domingo, 28 de junho de 2020

Jenner Nascimento - Denúncia Urgente

Enquanto no resto do mundo os profissionais de saúde são aplaudidos, tratados como heróis e recebem gratificações especiais pelo seu trabalho insalubre no combate ao coronavírus, em Pernambuco, esses servidores são tratados com descaso e indiferença pelo governo estadual. Em nosso estado já temos mais de 15.000 profissionais infectados, praticamente 1/3 dos contaminados e 16 óbitos de profissionais, com técnicos e técnicas em enfermagem sendo a maioria expressiva. Como se não bastasse a falta de EPI, constantemente denunciada pelos sindicatos, conselhos de classe e imprensa, esses profissionais agora tem que lidar com a redução de uma importante gratificação em seus salários: A gratificação de desempenho, popularmente chamada de "Produtividade".
Em todas as unidades de saúde sob administração do governo estadual, houve um "corte"  de 50% ou superior nessa gratificação, justamente em um momento que esses profissionais mais precisam de um reforço financeiro, pois muitos estão afastados e em tratamento da COVID19, a maioria se deslocando aos seus locais de trabalho em transporte próprio ou alternativo para não correr o risco de se infectarem ou infectarem os usuários do  transporte publico, além de ainda estar adquirindo EPIs com recursos próprios em função da falta dos mesmos em seus ambientes de trabalho ou pela falta de qualidade dos equipamentos fornecidos. Em 17 de abril de 2020 o Gov. Paulo Câmara (PSB) sancionou o PLC 1045/2020, que beneficia os familiares dos funcionários vitimados pela COVID19 caso tenha adquirido a doença em ambiente de trabalho. Fica clara a conotação demagógica desse ato em um ano eleitoral, sendo assim esperamos que a população do estado e os servidores entendam que aqui em Pernambuco a prioridade tem sido as finanças do estado, a economia e não a vida das pessoas, entre as quais os servidores da saúde.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

domingo, 15 de maio de 2016

Irmãos de Ivan Aguiar se manifestam contra discurso do senador Cristovam Buarque


Na tarde de quarta-feira (11/05), quando o senador Cristovam Buarque (PPS) proferia suas justificativas para votar a favor do golpe, os Jornalistas Livres soltaram uma nota homenageando os estudantes Jonas Barros e Ivan Aguiar, mencionados no discurso. O texto rendeu mais 3.000 compartilhamentos e chegou até os familiares de Ivan que indignados comentaram o voto:

Tempos estranhos estes onde um senador evoca seu passado de manifestante de rua pró-democracia, como justificativa de um voto para demover uma presidenta eleita, em uma pantomima midiática e parlamentar travestida de impeachment.   
Cristovam Buarque desonrou a memória dos mártires da democracia ao citar os dois estudantes mortos em 01 de abril de 1964, na passeata contra o golpe militar que depôs o Presidente João Goulart e o Governador Miguel Arraes, em Pernambuco.   
Dentre as vítimas, Jonas Barros e Ivan Aguiar, secundaristas assassinados a tiros pelo Exército.   
Eles foram para a rua para defender a legalidade, as políticas sociais, o governador de esquerda que pagou com o mandato e com o exílio sua fidelidade às causas populares. Cinquenta e quatro anos depois, o que era dor virou orgulho. Arraes, Ivan e Jonas são heróis da democracia. O que dirá o futuro dos golpistas de ontem e hoje?   
O senador em seu discurso afirmou que a esquerda envelheceu. Os irmãos e sobrinhos de Ivan Aguiar, alguns septuagenários, estamos empunhando nossas bandeiras defendendo a democracia e o respeito ao voto. De lá da rua testemunhamos o acaso da biografia daqueles que mudaram de lado, seduzidos pela ribalta que é oferecida aqueles que querem desmontar as conquistas trabalhistas.   
Triste o país onde envelhecidos estão nas ruas e os velhacos no Parlamento.  Se fosse vivo e ocupasse uma tribuna do Senado, Ivan estaria defendendo os estudantes paulistas que estão sendo massacrados pela polícia e roubados por políticos que freqüentam colunas sociais.   
Estaria denunciando que quando se solapa a democracia, quando a legitimidade de um eleito é subtraída por conchavos parlamentares, o que se está promovendo é a violência. Violência simbólica num primeiro instante, violência física contra quem for contra o estado de coisas logo depois.   
Cristovam Buarque não deveria se preocupar tanto com nossos heróis do passado. Eles pagaram o tributo e forjaram as futuras gerações. Deveria ele se preocupar com as vítimas do futuro. As vítimas dos cortes dos programas sociais, da desvinculação dos recursos sociais do orçamento, da supressão dos direitos trabalhistas, das privatizações e de toda a agenda do governo ilegítimo nascente.   
A esquerda verdadeira, o militante altruísta e generoso que quer construir um mundo mais solidário, vem escrevendo os melhores capítulos da história do Brasil. Os parlamentares golpistas, especialmente os que traíram suas raízes, vão merecer no máximo uma nota de rodapé no panteão onde figuram Calabar, Silvério dos Reis e Cabo Anselmo.   
Erivan Aguiar, Danúbio Aguiar, Nadir Aguiar, Vânia Paduschka de Aguiar, Iran Aguiar

Nota dos Jornalistas Livres:   

JONAS E IVAN, PRESENTES!    



