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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vox Populi: 71% dos brasileiros aprovam governo Dilma

Pesquisa encomendada pelo PT ao Instituto Vox Populi apontou que 71% dos brasileiros fazem avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff. O levantamento, feito junto a 2.200 entrevistados, foi divulgado nesta quinta-feira (4).

Para 4%, o desempenho da presidente é ótimo, enquanto 40% apontaram como bom, e 37% como regular positivo. A pesquisa foi feita em todo o país na 1ª quinzena de junho.

Os dados foram divulgados pela assessoria do PT, mas ainda não foram detalhados os 29% de avaliação negativa. Os resultados do levantamento nacional foram discutidos na manhã desta quinta-feira (4) durante reunião da executiva nacional do PT, no Rio de Janeiro.

Segundo a assessoria, 48% dos entrevistados consideraram o PT o maior partido do Brasil. Já 81% apontaram a legenda como "forte" ou "muito forte".

Em outra questão, 66% disseram que o PT atua de forma positiva e 15% afirmaram que o partido tem "os políticos mais honestos". Neste último quesito, segundo a assessoria do PT, outros partidos tiveram em torno de 7% de citações.

Da Redação [Vermelho], com informações da Agência Estado

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Para $ERRA, instituto de pesquisa é sério quando lhe dá vantagem.

$ERRA: Se as pesquisas não me dão vantagem, podem ficar certos de que é manipulação do PT
Em desvantagem, Serra acusa Vox Populi de manipulação
Reuters
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou nesta terça-feira que o instituto Vox Populi manipula o resultado de suas pesquisas desde o primeiro turno da eleição presidencial.
O Vox Populi divulgado nesta manhã apontou uma vantagem de 12 pontos para sua adversária Dilma Rousseff (PT).
"Pesquisa do Vox Populi nós não levamos em consideração porque trata-se de instituto de comprovada falta de credibilidade, que manipulou os resultados do primeiro turno inteiro para a realidade das urnas mostrar como eles estavam fantasiando", disse Serra a jornalistas.
Mais cedo, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), coordenador da campanha tucana, disse que a pesquisa desta terça-feira "é uma vergonha".
Pelo Vox Populi, Dilma Rousseff tem 51 por cento das intenções de voto e Serra aparece com 39 por cento. Considerando apenas os votos válidos (sem nulos, brancos e indecisos), a petista tem 57 por cento, contra 43 por cento de Serra. Outras pesquisas mostraram diferença menor.
Pelo segundo dia consecutivo, Serra estava ao lado do deputado Fernando Gabeira, candidato derrotado ao governo do Rio. Membro do PV, sigla que optou pela neutralidade no segundo turno, Gabeira pode externar seu apoio por não ser dirigente dos verdes.
CÂMBIO
O candidato também fez comentários sobre o câmbio. Ele afirmou que a valorização do real é responsabilidade do atual governo, que estimulou as importações. Disse que o consumo de importados no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva era de 12 por cento e agora alcança 20 por cento, sem detalhar o parâmetro.
"No meu caso, presidente, a mudança vai ser muito mais ampla do ponto de vista de política econômica e de equipe, na maneira de encarar a questão econômica e o gasto público. É um outro contexto", disse.
O governo vem tentando frear a alta do real e na segunda-feira, pela segunda vez neste mês, elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em aplicações de estrangeiros em renda fixa.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Vox/iG: Dilma tem 51%, e Serra, 39%

Dlima e Serra

Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4%
Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 pontos

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vox Populi mostra Dilma 27 pontos à frente de Serra

Pesquisa Vox Populi de intenções de voto, divulgada hoje e encomendada pela TV Bandeirantes e pelo portal de internet iG, mostra que a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, aumentou para 27 pontos porcentuais a vantagem sobre o seu principal adversário, José Serra (PSDB). A petista aparece com 51% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 24%. Na mostra anterior, apresentada no dia 17 de agosto, a diferença entre os dois candidatos era de 16 pontos: Dilma tinha 45% e Serra estava com 29%. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa no primeiro turno, levando em conta os votos válidos.
A candidata do PV, Marina Silva, está com 8%, o mesmo porcentual registrado na pesquisa de agosto. Os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos é de 5% e 11% não sabem ou não responderam em quem vão votar. A TV Bandeirantes não divulgou o cenário da pesquisa em um eventual segundo turno.
A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores entre os dias 11 e 14 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 30.235/2010.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VOX POPUL/IG/BAN: DILMA 51% X SERRA 25%

