domingo, 16 de junho de 2013

Arnaldo Jabor leva "Bofetada" da cidadã Cláudia Ricken. Ela não precisa de vinte centavos...

O conservadorismo e o besteirol no comentário do "intelectual" Arnaldo Jabor:



O bofetão - dado em Arnaldo Jabor - pela escritora e neurocientista Cláudia Riecken:


PiG sente gostinho de 64

Os índices de desemprego que vêm caindo nos últimos anos, muito contribuíram para o aumento do número de usuários do transporte público. Principalmente nos centros urbanos, nos horários de pico. Mas em São Paulo, as frotas de ônibus não acompanham essa demanda há mais de quatro mandatos estaduais. Do metrô nem se fala. É simplesmente catastrófico. É nele que acontecem as falhas mais graves, que há muito são uma tragédia ambulante anunciada envolvendo milhares de usuários.

O último alívio concedido ao herói usuário do transporte público paulistano foi o Bilhete Único. Esqueçam o “imagine na Copa” e imaginem o que seria SEM este cartão?

A indústria automobilística alavanca uma enorme cadeia de produção, e o próprio PIB brasileiro. Ninguém quer ficar de pé numa lata por horas no caminho para casa/trabalho. Congestionamento por congestionamento, todos preferem ficar sentados dentro de sua cabine particular de quatro rodas.

Só que os espaços reservados para esses motoristas e suas cabines não crescem na mesma proporção em que cresce o número deles em circulação. É uma questão física. Qualquer pessoa razoável entende que é VITAL investir pesado em transporte coletivo nos grandes centros urbanos, em todo o planeta. Mas em Sampa, durante décadas de PSDB na veia, sempre privilegiaram o individualismo nos transportes. Investem zilhões em reformas de ruas, avenidas e rodovias como o rodoanel… Tudo contempla o automóvel, quase nada para metrô e ônibus.

Serra e Alckmin se alternam mas nada muda. Não sabem o que fazer com o povão. Não é da natureza dos tucanos olhar para a população como um todo. São elitistas desde o próprio DNA. Mantém uma polícia troglodita, descendente da polícia da ditadura, que grita por eles quando é preciso. Enfrentam o que lhes foge de controle ou o que lhes parece incompreensível, na base da porrada. Satisfazem assim, aquele eleitor mais careta, conservador, que não usa ou necessita de serviços públicos e que considera o povão intruso em sua cidade.

Recente pesquisa dá a vitória a Alckmin nas próximas eleições para governador. Pior: assim como em 2010, seria eleito em primeiro turno. Isso demonstra que suas atitudes fascistas, são aprovadas por aqui. Então, Alckmin, assim como Serra cagou, caga montes. Manda suas tropas ao ataque cada vez que alguém levanta a voz. Em São Paulo, é proibido reinvindicar coletivamente qualquer coisa. Vivemos num estado policial, governado por fantoches de uma elite endinheirada, encastelada em um universo estático.

O eleitor do interior do estado – que elege os mesmos tucanos há décadas – não dá a mínima para os paulistanos que sofrem no transporte público. Não dá a mínima para os professores da rede pública ou para vítimas de barbáries com as de Pinheirinho. Gosta de ver polícia batendo em “bandido”. É reality show de ação.

Essa foi a primeira vez que vi jornalista do PiG apanhar pra valer enquanto “trabalhava”. Além de mentir e distorcer os fatos para agradar o patrão, tá no contrato de trabalho do cara apanhar da PM? Afinal, os chefes dos jornais não são amigos dos chefes da polícia?

Oposição e seus jornalões estão se lixando para o MPL (Movimento Passe Livre). Estão, salivando, sentindo um gostinho de 64… Querem mais que o circo pegue fogo. Assim ganham matéria prima para distorcer, desfigurar o movimento e redirecionar a tensão para o inimigo principal: o Governo Federal.

Os protestos atuais contra o aumento das tarifas abrem espaço para individuos que se infiltram na massa e forjam atos de vandalismo e violência. Acabam por justificar (para a elite) a necessidade de reprimir com a “mesma violência” a todos, indiscriminadamente. O que assistimos hoje, é um esboço do que a direita e seu exército de mercenários podem estar planejando fazer em 2014. A Copa das Confederações, que começa hoje, é uma espécie de ensaio final para a Copa do Mundo. Mas não são apenas as seleções que ensaiam…

José Serra – que É o candidato da oposição para 2014 e que manda prender e soltar na Folha e nas TVs, será preservado de tudo o que acontecer. Então, pode apostar: durante os próximos 6 meses não ouviremos uma única vez seu nome no noticiário. Virá em abril de 2014 como o “pastor que trará paz ao rebanho”. Talvez traga no bolso aqueles 44 milhões de votos…

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Democracia e reivindicação

Atos como protestar e expressar sua opinião são responsáveis por manter viva a essência do regime democrático e suas liberdades públicas



Como diz o Rappa, paz sem voz não é paz é medo

Democracia e liberdade implicam perturbações e até MESMO um nível tolerável de transgressões.

Através dos conflitos e perturbações das manifestações públicas de pensamento e reivindicações, das reuniões de pessoas em torno de protestos públicos, das eleições de representantes, etc, é que a democracia alcança seu objetivo maior no convívio social, ou seja, a paz, substituindo o combate armado entre grupos de interesses pelo debate publico e pela representação parlamentar.