O discurso do senador é uma tentativa vergonhosa de criar confusão na cabeça dos jovens menos avisados.   
Não, Cristovam Buarque! Os estudantes Jonas José de Albuquerque e Ivan Rocha Aguiar, não traíram a democracia brasileira, como o senhor! Morreram em Recife lutando para evitar a deposição do governador eleito pelo povo, Miguel Arraes, e CONTRA O GOLPE MILITAR.   
Aos estudantes Jonas e Ivan nossa eterna gratidão e admiração. A História julgará traidores como Cristovam Buarque, Aloysio Nunes e Marta Suplicy.

Juca Kfouri: silêncio nas panelas. A elite branca já pode dormir em paz

(Na foto, deputado Bruno Araújo, do PSDB-PE. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Viva a hipocrisia!  

Por Juca Kfouri, no Blog do Juca  

Festa na CBF!  Dilma Rousseff está afastada.  

Michel Temer presidente interino do Brasil!  

O Marco Polo que não viaja (Viaja, Marco Polo, viaja!) poderá, ao menos, voar até Brasília e voltar a frequentar o Palácio do Planalto.  

O PT saiu do poder. Maravilha!  

Que pague por seus erros, por ter sido igual aos que criticava.  

Agora temos o PMDB! Extraordinário!  

Sangue novo com Temer (Lava Jato), Romero Jucá (Lava Jato), Eliseu Padilha (Precatórios), Moreira Franco (Proconsult), Gedel Vieira Lima (Lava Jato), Henrique Alves (Lava Jato),  todos protagonistas de escândalos, da Operação Lava Jato ou de outros mais antigos, além de terem servido a todos os governos, inclusive os do PT, como ministros.  

Festa também no “Movimento Brasil Livre”, cujo fundador , Renan Antônio Ferreira dos Santos, responde a mais de 60 processos e deve quase 5 milhões de reais na praça.  

O líder certo na  hora certa!  

Como Eduardo Cunha, não nos esqueçamos de homenageá-lo in memoriam, ele que deu o pontapé inicial em todo o processo saneador e que agora, cinicamente, é descartado como bagaço mascado.  

E que se mencione também Aécio Neves, que tanto se sacrificou pela causa, a ponto de ter virado mico, xingado nas ruas.  

Agora vai!  Silêncio nas panelas. A elite branca já pode dormir em paz.  

Ninguém segura este país.  

Ame-o ou deixe-o.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Editorial do New York Times, em favor de Dilma, surta jornalistas da Globo


Um editorial do New York Times desta sexta feira 13 de maio defende a realização de novas eleições aqui e dá uma traulitada [porrada, cacetada], mais uma de uma boa série, no golpe.  

O título, em tradução livre, é “Tornando pior a crise política no Brasil”.  

Dilma está pagando um preço “desproporcionalmente alto” por má conduta administrativa. Muitos de “seus mais ardentes detratores são acusados de crimes mais graves” e políticos “que orquestram sua deposição foram associados a um grande esquema de propina e outros escândalos”.  

A liderança dela é considerada “péssima” e “abaixo do esperado”. Mas as pedaladas fiscais, usadas como base da acusação, foram “uma tática que outros líderes brasileiros utilizaram no passado sem sofrer grande escrutínio”.  

A saída “é provável, já que 55 dos 81 senadores brasileiros votaram a favor de seu afastamento”. Com isso, ficará mais fácil retomar a política usual do pagamento de propinas.  

Embora Dilma e seu partido tenham “se afundado nos últimos meses”, o PT ainda conta com “um apoio considerável, particularmente entre os milhões de brasileiros que saíram da pobreza nas últimas duas décadas”.  

“Os senadores que saboreiam a saída de Dilma devem lembrar que a presidente foi eleita nas urnas duas vezes”, diz o texto.  

É uma análise correta, sóbria e criteriosa do que é, ainda, o melhor jornal do mundo. Mas que despertou a ira de jornalistas da Globo e do Estadão. São os pitbulls da versão pseudo legalista, latindo a cada vez que a história que tentam emplacar é desmoralizada na Europa e nos EUA.  

Golpistas não gostam de ser chamados de golpistas. Canalhas não gostam de ser chamados de canalhas. A falta de decoro e de noção desse pessoal chegou a um ponto em que resolveram dar aulas de jornalismo ao Times.  

Jorge Pontual, correspondente da GloboNews que vem dando vexame há semanas (o último foi numa comparação muito doida de Dilma com Hitler que ele tentou, sem sucesso, corrigir), escreveu no Twitter que “New York Times defende Dilma em editorial”.  

A colega Lúcia Guimarães foi para cima numa espécie de surto psicótico.  

“É de enfurecer a repetição descerebrada de que a fraude fiscal equivale ao que FHC e Lula fizeram”, replicou. A ex-colega de Saia Justa Monica Waldvogel pontuou que “a conclusão é doidona” (?!?).  