A pesquisa é a primeira na modalidade tracking, que é feita diariamente pelo telefone para identificar os rumos da reta de chegada
Na primeira edição do tracking encomendado pelo portal iG e pela rede Bandeirantes mostrou pela primeira vez Dilma Rousseff com mais da metade dos votos totais, com 51%. E também marcou a menor porcentagem já obtida por José Serra: 25%. Marina Silva vem em terceiro com 9% e todos os outros candidatos somados totalizam 1%. Brancos e nulos 4% e indecisos 11%.
O tracking é um tipo de pesquisa tradicionalmente utilizado pelos políticos para sinalizar as tendências na reta final das eleições, que acontecem no dia 3 de outubro. Diariamente os eleitores são questionados por telefone para saber as suas intenções de voto, diferente das pesquisas convencionais que são feitas pessoalmente. Um quarto dos entrevistados são renovados diariamente para a avaliação das mudanças das intenções. Pela primeira vez os meios de comunicação estão utilizando essa modalidade praticada pelos partidos por pelo menos uma década.
O instituto entrevistou 2.000 pessoas e apresenta uma margem de erro de 2.2 pontos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

PERNAMBUCO: A DERROTA ANUNCIADA DE JARBAS VASCONCELOS

PESQUISA VOX POPULI PARA SÉRGIO GUERRA QUE AFIRMARA SER DILMA UM "POSTE"

A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, de acordo com a pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta terça-feira. Dilma teria 45% das intenções de voto, contra 29% do presidenciável tucano, José Serra, e 8% da candidata do PV, Marina Silva. Para vencer a disputa no primeiro turno, a quantidade de votos válidos contabilizados por um determinado candidato deve ser superior à soma dos votos obtidos pelos demais concorrentes.
Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto, 5% declararam voto branco ou nulo e outros 12% se disseram indecisos. A pesquisa estimulada, que mostra os nomes dos candidatos para os entrevistados, foi feita entre os dias 7 e 10 de agosto, após o primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado pela Band no dia 5 de agosto.
O melhor desempenho de Dilma é na região Nordeste, e o pior é na região Sudeste. Em Pernambuco, ela teria 66% dos votos, contra 19% de Serra. Já o tucano tem seu melhor desempenho na região Sul e, o pior, no Nordeste. Em São Paulo, Estado que governou até abril, Serra teria 40% dos votos, contra 33% da petista.
O instituto entrevistou 3 mil pessoas em 219 municípios de todos os Estados, do Distrito Federal e excluindo Roraima. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 22.956/10. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.
Dilma também aparece na frente na pesquisa espontânea, com 32% das intenções de voto, ainda segundo a Vox Populi/Band/iG. José Serra aparece em segundo, com 18%, e Marina Silva em terceiro, com 5% das intenções de voto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, foi citado por 3% dos entrevistados. Outros 6% disseram votar nulo ou branco e 34% não sabem em quem votariam.
Na última pesquisa Vox Populi, publicada em 22 de julho, a candidata petista tinha 41%, contra 33% de Serra e 8% de Marina. Outros 4% declararam votar em branco ou anular e 13% estavam indecisos. Confira o resultado das últimas pesquisas nacionais e nos Estados, clicando AQUI.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DILMA DISPARA 8 PONTOS À FRENTE DE SERRA

AGORA É OFICIAL
Dilma Rousseff disparou na liderança da corrida presidencial, segundo a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta. Tanto no primeiro quanto no segundo turno, Dilma abriu 8 pontos de vantagem em relação a Serra, como mostra o levantamento. A margem de erro é de 1,8 pontos. Esta é a primeira pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas à Presidência.

