrão de um modelo de contar as histórias na periferia do mundo. O novo império político e econômico havia encontrado no cinema um instrumento de poder soft de primeiríssima importância.

Ao glamour das novas estrelas, que começariam a brilhar com mais força a partir do cinema sonoro em 1930, se oporia, após1933, um relato muito mais tosco e menos soft: a delirante propaganda nazista instrumentalizada por Joseph Goebbels. Como Hollywood, Goebbels também pretendia criar heróis e exaltar os valores patrióticos. Mas não tinha em conta que os principais recursos artísticos alemães marcharam para o exílio e estavam pondo todo seu conhecimento cinematográfico à serviço dos Estados Unidos.

Iluminadores, atrizes, diretores, muitos dos grandes mestres do esplendor em preto e branco do cinema americano da convulsa década de 40 provêm da Alemanha e deixaram sua marca indelével na nova estética de Hollywood.

O relato americano se torna tão potente, sobretudo depois da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, que não tarda em começar a ser assumido como o grande modelo por excelência, sendo copiado sem clemência pela incipiente indústria cinematográfica da periferia, sobretudo na América Latina. Para perceber esta influência bastaria realizar um simples exercício de mistura de imagens tomadas ao acaso dos filmes mais populares produzidos no continente durante esses 20 anos cruciais, especialmente pelas potentes cinematografias nacionais mexicanas e argentinas: a mesma iluminação, o mesmo uso da música, os mesmos temas amorosos, o mesmo modo de construir os heróis.

Hollywood impõe desta maneira uma poderosa narrativa própria que se reproduz internamente em cada país graças à numerosa trupe de imitadores que surgem em cada canto do mundo. Em 1956, como uma espécie de resposta indireta aos primeiros questionamentos europeus a esta narrativa invasiva – sobretudo franceses –, a Academia cria o Oscar ao Melhor Filme de língua não-inglesa. O prêmio havia começado a ser outorgado de fato em 1947, ao mesmo tempo em que os EUA estreavam como nova potência hegemônica mundial, mas não se afirmou até meados dos anos 50, quando ficou estabelecido como um prêmio a mais, como categoria permanente.

Durante as primeiras épocas o galardão foi utilizado para premiar o melhor do cinema europeu contemporâneo. Premiando De Sica, Fellini, Buñuel, Truffaut ou Bergman, Hollywood se permitia um toque de arte diferente do que surgia de sua própria colheita e tratava de driblar as críticas à sua narrativa mais ideológica. O chamado Terceiro Mundo, enquanto isso, não merecia sua atenção. Com a exceção de um ou outro filme japonês e de algum filme de diretor europeu produzido em países africanos, a periferia cinematográfica do mundo não obteve nenhum prêmio da Academia até 1985 quando o argentino Luis Puenzo ganhou o prêmio com "A história oficial", um duro relato sobre os desaparecidos durante a ditadura militar do general Videla. E teve que esperar até a primeira década do presente século para ver premiadas produções da África do Sul, Taiwan ou Bósnia-Herzegovina.

Na atualidade a Academia padece da mesma anemia de poder que pouco a pouco foi se apoderando do império americano. Embora não tenha deixado de impor densos valores culturais ao resto do mundo, o glamour de suas estrelas já não brilha como antes e seu modelo narrativo já não produz tanto impacto. Vítima de seu próprio êxito, Hollywood se esforça a cada ano em renovar as expectativas em um mundo no qual os relatos se tornaram mais dispersos e menos hegemônicos graças à proliferação das novas tecnologias da comunicação. And the winner is… a periferia do mundo, que tem ainda muito para dizer e não pode nem quer dizer do jeito hollywoodiano.

Tradução: Libório Junior

Site vinculado ao PSDB exclui vídeo em que José Serra é chamado de "palhaço"

Por Priscila Fonseca

O ‘Sua Metrópole’, site criado pela cúpula do PSDB da capital paulista, tirou do ar, nessa quarta-feira, 22, o vídeo do qual o ex- governador de São Paulo, José Serra, foi chamado de “palhaço” pela militante que se identifica como Catarina Rossi. O episódio aconteceu na sede estadual do partido.  

No vídeo que tem mais de 2’20’’ minutos e que continua disponível no Youtube, a militante alega que o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo não tem “maturidade” para encarar alguns desafios. "Está mais do que claro que maturidade nós temos. Quem não tem maturidade é José Serra. Ele está sendo palhaço, ele está brincando com a gente", disse Catarina, que foi aplaudida pela declaração.  

A militante criticou Serra ao defender a realização das prévias do PSDB para definir quem será o candidato do partido à prefeitura de São Paulo. Os secretários do governador Geraldo Alckmin, Bruno Covas (Meio Ambiente), José Aníbal (Energia) e Andrea Matarazzo (Cultura) e o deputado federal Ricardo Trípoli são os atuais pré-candidatos. Durante a semana passada, foi cogitado que as prévias serem canceladas e o partido indicar Serra como candidato.  