A certa altura, Lúcia resolveu iluminar o pessoal do NYT questionando em inglês o artigo. Se deu ao trabalho de colar um gráfico da Folha de S.Paulo. Obviamente, foi ignorada.  

Lúcia vive em Nova York. É uma ex-produtora do Manhattan Connection que, após a morte de Paulo Francis, por uns tempos deu  pitacos no fim do programa. Escreve uma coluna que ninguém lê numa publicação cada vez menos lida, o Estadão.  

Mora no Twitter, onde é como um pato velho se sacudindo no meio de um lago: só barulho. É fanática, autoritária e lelé a ponto de traduzir o discurso de posse de Michel Temer.  

Mais do que isso, é um símbolo do partidarismo escrachado da mídia brasileira, que conta com gente como ela para tentar dar um verniz institucional e democrático a um governo vagabundo e sem voto.  

A narrativa do golpe está consolidada. Se você não é cínico, estúpido, maluco ou de má fé, não consegue achar normal um sujeito como Cunha presidindo um processo de impedimento e um Michel Temer no poder. Tentar vender outro peixe malcheiroso tem gerado esses momentos de pagação de mico.  

Agora, é o tal negócio. O pessoal deve olhar para o João Roberto Marinho respondendo matéria do Guardian na caixa de comentários e pensar: bom, já que o patrão faz essa zona e mente aí numa boa, por que não eu, é ou não é?

Meirelles: direitos adquiridos não são adquiridos!


O Meirelles é outro puft.  

Não tem nada dentro a não ser o rolando-lero neolibelês.  

Um bancário a serviço do mercado e da Casa Grande.  

Na primeira entrevista coletiva, na manhã dessa sexta-feira 13/05 – sim, porque a Urubóloga já lhe tinha dado posse no Mau Dia Brasil -, Meirelles falava enquanto a Bolsa caía.  

Talvez porque ele não dissesse nada, além do óbvio lancinante.  

Limitação de gastos.  

Teto de despesas.  

Estabilizar a dívida pública.  

Mas, ele cometeu dois lapsos reveladores da secreta ambição do Governo.  

Ao responder a uma pergunta sobre a reforma da Previdência e o respeito aos direitos adquiridos, ele foi claro, ainda que escorregadio:  

- “direitos adquiridos não prevalecem sobre a Constituição!”  

No ambiente de uma pergunta sobre os direitos adquiridos dos velhinhos, que história é essa de “prevalecer a Constituição”?   

Como disse o Bercovici, a Constituição morreu.  

Portanto, vem um trampo aí!  

Se adquiridos estavam, adquiridos não estão mais.  

O gato comeu os direitos adquiridos!  

O Supremo restabelecerá a hierarquia segundo a extinta Constituição!  

Quá, quá, quá!  

Depois ele enfatizou a questão do “nominalismo” e a necessidade de “desindexar” a economia.  

O que “indexa” a Economia é o Salário Mínimo!  

O Salário Mínimo sobe com a inflação e o Salário Mínimo aumenta a Previdência.  
Logo, vem pau no lombo do Salário Mínimo e da Previdência!

Começou a extinção do Bolsa Família


No discurso do puft, Temer disse que o Bolsa Família “deu certo”.  

Muito!  

Tanto assim que, ali ao lado, ao tomar posse, o Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário (cuidado, Stedile!), Osmar Terra (PMDB-RS) começou a promover o desmanche do Bolsa:  

- o Bolsa não pode ser uma proposta de vida;  

- vamos avaliar (sic), aumentar (sic) sua eficiência;  

- precisa atender 50 milhões?  

- temos que explicar por que tanta gente!  

- acho que ela (Dilma) mentiu ao falar esse número;  

- precisamos oportunizar (sic) uma saída!  

É o mesmo oportunizador que já tinha dito que o Bolsa é uma “coleira política”! 

Como o Bolsa é entregue a mulheres, é possível concluir que ele se referia a “cadelas” - as que andam em coleiras!  

Como disse a excelente Tereza Campello: o que eles querem mesmo é jogar 40 milhões de brasileiros de volta à miséria.  

Em tempo: o ministro da Saúde, Ricardo Barros – o que, na Comissão de Orçamento da Câmara, queria tirar dinheiro do Bolsa – já avisou que “regras do mais Médicos sofrerão ajustes”.  

Ou seja, só poderão participar dos Mais Médicos aqueles que tenham saído dos quadros do Hospital Sírio e Libanês!  

Paulo Henrique Amorim

WikiLeaks: Temer foi informante da embaixada americana


Os documentos seriam de 2006, mas a organização sueca só divulgou as informações na noite desta quinta-feira (12/5)  

Em documentos divulgados na noite desta quinta-feira (12/5) no Twitter, o perfil oficial do Wikileaks afirma que o presidente interino do Brasil, Michel Temer (PMDB), foi informante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Segundo os documentos divulgados pela organização sueca, Michel Temer teria falado com a embaixada via telegrama e o conteúdo seria classificado como “sensível” e “para apenas uso oficial”. As transmissões dos arquivos teriam sido feitas no dia 11 de janeiro 2006 (quarta-feira), às 14h02 e no dia 21 de junho 2006 (quarta-feira), às 16h05. Não há informações sobre o fuso horário da entrega.  