No primeiro turno, na pesquisa estimulada, Dilma aparece com 41% das intenções de voto, seguida por Serra com 33% e Marina Silva (PV) com 8%. Os demais candidatos somaram 1%. Os votos brancos e nulos chegaram a 4%, e 13% dos entrevistados se declararam indecisos. Na pesquisa espontânea, a petista tem 28%, Serra 21% e Marina 4%.

Já na simulação do segundo turno, Dilma também aparece com 8% de vantagem. Segundo o Vox Populi, Dilma venceria Serra em um possível segundo turno por 46% a 38%.

A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10. Foram feitas 3.000 entrevistas em 219 cidades de todas as regiões do país.

terça-feira, 29 de junho de 2010

VOX POPULI: DILMA ROUSSEFF (PT) 40% X 35% JOSÉ SERRA (PSDB)


Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35%. Marina Silva (PV), 8%. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O Blog vai publicar mais resultados obtidos pelo Vox Populi assim que eles estiverem disponíveis.

Os resultados acima são da pesquisa estimulada (em que o entrevistador apresenta uma lista com nomes dos candidatos para o entrevistado). Na modalidade espontânea (em que o eleitor diz qual é seu candidato sem ver nenhuma lista de nomes), Dilma tem 26% e Serra tem 20%.

A pesquisa foi feita de 24 a 26.jun.2010 com 3 mil eleitores. Seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.

Por Fernando Rodrigues

domingo, 6 de junho de 2010

MSM VOLTARÁ À JUSTIÇA ELEITORAL



A divulgação da última pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da república encerrou o ciclo de sondagens dos quatro institutos contra os quais o Movimento dos Sem Mídia representou à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo que sofressem investigação de todas as pesquisas que fizeram e que farão sobre a sucessão presidencial em 2010.

Antes de prosseguir, explico que este trabalho utiliza o cenário da sucessão presidencial composto por Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva.

No gráfico acima, é possível notar três momentos deste ano em que as linhas traçadas pelos institutos Ibope e Datafolha divergem gravemente dos institutos Sensus e Vox Populi.

Os pontos de inflexão de tendências dos dois primeiros institutos levam Dilma para baixo e Serra para cima, enquanto que os dois últimos institutos levam-nos em direção contrária.

Em fevereiro, é o Ibope que diverge claramente dos outros institutos e inverte tendência que se estabeleceria factualmente a partir do início deste ano, de forte subida de Dilma e de queda moderada – e constante – de Serra. Mais adiante, em sua pesquisa de março, este instituto é obrigado a acompanhar os outros, mas, então, é o Datafolha que passa a divergir.

Em Março, enquanto todos os outros institutos apontavam tendência de queda de Serra e de subida de Dilma, o Datafolha é que abre a “boca do jacaré” mostrando uma diferença de 10 pontos percentuais a favor de Serra. Como se vê no gráfico, quebra-se, novamente, uma tendência apurada pelos outros institutos. O Datafolha é o segundo instituto a quebrá-la.

Em abril, o Sensus volta a fechar a boca do jacaré, fazendo Dilma e Serra se aproximarem do empate, mas o Datafolha, primeiro, e o Ibope depois, provocam nova inflexão de uma tendência captada pelo próprio Sensus e, antes dele, pelo Vox Populi e que acabaria por se confirmar.

Em maio, depois de o Movimento dos Sem Mídia ter representado à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo auditoria das pesquisas dos quatro institutos sob pena de algum ou alguns deles estar praticando crime eleitoral, Datafolha e Ibope convergem para o resultado que anteviram Sensus e Vox Populi e que o jornal Folha de São Paulo divulgou que seria produto de fraude dos dois institutos de pesquisa concorrentes do seu.

A mudança brusca de tendência de Datafolha e do Ibope neste ano fica evidente e contrasta com a continuidade da tendência de Sensus e Vox Populi. Para melhor exemplificar, reproduzo, aos pares, os gráficos isolados de cada um dos institutos.