Tesoureiro do diretório municipal do PSDB em São Paulo e um dos responsáveis por manter o site Sua Metrópole, Fábio Lepique justificou que o vídeo foi retirado da página porque vai contra os princípios do partido. "A direção municipal do PSDB não permite nenhum tipo de ofensa, sobretudo ao ex-governador José Serra, que é um líder muito respeitado", disse à Folha de São Paulo.   

A Globo vai recriminar José Wilker por querer pautar as rádios brasileiras?


Roque Santeiro, mais conhecido como José Wilker, simplório crítico de cinema das cerimônias do Oscar na TV Globo (que só começou a transmissão após o educativo BBB), ontem atacou de jabazeiro (ou lobista) das rádios brasileiras. Fez biquinho porque a música do filme "Rio", de Carlinhos Brown, não recebeu a premiação de melhor canção original, e propôs que hoje, segunda 27, as rádios brasileiras toquem a música só pra pirraçar a escolha da Academia estadunidense... Pirraçar quem, cara pálida?  

Perguntar não ofende: quando a ministra propôs que nos intervalos da novela da Globo tivesse uma propaganda do disque-denúncia sobre violência contra a mulher, a Globo teve a cara de pau de dizer que UM COMERCIAL NO INTERVALO estaria pautando a novela em que uma mulher era agredida todo dia... Quando "crítico" de cinema quer fazer "pirraça" contra os gringos pautando rádios brasileiras (decerto tem gigantesco alcance mundial, né?), o que é?  

PS 1: nem a Wikipédia tem coragem de citar José Wilker como "crítico" em sua ementa...  

PS 2: Quanto José Wilker recebeu de jabá pra falar isso?

Serra anunciará que desiste da Presidência para disputar Prefeitura de SP [Charge do Alpino]







domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Promessa de Serra II - O Retorno

Serra mais uma vez se apresenta como candidato a um cargo público que não irá cumprir até o final. Uma a vez eleito, após alguns meses no cargo, renunciará novamente para se candidatar a um cargo de maior envergadura, como por exemplo, ao cargo de presidente da república em 2014. Serra é a piada pronta e sempre rasga seus compromissos, passando por cima de todos, inclusive seus correligionários, como o eterno mocinho PLAY BOY das ALTEROSAS: AÉCIO NEVES!

Povo de São Paulo: Fique atento, não se permita ser usado como instrumento de partilha política.


[Deu a mulesta!] Hóstia alucinógena faz beatas atacarem padre na Itália

Algumas fiéis da Santo Espírito de Campobasso, na região central da Itália, abraçaram o crucifixo, outras começaram a ter visões de santos. Outras, por sua vez, começaram a bater no padre e gritar: "Você é o demônio".

Toda essa confusão no último domingo (19) aconteceu porque as hóstias foram feitas com uma farinha alucinógena em vez da farinha comum. Trata-se de um caso de "ergotismo", uma intoxicação alimentar causada por farinhas de cereais contaminadas por esclerócios que atingem a safra do grão.

Esses organismos microscópicos contêm uma grande quantidade de fungos, perigosos para a saúde, entre os quais costumam encontrar-se muitos agentes psicotrópicos, parecidos com o ácido lisérgico, ou LSD.

Assustado, o padre da Igreja de Campobasso foi obrigado a se esconder na sacristia à espera da polícia. A retirada dos fiéis foi confusa, lembrando os protestos antiglobalização ocorridos na cúpula do G-8.

PT NA BAIXADA CUIABANA

Recebi notícias dos acontecimentos no encontro da baixada cuiabana:



de lá vieram entusiasmados e estarrecidos depoimentos de companheiros (as) sobre o processo sucessório municipal.

Algumas análises revelam a necessidade de uma participação maior das militâncias no sentido de mudar seus dirigentes que, talvez cansados ou já satisfeitos com os resultados de sua militância não se mostram dispostos a disputarem nenhum pleito, preferindo-se manter-se com garantias que “aliados” estão a oferecer.

Vale lembrar que esses “agrados” são bons enquanto o Partido dos Trabalhadores tiver a Presidência da República, ter proporcionalmente o direito ao maior tempo no horário eleitoral na TV e rádio.

Ninguém desses aliados “pensa” igual aos petistas, senão estariam todos no mesmo partido. Ademais, nem todo aquele que se encontra em partido socialista é socialista.

Alguém que se propõe a transformar uma unidade de saúde pública, por exemplo, em uma espécie de “franquia” da administração pública para a privada pode se intitular socialista e preocupado com o bem comum?