Nos documentos divulgados, Temer passaria sua visão de como estava a situação política no Brasil na época. São opiniões sobre as eleições que ocorreriam em 2006, quando Lula foi reeleito.  

Temer teria analisado cenários em que o partido dele (PMDB) poderia ganhar as eleições. Nos documentos, ele também teria falado sobre as diferenças entre Lula e Fernando Henrique Cardoso. Em uma das frases citadas no texto, Temer teria dito que “as classes C, D e E acreditam que Fernando Henrique roubou dos pobres e deu para os ricos. Já Lula roubou dos ricos para dar aos pobres”.  

Os telegramas falam ainda sobre uma possível disputa entre um candidato do PMDB com Lula, caso não houvesse acordo entre os partidos. O nome de Anthony Garotinho teria sido cogitado neste momento, mas haveria uma resistência no PMDB. Germano Rigotto, na época governador do Rio Grande do Sul, e Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, também foram cogitados.  

Em outro trecho do documento, Temer se negou a prever como ficaria a corrida eleitoral, mas afirmou que haveria segundo turno. Disse apenas que “qualquer coisa poderia acontecer”. Na ocasião, ele teria confirmado que o seu partido não apresentava candidatos à presidência e que o PMDB não seria aliado do PT e nem do PSDB, pelo menos até o segundo turno.  

Temer teria dito que o PMDB elegeria, naquele ano, entre 10 e 15 governadores pelo país. O partido teria também as maiores bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados. Sendo assim, o presidente que fosse eleito teria que se reportar ao PMDB para governar. “Quem quer que vença a eleição presidencial terá que vir até nós para fazer qualquer coisa”, teria dito o político.

O WikiLeaks já revelou que o Padim Pade Cerra se comprometeu com a Chevron a entregar o pré-sal.  

O Nelson Johnbim foi ao embaixador americano,segundo o WikiLeaks, esculhambar a política externa do Governo a que servia - o do presidente Lula. 

O Ataulpho Merval , o William Traaack e um suposto repórter investigativo (sic), o que poupou os patrões na lista do HSBC, também foram apanhados pelo WikiLeaks com a boca na botija de Tio Sam.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O velório do PiG

A Globo não engana: ela sempre esteve do lado errado da história



quarta-feira, 4 de maio de 2016

ATENÇÃO! Identificado o proprietário do carro de onde saiu o disparo que atingiu manifestante do MTST

Sem-teto Edilma Aparecida Vieira dos Santos, de 36 anos, baleada durante manifestação

O carro modelo Corsa, placa EQZ 8730, está registrado em nome de Leandro da Silva Rosolen, no endereço: rua Antonieta Antenfelder, 594, São Paulo - SP.  

O proprietário do carro é policial militar do estado de São Paulo com cargo de soldado de primeira classe.  

Leandro acaba de ser preso em flagrante no município de Itapecerica da Serra - SP.  Saiba mais sobre o caso aqui.

terça-feira, 3 de maio de 2016

FERNANDO MORAIS: GOLPE CONTRA DILMA SERÁ PIOR DO QUE O DE 64



O jornalista e escritor Fernando Morais justificou seu posicionamento dizendo que golpe contra a presidente Dilma tem como objetivo entregar o Brasil ao capital internacional; segundo ele, ou o vice-presidente Michel Temer (PMDB) "vai apertar a garganta do povo e com isso vai tocar fogo no Brasil ou, se não fizer isso, não dura uma semana, porque os mesmos que estão derrubando Dilma o derrubarão também"; de acordo com o jornalista, o adeus ao Mercosul, à Unasul e ao BRICS compõe o programa que se completará com o corte de direitos sociais e trabalhistas

O jornalista e escritor Fernando Morais avaliou que o Brasil vive  um golpe de estado como nunca tinha visto na sua história e que trará um prejuízo infinitamente maior para o país do que o provocado pela ditadura, porque segundo ele, é um golpe como objetivo de entregar o Brasil para o capital internacional.  

“O golpe vai ser devastador, mas o senhor Michel Temer vai comer o pão que o diabo amassou. Ou ele vai apertar a garganta do povo e com isso vai tocar fogo no Brasil ou, se não fizer isso, não dura uma semana, porque os mesmos que estão derrubando Dilma o derrubarão também. Da minha parte, assumo o compromisso de me dedicar em tempo integral a infernizar a vida dessa gente. Que Minas Gerais se junte a nós, não por nós, que já estamos velhos, mas por nossos filhos e netos”, disse ele, na sexta-feira (29), em palestra de abertura do 14º Congresso dos Jornalistas de Minas Gerais.  