Nos gráficos do Sensus e do Vox Populi, as linhas dos candidatos Serra e Dilma formam uma espécie de funil, mas mostram particularidades de cada instituto, que é o que se espera. Vejam:

Sensus
Vox Populi


Já nos gráficos do Datafolha e do Ibope, a semelhança da figura formada pelas linhas de Serra e de Dilma nos dois institutos é impressionante – parece um foguete, com base menor, meio maior e ponta afunilada – e deixa ver, também, como os institutos mudaram bruscamente de rumo depois da representação do MSM.

Datafolha

Ibope
Diante destes fatos, o Movimento dos Sem Mídia entende que se torna muito mais importante o acompanhamento pela sociedade e pela Justiça do comportamento dos quatro institutos, pois ao menos dois deles mentiram claramente, cometendo crime eleitoral, e já existe até indício de quais são esses institutos, por mais que esta seja uma conclusão exclusiva do MSM.

De qualquer maneira, comunico aos leitores que o fenômeno que os gráficos revelaram com mais clareza depois do fechamento do ciclo de pesquisas já descrito, tal fenômeno será destacado e apresentado pelo MSM à Justiça como indício do crime eleitoral que se entende que está muito mais claro, agora, que foi cometido, sim, e pedindo fiscalização enérgica dessas pesquisas até o fim do processo eleitoral deste ano.

A representação do MSM à Justiça eleitoral pedindo auditoria de TODAS as pesquisas, no entender de nossa organização poderá mudar a história da eleição presidencial de 2010. Isso fica cada vez mais claro, a cada pesquisa divulgada depois que agimos.

No Blog Com Texto Livre.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PERNAMBUCO SE DESTACA NA TRANSFERÊNCIA DE VOTOS DE LULA PARA DILMA, SEGUNDO VOX POPULI


Potencial de transferência de votos de Lula segue elevado nos estados,
revela Vox Populi


A análise dos dados divulgados pelo Instituto Vox Populi na noite de terça-feira, 18, sobre a disputa pela Presidência e pelos governos estaduais em sete estados brasileiros (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte) mostra que o potencial de transferência de votos do presidente Lula para a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, segue bastante elevado. Neste sentido, as pesquisas estaduais do Vox Populi confirmam o melhor cenário de transferência de votos do presidente Lula nos estados do Nordeste.

O destaque fica para Pernambuco, onde uma expressiva parcela de 63% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza no candidato indicado por Lula para a Presidência. Enquanto isso, no Paraná, onde a transferência de votos de Lula tem o menor desempenho, a fatia dos que dizem que votarão com certeza no candidato apoiado por Lula é de 23%, um bom número também, portanto. Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, 24% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza no candidato a Presidente indicado por Lula, percentual que supera a transferência de votos do ex-governador Aécio Neves, que é de 10%, segundo o Vox Populi.

Esses números são importantes à medida que consolidam um cenário otimista para a pré-candidatura da petista Dilma Rousseff, que cada dia mais vem sendo associada diretamente à continuidade do governo Lula. Confira abaixo os números da transferência de voto do presidente Lula em cada um dos estados, segundo os levantamentos do Vox Populi:

01. BAHIA
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,6 pontos percentuais.

42% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
32% podem votar, dependendo do nome
7% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
17% não levam em conta a opinião do presidente.

02. DISTRITO FEDERAL
Foram realizadas 600 entrevistas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais

28% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
37% podem votar, dependendo do nome
13% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula

03. MINAS GERAIS
Foram realizadas 800 entrevistas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais

24% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
37% podem votar, dependendo do nome
10% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
26% não levam em conta a opinião do presidente.

04. PARAÍBA
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

55% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
25% podem votar, dependendo do nome

05. PARANÁ
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
32% podem votar, dependendo do nome
14% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
29% não levam em conta a opinião do presidente.

06. PERNAMBUCO
Foram realizadas 1000 entrevistas, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais

63% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
17% podem votar, dependendo do nome
5% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
12% não levam em conta a opinião do presidente.

07. RIO GRANDE DO NORTE
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais

47% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
27% podem votar, dependendo do nome
10% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
14% não levam em conta a opinião do presidente.