Ou ainda, na questão da água envolvendo um problema que se iniciou com o fim da SANEMAT e a transferência do “direito” para os municípios que passivamente os gestores da época “acharam” um grande negócio e que após sucessivos fracassos de gestão, encontram em alguém com uma larga experiência no interior paulista, mais precisamente em Presidente Prudente, o descobridor da fórmula mágica capaz de colocar água em todas as torneiras, captar e tratar o esgoto, pagar pela concessão, e depois de tudo isso, cobrar um preço acessível de todos os cidadãos e ainda assim, ter lucros.



De todos os que estão ai, colocados ou bancados como possíveis candidatos, todos possuem algum interesse, defendem uma determinada causa que certamente não é socialista.

Então, voltando ao encontro do PT da baixada cuiabana, me deixou estarrecida o convencimento de alguns diretórios municipais pela tese de que surfar em prancha emprestada é mais seguro.

O que me deixou entusiasmada foi a posição clara do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores, especialmente na pessoa do seu presidente, em dizer que quer candidatura própria e, apenas na impossibilidade é que o PT deve buscar alianças.

Recado dado e para bom entendedor, diria, meia palavra basta.

Já há um pré-candidato em Cuiabá. Capaz de unificar o partido para um projeto maior em 2014, que permita construir alicerces para as eleições Estadual e Federal.

Resta, apenas, saber aguardar o momento certo para a consolidação de mais esta vitória petista.

O entusiasmo se deve a forma como o atual presidente do PT estadual está a conduzir o partido.



Ao contrário do induzimento que a mídia tenta dar para este ou aquele pretenso candidato, todos nós petistas sabemos que a urna é a única pesquisa confiável. O resto é exercício de premonição, vidência...

Hilda Suzana Veiga Settineri [Editora do Terra Brasilis]

Como atua o PiG quando o corrupto é da direita (PSDB, DEM e afins)!


A "felomenal" Geisy Arruda ataca de novo...


Dois "flanelinhas" desistem da prévia


Por Altamiro Borges

Em “primeira mão”, o blogueiro Ricardo Noblat, hóspede do jornal O Globo, informou hoje (26) pela manhã:

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SP: Secretários desistem de prévias para apoiar Serra
Andrea Matarazzo, secretário de Cultura do governo de São Paulo, anunciará no início da tarde de hoje que desistiu de concorrer às prévias do PSDB que indicarão o candidato a prefeito da capital.

Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente, anunciará a mesma decisão amanhã durante reunião com o governador Geraldo Alckmin e parte dos demais secretários.

Nesta segunda-feira, José Serra enviará carta à direção municipal do PSDB formalizando seu desejo de participar das prévias marcadas para o próximo domingo, dia 4.

- O importante é derrotar o PT. Serra reúne melhores condições para isso - antecipou, ontem, Andrea em conversa com um amigo.

Mais cauteloso, o blogueiro Josias de Souza, hospedado na Folha, escreveu nesta madrugada que a situação no ninho tucano não é assim tão tranqüila. Por motivos desconhecidos, o jornalista tem fustigado o processo interno do PSDB para a escolha do candidato à prefeitura de São Paulo. Já chegou a escrever que os “tucanos optam pela ‘autodestruição’ da espécie”. Hoje ele postou:

Submetido ao noticiário que apresenta José Serra como virtual candidato do PSDB à prefeitura paulistana, José Anibal decidiu reagir. Pendurou na internet um vídeo. A peça foi gravada neste sábado (25).

Contrário à idéia de adiamento das prévias agendadas para 4 de março, Aníbal trata o encontro como fato consumado. “Hoje é 25 de fevereiro. Estamos a oito dias das prévias que vão eleger o candidato tucano a prefeito de São Paulo”, diz ele.

Embora Serra já admita participar da disputa interna, ele tenta adiar o embate por pelo menos 15 dias. Ajuda-o na empreitada o governador tucano Geraldo Alckmin, de cujo governo José Aníbal é secretário de Energia.

Aníbal é um dos quatro tucanos que se inscreveram para as prévias no prazo regulamentar. Além dele, há o deputado Ricardo Tripoli e outros dois secretários de Alckmin: Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura).

Bruno e Andrea são apresentados nos subterrâneos do tucanato como quase ex-postulantes. Estariam na bica de abdicar de suas pretensões em favor de Serra. Aníbal e Tripoli, ao contrário, freqüentam a cena como ossos duros de roer.

Há dois dias, em entrevista ao blog, Tripoli dissera que não cogita retirar-se da disputa nem mesmo na hipótese de sobrar apenas ele de um lado e Serra do outro. No vídeo veiculado neste sábado, Aníbal também ergue a lança.

(...)

Em nota veiculada o twitter, sem mencionar o nome de Kassab, Aníbal criticou o fato de Serra ter terceirizado o anúncio ao mandachuva do PSD. Escreveu: “Vamos intensificar a movimentação para vencer as prévias. Pelo PSDB fala o PSDB!”