De acordo com o o jornalista, o adeus ao Mercosul, à Unasul e ao BRICS compõe o programa que se completará com o corte de direitos sociais e trabalhistas. “O destino do Brasil está sendo decidido pelos mesmos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio, que tentaram impedir a posse de JK e de Jango e que deram o golpe de 64”, assinalou o autor de biografias como “Olga” e “Chatô, o rei do Brasil”, que retratam importantes períodos históricos nacionais.  

O escritor afirmou que, à frente do golpe, estão as poucas famílias que controlam os principais veículos de comunicação no País. “A família Marinho é inimiga do Brasil”, disse.  

Morais afirmou que a esquerda precisa fazer uma autocrítica, pois, segundo ele, nos últimos 13 anos os governos do PT nada fizeram para impedir a ação golpista da mídia, ao contrário, os alimentaram fartamente com verbas publicitárias. “O corvo que está comendo os nossos olhos hoje foi alimentado com dinheiro público”, denunciou.  

Ele disse que uma iniciativa do ex-ministro Franklin Martins de implantar um novo modelo de distribuição técnica de verbas publicitárias, durante o segundo governo Lula provocou o pânico da família Marinho. Os recursos antes distribuídos entre 400 emissoras de rádio, por exemplo, foram pulverizados entre mais de 4.000. “A família Marinho perdeu R$ 120 milhões por ano”, disse. 

"Eu preferia estar aqui para falar de uma revolução da qual estamos sendo testemunhas, que é a revolução digital, e o que ela tem a ver com o jornalismo, tema que se entrelaça com este outro. Infelizmente, temos também o triste privilégio de testemunhar um golpe de estado e não é possível hoje falar sobre seja o que for sem falar sobre o golpe em curso no Brasil", acrescentou ele, dando o tom do debate com a plateia, que reuniu jornalistas, estudantes de Jornalismo e convidados.   


Caiado é um perfeito idiota e explico por quê.

Perfeito Idiota Brasileiro: Caiado

O senador Ronaldo Caiado é um midiota. Isso ficou claro no bate-boca entre ele e Lindbergh na comissão do impeachment no Senado.  

Caiado se saiu com uma declaração mirabolante. O governo, leu ele na comissão, teria determinado aos ministros que apagassem todos os dados de seus computadores.  

Lindbergh não resistiu. Disse que era mentira. Caiado se defendeu dizendo que estava lendo a pseudoinformação. “É matéria. Está publicada.”  

Ora, ora, ora.  

E o que significa ser uma “matéria”? Desde quando texto jornalístico é verdade absoluta, ou mesmo parcial, sobretudo numa mídia manipuladora e desonesta como a brasileira?  

A resposta asinina de Caiado a Lindbergh faz dele um midiota. Ou, como acontece com toda pessoa que repete o que lê em jornais e revistas ou ouve em rádios e telejornais, um PIB, Perfeito Idiota Brasileiro.  

Lindbergh poderia, usando a mesma arma, dizer o seguinte a Caiado.  

“Você é uma voz à procura de um cérebro. Mente, rouba e trai. Você recebeu dinheiro do amigo Carlos Cachoeira. Passa férias em Salvador às expensas da construtora OAS. É um Judas. Pois agora quero ver se você é homem mesmo.” 

Tudo isso foi publicado. Lindbergh poderia dizer que estava apenas lendo. É um artigo de um homem que conhece muito bem Caiado: o ex-senador Demóstenes Torres, um ídolo da mídia que acabou se revelando um corrupto no mais alto grau.  

Acontece que Lindbergh jamais faria isso. Não é um midiota, ao contrário de Caiado.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Quem é Marcel Montalvão, o juiz antidrogas que decretou o bloqueio do WhatsApp.


A Justiça determinou nesta segunda-feira (2) o bloqueio do WhatsApp em todo Brasil por 72 horas, a partir das 14h de hoje. A operadora TIM confirmou a decisão e usuários já não conseguem trocar mensagens, recorrendo a apps como o Telegram.  

A decisão partiu do juiz criminal Marcel Maia Montalvão, da comarca de Lagarto, no Sergipe. Ele é o mesmo do caso da prisão injusta do vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, em 1º de março deste ano.  

O Facebook é dono do WhatsApp e Dzodan foi acusado de não fornecer dados sobre trocas de mensagens de tráfico de drogas dentro do sistema. O motivo dos dois casos é o mesmo segundo a Justiça de Sergipe.  

A rede social já deixou de prestar informações às autoridades antes. No entanto, quando é intimado pela Justiça, o Facebook costuma responder.  

Em dezembro de 2015, a 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo determinou o fechamento do WhatsApp por 24 horas por conta de o Facebook não ter liberado dados de um homem acusado de crimes e associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O Facebook obedeceu à Justiça brasileira e o serviço voltou ao ar em menos de 12 horas.  

Marcel Maia Montalvão assumiu a comarca de Lagarto em agosto de 2015 e concedeu uma entrevista em outubro daquele ano à rádio Progresso AM reproduzida no Portal Lagartense.  

Na conversa, externou algumas de suas ideias.  