Do Boteko Vermelho

terça-feira, 18 de maio de 2010

PESQUISA VOX POPULI: PERNAMBUCO E BAHIA

CANDIDATOS À REELEIÇÃO SAEM NA FRENTE

Pesquisa Vox Populi/Band divulgada nesta segunda-feira (17/05) mostra a intenção de voto dos eleitores para governo dos Estados de Pernambuco e Bahia. Nos dois Estados, os governadores aparecem à frente na briga eleitoral e são aliados do PT.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) seria reeleito com 57% das intenções de voto, no primeiro turno. O segundo colocado, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), tem 28%.


O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), segue na liderança da corrida estadual. Ele tem 41% das intenções de voto, contra o ex-governador Paulo Souto (DEM), que tem 32%.


Independente de pesquisa - voto em Eduardo Campos para continuar governando o meu estado.

Não, não e não a Jarbas Vasconcelos!

Do Blog Meu Pernambuco, da Cumadi Ana

domingo, 16 de maio de 2010

SERRA TEVE RAZÕES PARA O ATAQUE DE NERVOS


Está explicado porque José Serra passou a semana distribuindo coices até em jornalistas “amigos”. Nós, pobres mortais só temos informações pelos jornais. Mas candidatos com poder (e poder econômico, sobretudo) têm pesquisas permanentes à disposição, tanto as quantitativas – de intenção de voto – quanto as qualitativas, que são aquelas em que um grupo selecionado é estimulado a conversar e opinar sobre algo e do outro lado de uma parede espelhada fica o marqueteiro vendo o que está pegando bem e o que está pegando mal.

José Serra sabe que sua “confortável liderança” só existe no “conto de fadas” do Datafolha. O que o Vox Populi mostrou hoje, ele já sabia. Mas aconteceu o pior: o que todas as pesquisas mostravam não se atenuou, mas – do ponto de vista dele – agravou-se.


Começo analisando a base sobre a qual se assenta o crescimento da candidatura Dilma, que é a avaliação do Governo Lula. A melhora da avaliação do presidente é significativa e contínua.

E quando a pergunta passa a ser como essa avaliação se transfere para a decisão de voto, a coisa é ainda pior para Serra. Tomando as mesmas pesquisas, de agosto do ano passado, janeiro e maio deste ano,a resposta à pergunta “Se o Presidente Lula apoiar um candidato a Presidente e pedir para as pessoas votarem nele, voce…” , Bem, a resposta “com certeza votaria” subiu de 29% para 33%. E o “com certeza não votaria” baixou de 12% para 10%.

Intenção de voto espontânea, sem apresentação de cartela. Dilma sai de 3% em agosto para 9% em janeiro e 19% agora. Serra tinha 5%, empata com Dilma nos mesmos 9% em janeiro , mas só chega a 15% agora. E o estoque de votos “no Lula” – tranferíveis a Dilma, portanto - que era de 22% e é agora é de 10% ” gastou só 12% para um crescimento de 16% da candidata lulista. Traduzindo mais claramente: a soma de votos espontâneos Dilma + Lula era de 25% em janeiro, é de 29% agora.

O desconhecimento de Dilma permanece alto. A soma dos que conhecem só de nome e dos que não conhecem, para Dilma, é de 44%. Para Serra, 25%. A tal “antipatia” de Dilma, tão falada na mídia, não se confirma na prática. Nos que já conhecem os candidatos, ela desperta uma impressão positiva ou muito positiva em 57%, contra 50% de Serra. E as opiniões negativas ou muito negativas, neste mesmo universo, ficam muito mais fortes para Serra – 15% – do que para Dilma, que tem 10%.

O contrário do que toda a midia diz, não é?

Tanto é que a rejeição o confirma. A rejeição de Dilma baixou de 17 para 15%, a de Serra subiu de 16% para 20%.

Marina não dá sinais de um crescimento maior. Pode até crescer um pouco mais, mas ao que parece não vai virar “onda” . Não foi para ela ou para ele próprio, ao que parece, que a saída de Ciro da disputa transferiu intenções de voto.

Mas a análise dos números ainda tem coisas piores para José Serra.