Noutra nota, Aníbal cutucou os que operam para protelar as prévias: “A mobilização dos filiados do PSDB de Sampa incomoda os que ‘sabem tudo’. De um modo ou outro tentam ignorar a legítima vontade de participação.”

Como se vê, Alckmin terá mais dificuldades do que gostaria para ajeitar o palco de modo a facilitar a entrada tardia de Serra em cena. Com a peça pelo meio, parte do elenco parece relutar em assumir o papel de escada.

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Os "palhaços" do PSDB

Apesar da aparente resistência, tudo indica que José Serra, o eterno candidato, disputará a prefeitura paulistana e “unificará” o partido. Ou seja: quem manda no PSDB são os caciques. As prévias serviram para agitar os tucanos enquanto Serra ficou em cima do muro. Quando percebeu que não tinha como evitar o “enterro”, ele desmontou nos bastidores o circo “democrático”.

Os quatro pré-candidatos que suaram a camisa para vencer as prévias tucanas fizeram o papel de “flanelinha”, guardando o lugar para o grão-tucano – conforme piada que circula entre os próprios militantes da sigla. Como desabafou em vídeo Catarina Rossi, dirigente do movimento de mulheres do PSDB, Serra agiu como “palhaço” e fez os filiados de palhaços.

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Em tempo: Será que Clóvis Rossi, o colunista da Folha que adora satanizar os "caudilhos" que governam a América Latina, não vai criticar a ditadura e o caudilhismo que imperam entre os tucanos? Ele não tem nada a comentar sobre o desabafo de Catarina... Rossi!


Charge Online do Bessinha # 931


Sérgio Amadeu confirmado no 2º WebFor


Sérgio Amadeu, sociólogo e conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), que se notabilizou por defender o Software Livre, participará do maior evento do Nordeste, o 2º WebFor - Fórum de Comunicação Digital, realizado pelo Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé - Núcleo Ceará, Portal do Blog da Dilma, Instituto Montese, ITIC Digital e IMPARH, que acontecerá em Fortaleza, dias 13, 14 e 15 de abril. A Cerimônia de abertura será na Concha Acústica da UFC, avenida da Univesidade/13 de Maio, dia 13 de abril(sexta-feira), a partir das 18 horas e 30 minutos. Nos dias 14 e 15(sábado e domingo): Gran Marquise Hotel(5 estrelas), Avenida Beira Mar, 3980 - Praia de Mucuripe. Sérgio Amadeu vai compor a Mesa do Software e as Mídias Digitais, dia 14(sábado), às 9 da manhã. Contamos com a tua participação. Faça sua inscrição, ela é totalmente gratuita: webfor2012@gmail.com. Maiores informações: Daniel Bezerra - coordenador geral - 85-81880965(VIVO) - 85-99640672(TIM).

Charge Online do Bessinha # 930


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Itália quer anular isenção tributária da Igreja Católica [Charge do Alpino]



Jornalista da Globo continua no time da Escolinha do Gilmar

O apresentador e repórter político da Rede Globo Heraldo Pereira, autor de bizarra ação judicial contra o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, foi flagrado por este Cloaca News, em maio de 2009, como membro do corpo docente do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, modelar instituição de ensino pertencente ao ministro do STF Gilmar Mendes (em 2010, a propósito, o magistrado esteve envolvido em uma feroz batalha societária com Inocêncio Mártires Coelho, ex-procurador geral da República e parceiro de Mendes no negócio). Heraldo, que naquela ocasião era "mestrando em Direito pela UnB" estava designado na Escolinha como responsável pelo módulo VI do Curso de Introdução ao Direito para Profissionais de Comunicação. 

Três dias após a revelação feita por este blog - reproduzida por muitos outros -, a página do IDP na internet com as informações de tal curso foi retirada do ar. Na mesma época, a blogosfera descobriu – e mostrou - que o nome de Heraldo Pereira figurava no website da TV Justiça como "conselheiro estratégico" da emissora. Curiosamente, o jornalista pinga-fogo saiu-se com a conversa fiada de que fora convidado, sim, a integrar tal Conselho, mas que declinou da honraria. 

O fato é que o astro global mantém, de fato, estreita ligação com a Escolinha do Professor Gilmar. Como se vê na imagem abaixo, capturada ontem, sexta-feira, 24, no website da Justiça do Trabalho do Distrito Federal – e já autenticada por este escaldado blog -, mestre Heraldo faz parte do seleto corpo docente do Curso de Formação Inicial de Magistrados, promovido pelo CSJT, e a sigla "IDP" aparece como que anexada ao sobrenome do jornalista-causídico, talvez para dar algum estofo acadêmico ao reserva de William Bonner. O curso ministrado por Pereira – Psicologia e Comunicação – trata do "estudo do relacionamento interpessoal, dos meios de comunicação social e do relacionamento do magistrado com a sociedade e a mídia".