“A caneta do juiz não pode ser uma espada que perfura o peito de ninguém. A caneta de um juiz deve ser uma lente que ergue a esperança. Mas infelizmente nós vivemos num país, na maioria das vezes, em que o Poder Público é ausente”, disse ao repórter Adailson Santos. Afirmou na entrevista ser favorável à redução da maioridade penal e ele também falou que não acha que a descriminalização da maconha é uma boa medida.  

“Infelizmente, o câncer da sociedade é a droga. As famílias hoje estão dizimadas, as famílias hoje estão destruídas pelo mal da droga. Não há uma audiência minha que não faça com o jovem e com a pessoa adulta e que não leve a mensagem de esperança, e que não leve a mensagem de chamada à correção”.  

Por alguma razão, Montalvão acredita que está conseguindo ter sucesso na cruzada antidrogas ao pressionar ou ameaçar prender executivos do Facebook que não liberam informações do tráfico. Não enxerga que está prejudicando trabalhadores e trabalhadoras como ele próprio, filho de engraxate, ao congelar o serviço de comunicação digital do WhatsApp.  

Ele tem esse poder para bloquear o WhatsApp por 72 horas porque já intimou o Facebook três vezes antes de prender Diego Dzodan, cobrando uma multa de R$ 1 milhão. Deixam foi liberado pelo desembargador Ruy Pinheiro, que destacou que o vice-presidente não é parte do processo judicial, nem investigado em inquérito policial. Mesmo com esse revés, o juiz sergipano não parou.  

A decisão de Marcel Montalvão teve aval da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (ADEPOL). Por isso, ele provavelmente foi incentivado no processo de investigação a criar novas sanções ao WhatsApp enquanto o problema não é resolvido.  

O Facebook dificulta o acesso aos dados do seu programa pelo mesmo motivo por que a Apple não liberou informações ao FBI do iPhone de um atirador que matou 14 pessoas em San Bernardino recentemente nos EUA. Essas grandes empresas prezam pela privacidade de seus clientes.  

O Marco Civil da Internet, sancionado no Brasil em 2014, também prevê a proteção de dados pessoais como uma obrigação das empresas na rede.  

No dia 5 de abril, o WhatsApp anunciou que sua rede, formada por cerca de 1 bilhão de usuários, possui agora criptografia de dados completa para evitar o vazamento de informações. Fotos nuas de pessoas estão mais difíceis de virem a público, mas criminosos estão utilizando a rede para trocar informações sem serem importunados pela Justiça.  

Marcel Montalvão está certo em cobrar o Facebook, mas não em prender empresários ou punir pessoas comuns com o bloqueio dos serviços. O juiz criminal de Sergipe é oportunista usando os holofotes da mídia com o caso. Chama atenção de todo mundo enquanto os usuários ficam sem acesso e a empresa se vira para responder às intimações.  

Ele deveria reler o que disse ao jornalista no ano passado.  

“Sou um ser humano e preciso atuar onde quer que seja, onde quer que eu vá, e colho informações dos lugares por onde eu ando, dos lugares onde eu trabalho. É fundamental essa aproximação com a sociedade. Porque se o juiz é distanciado da sociedade onde ele trabalha, ele não poderá desempenhar perfeitamente a sua função.”

Procurador do TCU afirma, na comissão do impeachment, que Dilma não cometeu crime de responsabilidade


O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira admitiu na manhã desta segunda-feira (2), durante sessão da comissão especial do impeachment no Senado, que não houve crime de responsabilidade em 2015 por parte da presidente Dilma Rousseff.  

Ele é um dos técnicos que integram a equipe que analisou e recomendou aos ministros do TCU a rejeição das contas do governo Dilma de 2014. Os ministros do TCU entenderam que o balanço apresentado pela União continha irregularidades que violavam a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei Orçamentária e a Constituição. Com base nisso, recomendaram ao Congresso a rejeição das contas da presidenta.  

Na comissão do impeachment, ele, que é um dos responsáveis pela tese das ‘pedaladas fiscais’, reconheceu que não houve nenhuma antecipação de recursos da Caixa Econômica Federal ao governo federal em 2015. A declaração foi feita em resposta a uma questão da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Depois disso, houve confusão no plenário, quando a oposição percebeu que haverá um buraco na acusação.  

“Isso é importante porque a acusação se refere a 2015”, comentou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Preocupado, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que a ala governista tenta desestabilizar emocionalmente o procurador.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Aparece enfim o advogado que insultou Zé de Abreu, e ele é um PIB — Perfeito Idiota Brasileiro.


Apareceu nas redes sociais uma mensagem no Facebook do advogado que provocou Zé de Abreu num restaurante em São Paulo.  

O nome dele é Thiago Marçal.  

A mensagem, endereçada logo depois da treta a Reinaldo Azevedo, rei dos analfabetos políticos e midiotas, é chocante.  

Não por conter palavrões, obscenidades ou coisa do gênero. Mas pela ignorância desumana revelada pelo autor. São seis linhas escritas num português de semianalfabeto.  

Como o doutor Marçal conseguiu se formar é um mistério.  

Seu despreparo fumegante ilustra o nível dos antipetistas fanáticos cultivados pela imprensa.  