No possível confronto de segundo turno, ele perde a confortável vantagem que tinha antes. Serra ganharia de Dilma no turno decisivo, por 46% a 32% em agosto passado, seguiria com larga frente em janeiro (46% a 35%), mas passa agora a ser derrotado por 40% a 38%. Isso e mais a importantíssima questão feita sobre quem é o candidato que o entrevistado acha que vai vencer a eleição – algo essencial para definir a migração para o “voto vencedor” - mostram que a maré de percepção do sucesso eleitoral virou e favorece a candidata petista. Em janeiro, só 30% achavam que ela venceria, contra 43% que emprestavam a Serra a condição de vencedor. Agora, os números são o contrário: ela tem 40% de percepção de vitória, contra 39% de Serra.

Por último, é bom que se esclareça que os números que estão sendo comentados (38 a 35% em favor de Dilma) se referem a uma simulação onde só os dois, além de marina Silva, são apresentados aos entrevistados. Quando entram todos os candidatos dos partidos pequenos, o resultado passa a ser Dilma, 37% e Serra, 34%. Prefiro usar este número porque a eleição se fará com todos eles.

Os dados completos da pesquisa você encontra aqui.

Do Blog Tijolaço.com

BOMBA! DECLARAÇÃO DE JOSÉ SERRA APÓS AS ÚLTIMAS PESQUISAS!



Do Blog Um pouco de tudo. Tudo de um pouco, da minha queridíssima Cumadi Elaine Berti

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pesquisa Nova. Quadro igual


Correio Braziliense

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi:
Com a divulgação dos novos resultados da Vox Populi no sábado, são agora 7 as pesquisas públicas feitas este ano que pintam um mesmo quadro. Juntas, delineam um painel razoavelmente nítido do que parece estar acontecendo com os eleitores brasileiros nesta altura do processo sucessório.

Elas foram realizadas desde o final de janeiro, em âmbito nacional, por 4 institutos: Ibope, Sensus, Datafolha e a própria Vox Populi. Quase tudo que disseram foi corroborado por levantamentos em vários estados, compatíveis com o que estavam indicando os dados para o conjunto do país.

Todas essas pesquisas apontam para um cenário de expressivo crescimento de Dilma na virada de 2010, com uma concomitante retração das intenções de voto em Serra. À medida em que aumentava seu nível de conhecimento, ela subiu e ele caiu, sem que essa transferência afetasse o tamanho do eleitorado disposto a votar em Ciro ou Marina. Ambos permaneceram onde estavam, sugerindo que haviam atingido seu piso (pelo menos nas condições de pré-campanha).

Com isso, a distância entre os dois principais candidatos caiu até chegar ao que se costuma chamar empate técnico. Não mais que 5 pontos percentuais passaram a separar sua posições na corrida.

Mas essas pesquisas também sugerem que, depois da mudança que aconteceu entre dezembro e janeiro, a estrutura das intenções de voto permaneceu basicamente inalterada. Talvez um pequeno efeito inercial continuou em ação, fazendo com que a aproximação de Dilma a levasse mais perto do empate cravado com o candidato do PSDB.

É o que mostra a nova pesquisa da Vox, cujos trabalhos de campo ocorreram em 30 e 31 de março. No cenário com Ciro, Serra fica com 34% e Dilma com 31%, enquanto Ciro tem 10% e Marina 5%. Quando Ciro não está, Serra vai a 38% e Dilma a 33%, restando à senadora 7%.

Em relação à pesquisa anterior divulgada pela Vox, realizada na segunda quinzena de janeiro, Serra não caiu e Dilma cresceu nos dois cenários testados. Ou seja, o que aconteceu é que se acentuou a tendência à bipolarização, com uma ligeira redução do agregado de eleitores que dizem que votarão em branco, que anularão seu voto ou que não sabem o que fariam se a eleição fosse hoje.

Essa diferença entre os dois, na faixa entre 3 e 5 pontos percentuais, é coerente com quase todas as pesquisas nacionais do período. Mais que isso, a tendência que a nova pesquisa aponta é a mesma que elas indicavam, de uma redução praticamente estabilizada da distância entre os candidatos do PSDB e do PT, com, no máximo, um resíduo inercial ainda atuando.