Clique na imagem para ampliá-la.

Agora que matamos a cobra, clique aqui para ver o pau.

10 coisas que você não sabia sobre o Oscar


QUEM É OSCAR?: A origem não é confirmada, mas o boato mais aceito é de que o nome tenha sido usado primeiramente pelo jornalista Sidney Skolsky. Ele relata que estava escrevendo um artigo sobre a premiação e queria dar um bom nome para o prêmio. Ele então se lembrou de um ator muito bom de uma comédia que costumava assistir no teatro, chamado Oscar, e achou que a homenagem soaria bem e funcionaria no texto. A partir de então, Skolsky só se referiu à premiação da Academia como "Oscar". Anos depois, o nome foi aceito oficialmente.


O ACORDO DOS VENCEDORES: Todos os vencedores do Oscar têm que assinar um acordo no qual se comprometem a nunca vender suas estatuetas, ou apenas entregá-las à Academia pelo valor simbólico de 1 dólar. Essa é a forma que encontraram para controlar e impedir a possível venda de estatuetas para colecionadores.


FILMES QUE MAIS GANHARAM OSCARS: Ben-Hur, Titanic e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei empatam, com 11 Oscars cada. O último se destaca por ter levado todos os prêmios a que concorreu!


PRIMEIRA ANIMAÇÃO A SER INDICADA A MELHOR FILME: A Bela e a Fera, em 1991.


MAIS JOVEM A GANHAR UM OSCAR: a atriz Tatum O'Neal tinha apenas 10 anos quando foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante pela performance no filme Lua de Papel, em 1971.


MAIS VELHA A GANHAR UM OSCAR: a atriz Jessica Tandy tinha 80 anos quando foi premiada como Melhor Atriz pela performance no filme Conduzindo Miss Daisy, em 1989.


OSCAR REJEITADO: o prêmio foi rejeitado apenas duas vezes na história. A primeira foi por George Scott, melhor ator em 1970, que alegou não concordar com as políticas do Oscar. A segunda rejeição foi por Marlon Brando. Em vez de receber o prêmio de melhor ator por O Poderoso Chefão, ele enviou uma índia americana em seu lugar, para discursar sobre o descaso do homem branco com o povo nativo daquela terra.


ÚNICO FILME MUDO A GANHAR O OSCAR: se O Artista levar o maior prêmio da noite neste domingo, se juntará a Asas, de 1927, até hoje o único filme sem falas a ser considerado o melhor filme do ano.


QUEM MAIS RECEBEU INDICAÇÕES NA CARREIRA: Meryl Streep, com 17 indicações e dois Oscars. Ela concorre a Melhor Atriz mais uma vez neste ano, por A Dama de Ferro.


QUEM GANHOU MAIS OSCARS NA HISTÓRIA: Walt Disney, com 22 prêmios e 4 homenagens. O primeiro Oscar veio com Branca de Neve e os Sete Anões, em 1937.

A socialite Narcisa Tamborindeguy leva tombo ao vivo

E se o Corinthians fosse fiel a Gaviões?

Detesto Carnaval. Provavelmente porque desde que eu deixei de frequentar os bailes de salão da adolescência e passei a não ter dia e hora marcados pra entrar numa folia, só vi Carnaval na TV, nas madrugadas insones dos intermináveis 5 dias da jornada, quando a outra opção era pastor evangélico. E não tem coisa mais chata no mundo que assistir ao Carnaval na TV. Para meu alívio e de muitos, hoje temos a Internet e a TV por assinatura que, embora seja dominada pela Globo, vende alivio nestes dias. Então, como não assisti, ouvi dizer e li algumas coisas sobre o Carnaval deste ano.

Antes de mais nada vou logo admitindo: tenho pré-conceitos a respeito da Globo. Na minha opinião, a emissora sempre será culpada, até provar sua inocência. Tudo que apresenta em sua grade de programação envenena a mente e o corpo do telespectador. A leitura dos fatos que escolhe veicular em seus telejornais é distorcida, serve a interesses de uma elite decadente. A Globo tem as mãos sujas de sangue por ter apoiado todos os golpes militares na América do Sul – a começar pelo nosso que, em troca, deu-lhe concessão e financiamento. Resumindo: às vezes, a emissora manipula a opinião pública, noutras também.

Qualquer brasileiro minimamente antenado percebe que a Globo odeia o PT de cabo a rabo, desde a sua fundação até os dias de hoje. E, neste ódio, há muito mais preconceito que diferenças ideológicas. Portanto, mesmo que seu público mais rentável na programação esportiva seja o torcedor corinthiano, era de se esperar que a emissora boicotasse a Gaviões da Fiel este ano, por conta da homenagem que a escola anunciou que faria ao torcedor mais ilustre do Corinthians.