Ele não fala apenas por si: se manifesta por toda uma tribo que tem extrema dificuldade em juntar duas frases e, pior, em expor uma ideia. Vídeos feitos nas manifestações antigoverno mostraram quantos Thiagos Marçais estavam nas ruas, metidos em camisas da CBF e falando disparates.  

Thiago Marçal, em si, é um sujeito claramente sem leitura, sem lastro intelectual e sem noção do ridículo que é discutir política sem ter conhecimento nenhum das coisas. Num texto que escrevi há alguns anos, retratei o PIB, o Perfeito Idiota Brasileiro, aquele que de manhã ouve a Jovem Pan ou a CBN, depois lê o Globo ou a Folha, e à noite vê o Jornal Nacional e em seguida o Jornal da Globo. (Aqui, meu texto.)  

Zé de Abreu também não falou por si apenas no restaurante. Ele representa um público de esquerda altamente politizado.  

Ali no restaurante se travou um combate entre dois Brasis: um embotado mentalmente, o do advogado. Outro intelectualmente sólido, o de Zé de Abreu.  

Marçal, em sua estupidez desumana, confessa que partiu dele a briga. Ele diz que Zé de Abreu “ficou ofendido ao ser interpelado”.  

Ora, ora, ora.  

Quem teria outra reação ao ser interpelado – a palavra certa é insultado – num restaurante? Zé de Abreu estava com a mulher, em busca de algum sossego e conforto em dias particularmente cruéis para alguém como ele.  

Você pensa que vai respirar e um imbecil começa a xingar você. Dois imbecis, aliás: Marçal e a namorada, que chamou a mulher de Zé de Abreu de vagabunda, como mostra um vídeo com imagens da briga.  

Que você faz?  

Exatamente o que Zé de Abreu fez. A cusparada saiu barata. Uma bofetada seria mais adequada às circunstâncias.  

Para Reinaldo Azevedo, mestre espiritual dos Thiagos deste Brasil, o advogado disse que queria saber os motivos pelos quais Zé de Abreu fora ao restaurante.  

(Arrumei o monstruoso português do rábula. Ele escreveu os motivos pelo qual.)  

Quer dizer: é da conta dele, ou de qualquer outra pessoa, a razão pela qual o casal Abreu decidiu jantar num determinado restaurante?  

Mas mentecaptos como Marçal, estimulados pela mídia, acabaram se achando nos últimos anos no direito de perguntar a figuras como Zé de Abreu por que eles estão comendo aqui ou ali.  

Marçal falou que a conta, “uma fortuna”, foi paga pelos “bobos contribuintes”. Gente como ele não pode ver um artista engajado sem invocar, às cegas, sem fundamento nenhum, a Lei Rouanet.  

Fora a calúnia em si, é como se um ator do calibre de Zé de Abreu, com meio século de carreira vitoriosa, não fosse capaz de frequentar pelos próprios meios um restaurante entre cujos clientes estava, ou está, um advogado sofrível como ele mesmo, Marçal.  

Estavam ali, repito, dois Brasis. O do advogado Thiago Marçal é um desgraça, superpovoado de PIBs, Perfeitos Idiotas Brasileiros.

Nota do editor do Terra Brasilis a Paulo Nogueira: 
Não se abate o "oponente" pela forma como ele faz uso da língua, pois, se assim o for, estaremos aprofundando o fosso do estigma de que uma variante da língua dita culta não usada por uma determinada comunidade linguística é sinal de incapacidade para refletir sobre o mundo que o circunda e dizer algo desse mesmo mundo. Isso não é verdade. No que diz respeito aos outros aspectos do texto, estou de pleno acordo.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Para desmontar narrativa golpista, PT e PCdoB pedem provas sobre pedaladas ao Senado


Foto: Mídia NINJA
Senadores governistas pedem certidões sobre participação de Dilma em pedaladas

No UOL  

O PT e o PCdoB vão tentar comprovar na comissão do impeachment no Senado que a presidente Dilma Rousseff não teve participação nas supostas pedaladas fiscais de 2015.  

Senadores desses partidos apresentaram requerimentos à comissão nesta quarta-feira (27) para que instituições envolvidas no Plano Safra, programa de financiamento agrícola, apresentem ao Senado certidões sobre se houve ato da presidente relativa à administração do programa. A denúncia do impeachment acusa Dilma de ter praticado pedaladas fiscais em 2015 ao atrasar repasses do programa para o Banco do Brasil.  

Os requerimentos ainda não foram aprovados pela comissão. É pedido que se pronunciem sobre o tema o Banco do Brasil, o Ministério da Fazenda, o Ministério da Agricultura e o Conselho Monetário Nacional. Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).  

"Requer que esta comissão especial solicite junto ao Ministério da Fazenda certidão que comprove se as subvenções do Plano Safra, durante o ano de 2015, contemplaram ato assinado pela Presidenta da República", diz o texto de um dos requerimentos.  

Para que a presidente possa ser condenada e afastada do cargo por crime de responsabilidade é preciso que seja apontado qual foi o ato irregular praticado por ela. Esse ponto tem sido consenso mesmo entre juristas favoráveis ao impeachment.  