Houve apenas uma pesquisa que mostrou um quadro diferente. É cedo, por enquanto, para imaginar que só ela conseguiu captar o que de fato está se passando com a opinião pública.

Pesquisas, à distancia em que estamos de uma eleição, são assim mesmo. Uma ou outra pode soar estranha, sem que isso queira dizer que está errada ou, pior, que foi “manipulada”, como costumam dizer aqueles que se decepcionam com seu resultado.

Por isso, ganha corpo, mundo afora, a ideia de “média das pesquisas”, como aconteceu na última eleição americana. Lá, os veículos, mesmo que patrocinassem suas pesquisas, mostravam ao público como se saíam os candidatos na média das disponíveis. É melhor que fingir que só uma é boa.

Pesquisa é como andorinha. Uma sozinha não faz verão. Quem olha o processo pela ótica de apenas uma pode se enganar redondamente.

Vox Populi: "Quem Tem de se Explicar é o Datafolha"


"Quem tem de se explicar é o Datafolha", afirma João Francisco Meira, diretor-presidente do Vox Populi. Ele critica ainda a Folha por não ouvir o instituto ao questionar sua metodologia

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

Publicado em 05/04/2010, 19:02

Última atualização às 19:06

São Paulo - Diante dos questionamentos a respeito dos resultados da pesquisa eleitoral do Vox Populi, o diretor-presidente do instituto João Francisco Meira critica a cobertura da Folha de S.Paulo e enseja ir ao ataque. "Quem tem de se explicar é o Datafolha", afirma em entrevista à Rede Brasil Atual.

Divulgada no sábado pela Band, o levantamento mostrou ascensão da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, que empatou tecnicamente com o nome do PSDB ao cargo, José Serra. O ex-governador de São Paulo aparece com 34% das intenções de voto contra 31% da ex-ministra da Casa Civil. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Um dos principais questionamentos ao levantamento do Vox Populi diz respeito à ordem das perguntas. Primeiro, os entrevistados eram interrogados sobre o conhecimento prévio dos pré-candidatos. Depois, demandava-se a intenção de voto. "Nossos levantamentos são feitos da mesma forma há anos, sem alteração", defende-se Meira.

Admitindo-se irritado com "essa conversa sobre nosso questionário", ele defende a opção adotada pelo instituto. "Quem disse que perguntar sobre o conhecimento do candidato influencia na intenção de voto? O contrário é que sim", critica.

Para o cientista político, a ordem é necessária porque as questões sobre a preferência do eleitor incluem apresentar diferentes listas de candidatos aos entrevistados. Depois de ler os nomes nas cartelas, os participantes poderiam dizer que ouviram falar de um dos concorrentes apenas porque viram seu nome entre as opções apresentadas.

A diferença de metodologia entre os realizadores de pesquisas eleitorais poderiam ser reduzidas, na visão de Meira, com diálogo entre as empresas, mas não há disposição para isso. "É uma discussão que deveria estar no plano técnico mas, por uma opção editorial, dão outro rumo", lamenta.

"O Vox Populi tem um modelo, falamos na casa das pessoas, damos tempo para elas responderem, nossas pesquisas podem ser auditadas a qualquer tempo", pondera. "O Datafolha faz entrevistas na rua, sem verificar se a pessoa mora mesmo na cidade", compara.

Meira lembra que outros institutos como o Sensus e o Ibope trouxeram tendências semelhantes às contatadas pelo Vox Populi. Ainda segundo ele, o único com dados divergentes foi o Datafolha. "Na pesquisa de março, (os técnicos do Datafolha) não publicam detalhes, e as explicações que deram não batem", critica. As mudanças no cenário, relacionadas ao fim dos problemas com as chuvas em São Paulo e o crescimento sem causas específicas na região Sul foram as razões apresentadas pelo Datafolha.