A troca de última hora de dois dos jurados que avaliam o desempenho das escolas foi tão obviamente suspeita e por isso mesmo teoricamente improvável que até passaria batida, não fosse o fato de que, justamente Mary Dana, introduzida de última hora no grupo, desse à escola a menor nota (8,9) entre todas no tal quesito “evolução” – o que foi aritmeticamente determinante para que a Gaviões despencasse para o sétimo lugar na classificação geral. Assim, a escola não participou do desfile das campeãs de ontem, quando Lula teria 99% de chances de ser liberado pelos médicos para subir no carro a ele reservado para o desfile. Impedir mais essa consagração do presidente mais popular da história do Brasil foi uma questão de honra para a Globo.

Por curiosidade, pesquisei e encontrei um número impressionante: segundo o IBOPE, o Corinthians coleciona 25,8 milhões de torcedores no Brasil – o equivalente à soma das populações de Portugal, Suécia e Suíça! 14,4 milhões desses loucos – como eles mesmos se denominam, no bom sentido, é claro – vivem no estado de São Paulo. Significa dizer que um, em cada três torcedores paulistas, é corintiano.

Sei o quanto é duro, caro e sacrificante para uma escola de samba e seus componentes montar o desfile e imagino o quanto doeu terem sido trapaceados. Então, viajei na maionese: a chamada “nação corintiana” é capaz de eleger um prefeito sozinha! Talvez tenham sido determinantes nas vitórias eleitorais de Lula e Dilma – já que ambos receberam algo em torno de 40% dos votos válidos do estado de São Paulo. (Este potencial, claro, é tão fenomenal quanto perigoso…). Mas será que essa nação tem noção de que corinthiano unido pode jamais ser vencido? Será que a Globo tem noção de que a trapaça que armou não foi só contra a Gaviões, mas contra o Corinthians como um todo e contra o próprio Carnaval paulista? Será que os dirigentes do Corinthians têm noção do quanto a Globo depende do Corinthians para se equilibrar no Ibope de sua programação esportiva? Mais fundo na maionese: e se depois dessa injustiça com a Gaviões, o Corinthians resolvesse desfazer o acordo de venda de direitos de imagem com a Globo e fechasse com a Record? O que a emissora faria além de exigir o pagamento da multa por rescisão de contrato? E se a Record resolvesse bancar a multa rescisória? A Globo iria paralisar o campeonato Brasileiro no tapetão e perder os contratos com seus patrocinadores?

Bem que diretoria, jogadores e torcedores do Corinthians podiam dar uma espiadinha no seu passado não tão longínquo, quando um tal de Sócrates comandou a famosa Democracia Corintiana bem debaixo do nariz do general-ditador João Figueiredo, e dessa vez, peitar a ditadura do plin-plin…

Ops! Plin-plin: acordei da viagem na maionese: vivemos na selvageria do oligopólio midiático, terra sem lei. A ausência do Marco Regulatório das Comunicações nos mantém reféns de uma emissora de TV que nos tiraniza há quase 50 anos. A Globo manda no futebol. Os clubes ajoelham e rezam a cartilha da emissora. Todos comem na mão da Globo. Inclusive o Corinthians.

Não sou corintiano, mas assim como a Gaviões, tenho grande admiração pelo presidente Lula e sua história. Torci para que eles ganhassem. Porque eu teria o maior prazer em ir até o Sambódromo para assistir ao desfile da escola, ver o Lula com aquele chapéu engraçado que anda usando e sentir aquela tempestade de emoções que sempre acontece quando ele e a plateia se encontram ao vivo.

Depois, dentro das quatro linhas do campo, é claro que o texto seria outro…

A verdadeira conciliação entre PHA e Heraldo


Abaixo, os termos da conciliação acordada entre Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira de Carvalho, na 12ª Vara Cível da Circunscrição Judiciária de Brasília, DF, diante do Juiz de Direito Daniel Felipe Machado, em 15 de fevereiro de 2012.  

Convém observar:  

– retratação não é reconhecimento de culpa; 

– não houve julgamento, logo não houve condenação; 

– o termo da conciliação – aqui reproduzida – foi assinado por Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira de Carvalho.  

Logo, Heraldo Pereira de Carvalho concorda: a expressão “negro de alma branca” não foi usada com sentido de ofender, nem teve conotação racista.  

Ou seja, PHA e Heraldo estão de perfeito acordo neste ponto.  

Eis os termos da conciliação:  

RETRATAÇÃO DE PAULO HENRIQUE AMORIM CONCERNENTE À AÇÃO 2010.01.1.043464-9 , que reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo Supremo Tribunal Federal, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão ‘negro de alma branca’ foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de ‘racismo’.”