Totalmente diferentes, portanto a paz da democracia e a paz da ocupação ou das ditaduras.

Nos territórios ocupados por povos em guerra reina a paz do silêncio. Nas ditaduras que ocupam de forma totalizante o espaço público também a paz da quietude é o que se faz presente. Na democracia a paz é buliçosa, perturbadora do sossego, tensa. Ela grita.

Não se conhece regime realmente democrático no mundo que não conviva com manifestações públicas, greves e outras formas de protesto cidadão. Também não se conhece protesto público em que alguns cidadãos mais emocionados e equivocados não pratiquem algum abuso, nem por isso se justifica o uso da força contra todos os cidadãos que se manifestam nem o uso da repressão como politica pública para tratar o tema dos protestos públicos.

Há um conjunto de equívocos na postura governamental de querer tratar como caso de polícia os protestos públicos da cidadania.

Primeiro porque tal postura atenta contra valores essenciais do regime democrático. Direito a livre manifestação do pensamento e seu consectário direito à reunião não é algo que deva beneficiar apenas donos de grandes meios de comunicação, antes de tudo ele serve ao cidadão que protesta e se manifesta contra atos do governo.

Por óbvio, o poder governamental sempre tenta criminalizar o cidadão que protesta. É da natureza do poder estatal sempre se por como infalível, só tendo ouvido ao elogio.

A onda conservadora que toma conta dos meios sociais leva os meios de comunicação a darem um tiro no próprio pé, tratando os manifestantes como vândalos nas manchetes. Hoje a repressão vai contra o cidadão que se manifesta, amanhã poderá se por contra o jornal que critica, pois em essência ambos exercem na crítica o mesmo direito essencial e a mesma liberdade pública.

Também me parece inequívoco que essa tentativa governamental de calar a cidadania só amplia as perturbações naturais do protesto. A violência só gera violência e amplia o caos inerente a esses momentos da vida pública

Se por um lado seria sábio e democrático que o governo estadual deixasse de ceder à tentação das emoções autoritárias mais rasteiras e partisse para a racionalidade democrática, também o governo municipal deveria reconhecer a legitimidade conquistada nas ruas pelo movimento do passe livre e com ele deveria negociar o fim dos protestos.

Os movimentos de protesto reivindicatório não têm por pretensão a eles inerente a prática de qualquer violência, pretendem ver atendidas suas reivindicações, o que nem sempre é possível fazer, mas, ao menos, por natureza, são movimentos abertos à negociação.

Mais de 10 mil jovens de todos segmentos sociais saíram as ruas em protesto, isso é algo a ser comemorado e não lamentado ou reprimido. Este tipo de conduta é que mantém viva a essência do regime democrático e suas liberdades públicas. Nossa juventude vai saindo do fosso do próprio umbigo para os braços da cidadania. Que seja carinhosamente bem-vinda.

Haddad difere de Alckmin e chama MPL ao diálogo

Prefeito de São Paulo convoca reunião com Movimento Passe Livre para a próxima terça-feira; integrantes farão apresentação diante do Conselho da Cidade; além de ouvir alternativas, Prefeitura pretende mostrar como se dá composição da tarifa; Fernando Haddad procura recuperar para o terreno político-administrativo questão que foi criminalizada por ação repressiva da Polícia Militar

O prefeito Fernando Haddad, do PT, adotou uma postura diametralmente oposta da do governador Geraldo Alckmin, do PSDB, na questão da verdadeira em que se transformou a questão do aumento das tarifas de ônibus em São Paulo.

Numa iniciativa para descriminalizar o assunto, Haddad resolveu não apenas reconheceu, como abrirá as portas da Prefeitura de São Paulo para o Movimento Passe Livre. Na próxima terça-feira 18, os integrantes do Conselho da Cidade irão ouvir exposições dos mesmos jovens que participaram de quatro passeatas em protesto contra o aumento das passagens e a baixa qualidade do sistema de transporte.

Ao mesmo tempo, a administração municipal irá explicar como se dá a composição da tarifa de ônibus.

Haddad criticou a ação policial, na quinta-feira 14, que resultou em mais de 200 prisões e na agressão física a jornalistas. O governador Geraldo Alckmin, ao contrário, defendeu a ação da PM, sendo acompanhando nesta avaliação por seu secretário de Segurança.

Abaixo, nota da Prefeitura de São Paulo sobre o assunto:

Prefeitura convida MPL para apresentar propostas para o Conselho de Cidade

A Prefeitura de São Paulo irá convocar uma reunião extraordinária do Conselho da Cidade na próxima terça (18) para discutir o transporte público em São Paulo. Por determinação do prefeito Fernando Haddad, o MPL (Movimento Passe Livre) será convidado para fazer uma apresentação diante dos conselheiros para explicar suas propostas e visões para o setor.

A administração municipal também irá apresentar detalhes sobre a composição de preço da tarifa de ônibus, a evolução da despesa orçamentária com o subsídio e os planos para a melhoria na qualidade do sistema. Depois das duas apresentações, o debate será aberto para a participação dos conselheiros e sugestões de encaminhamento.
O Conselho da Cidade foi instalado no dia 26 de março para servir como um novo canal de diálogo com a sociedade. É um órgão consultivo, formado por representantes dos movimentos sociais, entidades de classe, empresários, cientistas e pesquisadores, artistas e lideranças religiosas. Os conselheiros têm quatro reuniões ordinárias por ano, para discutir assuntos da cidade, como, por exemplo.

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