A defesa do governo tem repetido o argumento de que nenhum ato administrativo ligaria Dilma aos supostos atrasos nos repasses do governo para o Banco do Brasil, responsável pelos pagamentos do Plano Safra.  

Já a oposição sustenta que a presidente é a responsável pelo programa, por ser chefe do governo.  

As pedaladas são como ficou conhecido o atraso nos repasses a bancos públicos, o que foi entendido pelo TCU (Tribunal de Contas da União) como uma forma proibida de empréstimo dos bancos ao governo. Como o Plano Safra oferece empréstimos a juros subsidiados, o governo precisa cobrir a diferença para o Banco do Brasil da remuneração entre os juros praticados e os juros de mercado.  

O envolvimento da presidente nas supostas pedaladas do Plano Safra provocou debate na reunião desta quarta-feira da comissão do Senado.  

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que o Banco do Brasil foi "vítima" das políticas do governo Dilma Rousseff, que seria o único responsável pelas pedaladas. "Eles [Banco do Brasil] não podem ser responsabilizados. A responsabilidade é da presidente da República", afirmou Caiado.  

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que o banco é o responsável pela operação do Plano Safra e que o depoimento de um representante da instituição poderia "desmascarar a tentativa de imputar à presidenta um crime que ela não cometeu", disse. 

Além do caso do Plano Safra, a denúncia do impeachment acusa Dilma de ter publicado seis decretos de suplementação orçamentária, que ampliaram a previsão de gastos do governo sem autorização do Congresso Nacional num momento em que havia dificuldade para cumprir a meta de superavit (economia para pagar juros da dívida pública).  

O governo diz que os decretos apenas remanejaram despesas do Orçamento e que a meta fiscal foi cumprida.

O Cafezinho

terça-feira, 26 de abril de 2016

O estranho caso do desaparecimento de Moro e do casal que xingou José de Abreu.

Anna Claudia del Mar e o juiz Sérgio Moro: sumidos
O desaparecimento recente de três brasileiros está causando espécie na comunidade científica nacional. Vejamos, primeiro, o caso de Sergio Moro, herói do Brasil, responsável por acabar com 747 anos de corrupção.  

Desde que a Câmara aprovou o impeachment numa das sessões mais bonitas na história da democracia ocidental, Moro sumiu.  

Junto com ele, foram-se os vazamentos de escândalos na imprensa. A última vez que se ouviu falar do juiz foi na coluna de Fausto Macedo no Estadão, num autovazamento temeriano.  

No último dia 13, Moro, segundo Macedo, avisou a “interlocutores” que gostaria que a Lava Jato terminasse em dezembro.  

O juiz estaria consternado com “manifestações de raiva e intolerância” após a condução coercitiva de Lula. Ele acha que outras instituições devem agora pegar o bastião da luta e seguir adiante.  

Esse blablablá não faz o menor sentido e, claro, engana quem quer ser enganado. Moro fez o serviço de derrubar Dilma e sai de cena.  

Falta prender Lula — mas essa missão, ele já notou, não será tão fácil e pode esperar. O processo da mulher e da filha de Cunha está com ele, mas qual a pressa?  

Não vale apelar para a discrição do homem porque não cola. Subiu ao palco para receber troféus, deu palestras promovidas por João Doria, concedeu entrevistas a torto e a direito, esteve em noite de autógrafos de livro escrito pelo biógrafo de Lobão, fez uma selfie no espelho de casa.  

Uma coluna social crava que Moro está nos Estados Unidos, onde participa esta semana de um jantar de gala da revista Time como um dos nomes na edição especial dos mais influentes do mundo.  

A festa acontece em Nova York e ele é o único brasileiro abrilhantando a categoria “líderes.”  

A desaparição do magistrado é tão estranha e sintomática quanto a do casal que xingou José de Abreu no restaurante Kinoshita, em São Paulo, e que levou uma cusparada do ator.  

Desde então, Anna Claudia del Mar, uma ex-modelo, e seu par, um “advogado” não identificado, não deram as caras publicamente.  

Por quê?  

Cinco dias depois do episódio, ninguém conhece o paradeiro deles. Abreu já esteve no Faustão, contou sua história — e nada da dupla aparecer para vender sua versão.  

Sem precisar falar nada, já estão sendo defendidos por toda a direita. Se alegassem, por exemplo, que Zé de Abreu estava armado com uma escopeta, certamente sua verdade seria acolhida sem questionamentos.  

Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, escreveu que “o tal ‘advogado’ que agrediu José de Abreu estava no meio de uma traição à esposa, que não pode saber que ele jantava com outra mulher”.  

É plausível. O dono do estabelecimento provavelmente tem o nome do rapaz, que pagou com cartão de crédito. Abreu prometeu processá-los.  

Hora dessas vaza uma foto do casal sendo ameaçado por militantes do MST e da Guarda Bolivariana que acampavam em frente ao restaurante. Ou dele, dela e de Moro na República Dominicana. Mas isso só será possível quando o juiz voltar de férias. Até lá, lidemos com a realidade.

Diário do Centro do Mundo
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