Livro mostra amizades improváveis entre animais








sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Morre a dona da Daslu, Eliana Tranchesi [Charge do Alpino]

Herdeira da Daslu, Eliana Tranchesi morre aos 56 anos em SP

Morreu no início desta madrugada, aos 56 anos, a empresária Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, ex-dona da Daslu, maior butique de luxo do país. Ela estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Segundo nota do hospital, a empresária morreu em decorrência de um câncer pulmonar, contra o qual lutava desde 2006, complicado por pneumonia. 

O velório do corpo começou ao meio-dia. Depois, será encaminhado para o cemitério do Morumbi, na zona sul da capital paulista, onde o enterro acontece às 15h.

Eliana foi casada como o médico Bernardino Tranchesi e tinha três filhos: Bernardo, 26, Luciana, 23, e Marcela, 20.

Religiosa, tinha o hábito de ir à missa aos domingos. Na Daslu há até uma capela, onde uma missa, fechada aos mais íntimos, serviu de cerimônia de "passagem". Eliana apontou para Deus quando tentou traduzir o segredo do sucesso. "Acho que o segredo do meu sucesso é Deus e trabalhar feliz, em um astral bom", disse a empresária dias antes de inaugurar a Villa Daslu na zona sul de São Paulo, em 2005.

O câncer acabou por afastá-la do comando da Daslu.

Em setembro de 2006, quando revelou que havia retirado um tumor do pulmão e que iniciaria sessões de quimioterapia e radioterapia, ela afirmou que "a crise da Daslu [leia mais abaixo] e mais o câncer me fizeram sentir como se eu fosse uma criança deixando abruptamente a Disney. Até então, eu imaginava a vida como uma grande brincadeira [...]. A Daslu é a Disney, onde tudo é lindo, as vendedoras são lindas, o cabelo é lindo, a roupa é linda, é tudo bonito. É tudo agradável. Então, de repente, você sai desse mundo da Disney e cai lá dentro do [hospital Albert] Einstein já com um monte de pacientes com câncer". 

DASLU

A loja nasceu quando Tranchesi tinha apenas um ano de idade, na sala da casa de sua mãe, Lucia Piva. O nome vem da junção dos nomes das primeiras sócias da loja, Lucia e Lourdes Aranha, ambas apelidadas de Lu.

Eliana herdou a Daslu após a morte da mãe. Ela sempre afirmou que gostava de comprar, mas nunca havia pensado em tocar os negócios. Ao assumir o controle da butique, deixou de lado o sonho de ser artista plástica. Começou a trajetória como vendedora, prática na loja entre as atuais diretoras e gerentes. Desde o início, ela contou com a ajuda dos irmãos no negócio.

A loja virou uma grife e, a partir dos anos 90, começou a trabalhar com importados, quando as importações foram liberadas pelo então presidente Fernando Collor de Mello. Eliana foi para a Europa e voltou com a mala abarrotada de marcas famosas que caíram no gosto dos endinheirados brasileiros. A partir daí, a Daslu virou referência para quem tinha dinheiro para gastar e queria ver e ser visto.

Em 2005 a Daslu movimentava ao ano mais de R$ 400 milhões em vendas, segundo a conta de especialistas. Eram mil empregados, sendo 200 "dasluzetes" - apelido das vendedoras que recebem até R$ 15 mil (incluindo comissão) por mês. Entre 75% e 80% das pessoas que vão à Daslu não vão embora da loja sem comprar alguma coisa. Já em shoppings, essa taxa varia de 15% a 30%.

Em investimentos, os volumes também são altos. Para a inauguração da nova Daslu - o espaço de 20 mil metros quadrados, incluindo o terraço, aberto ao público em junho de 2005 -, foram gastos R$ 200 milhões. Estima-se que R$ 40 milhões tenham sido bancados pela própria Daslu, e o restante, rateado entre as grifes que estão na operação comercial.

De fevereiro de 2008 a fevereiro de 2010, A Villa Daslu - shopping com 70 lojas anexa à boutique de luxo Daslu - foi gerenciada pela BR Malls, maior empresa do setor de shoppings centers do país.

A Villa Daslu já foi fechada. Hoje a grife tem uma loja em São Paulo, no Shopping Cidade Jardim, e outra no Rio de Janeiro, no Fashion Malls. Uma terceira loja, em São Paulo, deverá ser inaugurada em abril. 

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Desde julho de 2010, a Daslu estava em recuperação judicial, mecanismo que substituiu a antiga concordata e que permite a suspensão do pagamento das dívidas enquanto é negociada uma saída para a crise. A loja passa por dificuldades desde 2005, quando foi alvo da operação Narciso, realizada por Receita, Ministério Público e Polícia Federal (leia mais abaixo).

Em fevereiro do ano passado, a grife foi comprada pelo Fundo Laep Investments, investidor do mercado de capitais que se tornou especialista em comprar empresas à beira da falência. O negócio foi aprovado pelos credores da butique há exatamente um ano, no dia 24 de fevereiro de 2011. O fundo oferecereu o valor simbólico de R$ 1.000 pela Daslu e se comprometeu a colocar R$ 65 milhões na empresa.

Esse valor inclui um crédito de R$ 44 milhões em dívidas da antiga Daslu e ainda um aporte de R$ 21 milhões - único dinheiro novo que entra na empresa.

Pela proposta, o novo dono assumiu toda a dívida de R$ 80 milhões - excluindo a pendência da Daslu com a Receita Federal, estimada em até R$ 500 milhões - que fez parte da recuperação judicial.

As dívidas da Daslu com o fisco paulista somavam cerca de R$ 500 milhões (incluindo multas por sonegação de ICMS), segundo advogados. Parte desse total (R$ 60 milhões) foi paga quando a Daslu aderiu ao programa de parcelamento do fisco. Com a Receita Federal, estima-se que as multas por sonegação somem R$ 400 milhões. Esses valores foram atualizados até julho de 2010. 

POLÍCIA FEDERAL

Em 13 de julho de 2005, teve início a operação Narciso, da Polícia Federal, onde Tranchesi era suspeita de cometer crime de sonegação fiscal nas importações da Daslu.

Ela foi detida e liberada no mesmo dia. Antonio Carlos Piva Albuquerque, irmão de Eliana e seu sócio na butique, e Celso de Lima, ex-contador da Daslu e dono da importadora Multimport (uma das principais da loja), ficaram presos durante cinco dias.

Segundo o Ministério Público Federal, as investigações sobre supostos crimes cometidos pela Daslu duraram cerca de dez meses.

Em março de 2009, Eliana e seu irmão foram condenados a 94,5 anos de prisão, sendo três anos por formação de quadrilha, 42 anos por descaminho consumado, 13,5 anos por descaminho tentado e 36 anos por falsidade ideológica.

Para Celso de Lima, a pena de 53 anos incluiu três anos por formação de quadrilha, 21 anos por descaminho consumado, nove por descaminho tentado e 20 por falsidade.

As sentenças levaram em conta a teoria do "concurso material", ou seja, que os crimes não foram cometidos em sequência e num mesmo momento, o que permite que se somem todas as penas.

Em sua decisão, a juíza Maria Isabel do Prado mencionou que a "organização criminosa" também devia ser presa por ter "conexões no estrangeiro" e ter dado prosseguimento aos crimes mesmo depois de descobertos a primeira vez (em 2005), mudando-se apenas o eixo de atuação de São Paulo para o sul do Brasil. "Os acusados praticaram crimes de forma habitual, como verdadeiro modo de vida, ou seja, são literalmente profissionais do crime", escreveu.

Fonte: Folha.com


Pery Ribeiro morre aos 74 anos, vítima de um infarto

Segundo a esposa, cantor estava internado havia 30 dias no Rio. Artista era filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. 

O cantor e compositor Pery Ribeiro morreu na manhã desta sexta-feira (24), aos 74 anos, vítima de um infarto, no Rio de Janeiro. Ele era filho da cantora Dalva de Oliveira (1917-1972) e do cantor e compositor Herivelto Martins (1912-1992).

De acordo com a esposa de Pery, a empresária Ana Duarte, ele estava internado havia 30 dias no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte, para tratar de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana. "Hoje [sexta-feira] pela manhã fomos surpreendidos com esse infarto fulminante", lamentou Ana, casada há 20 anos com o artista. Ele deixa dois filhos: Paula, do seu primeiro casamento, e o produtor de comerciais Bernardo Martins.

A carreira

Pery iniciou a carreira artística aos três anos, quando fez a dublagem do anão Dengoso em filmes de Walt Disney ao lado de sua mãe, que interpretava a Branca de Neve. Aos 5 anos, em 1942, participou de “It’s all true”, o filme inacabado de Orson Welles, filmado no Brasil. Em 1959, trabalhando na TV Tupi como operador de câmera, foi convidado para participar do programa de Paulo Gracindo na Rádio Nacional.

Assumiu, então, o nome artístico de Pery Ribeiro, seguindo sugestão de César de Alencar. Ainda em 1960, gravou seu primeiro disco, um compacto duplo contendo a canção "Sofri você" (Ricardo Galeno e Paulo Tito), entre outras.

Pery gravou a primeira versão comercial de "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, além de 12 discos dedicados à bossa nova. A partir da década de 1970, se dedicou a trabalhos mais voltados para o jazz, ao lado de Leny Andrade, viajando por México e Estados Unidos, onde atuou também ao lado do conjunto de Sérgio Mendes.

Ganhou mais de 60 prêmios na carreira, incluindo o Troféu Roquette Pinto, o Chico Viola e o Troféu Imprensa. Além da carreira musical, foi apresentador de programas de televisão e participou de filmes no cinema nacional.

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