Segundo Meira, a principal diferença entre os institutos é que o Datafolha faz parte de um grupo de comunicação que tem um jornal de grande circulação. "Não posso brigar com um jornal como esse", sustenta. "Enviamos uma nota ainda no sábado para o jornal (Folha), mas nenhuma linha foi publicada. Queria saber se o manual de jornalismo que eles dizem respeitar está sendo respeitado neste caso", ataca.

Apesar das duras críticas, Meira defende que os quatro principais institutos de pesquisa do país têm capacidade de projeção semelhante nas proximidades do pleito. Para isso, cita estudos de Marcos Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

Resultados

Para João Francisco Meira, o levantamento de abril é um marco no processo de campanha porque é o último produzido antes da desincompatibilização dos candidatos. Nas próximas edições, os eleitores lidarão com personalidades na condição de pré-candidatos e não ministro ou governador – no caso dos dois primeiros colocados. "Agora, ambos estão livres da condição de mandatários para se movimentar em debates pelo país ou dar entrevistas na TV e no rádio", aposta.

Em relação a Dilma e Serra, os percentuais estão relacionados à projeção obtida nas propagandas políticas obrigatórias de seus respectivos partidos. De um lado, a pré-candidata petista conseguiu um importante embalo pela exposição da propaganda partidária de dezembro. Mais recentemente, recebeu um impulso ligado ao maior conhecimento de que seu nome é endossado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do outro lado, José Serra conteve a queda também por contar com maior espaço nas inserções de TV e rádio.

Esse conjunto, segundo Meira, explicaria os quatro pontos percentuais a mais recebidos por Dilma e a estabilização de Serra.

Fonte: Rede Brasil Atual

'A inversão dos preceitos jornalísticos'



Datafolha e os escribas de Kafka

'Ao ocultar os dados da pesquisa Vox Populi que, demonstrando um consistente crescimento de Dilma Rousseff, desmente as últimas projeções do Datafolha, O Globo e Folha de S.Paulo deixam claro que, dependendo do resultado, sondagens de opinião servem para tudo. Ou nada.'

Gilson Caroni Filho* escreve:

Picles não combinam com morangos, mas o jornalismo brasileiro, em anos eleitorais, é a cozinha das combinações intragáveis. Se for do agrado do paladar do patrão, titulares de carteirinha de jornalista se esmeram em preparar saladas que levam o agridoce ao paroxismo. Como já observou Alberto Dines, em artigo publicado no Observatório da Imprensa, "ampliam-se as insignificâncias, criam-se pseudofatos (os famosos factóides), e até confere-se relevância política às matérias produzidas pelos marqueteiros nos seus comerciais. É a inversão total de simples preceitos jornalísticos."

Ao ocultar os dados da mais recente pesquisa Vox Populi que, demonstrando um consistente crescimento da candidatura de Dilma Rousseff, desmente as últimas projeções do Datafolha, O Globo e Folha de São Paulo deixam claro que, dependendo do resultado, sondagens de opinião servem para tudo. Ou para nada, de acordo com a preferência da clientela.

Se o resultado é conveniente para os candidatos das corporações, números teoricamente transitórios são utilizados como tendência definitiva. Se ocorrer o contrário, trata-se de “um retrato do momento" com alta probabilidade de ser modificado até o dia do pleito. Não peçam análise séria em exercícios de imaginação militante.

Pelos caminhos da ficção, Franz Kafka atingiu a realidade da incoerência e da solidão humana. Pelos caminhos da redação partidarizada, se chega com facilidade a uma literatura ridícula, inversamente hilária à verdade factual que pretende distorcer. É uma experiência humorística que não pode ser ignorada, sob pena de perdermos excelente oportunidade de divertimento. Vejamos dois casos recentes. São excelentes exemplos de genuflexão permanente.

Ainda no sábado (3/4), a jornalista Renata Lo Prete, editora da coluna Painel, da Folha de São Paulo, ciente de números que só seriam divulgados à noite pela TV Bandeirantes, lançou dúvidas sobre a metodologia da sondagem que desmontava o resultado obtido pelo instituto de pesquisa da família Frias:

"Chama a atenção, no questionário de pesquisa Vox Populi sobre a sucessão presidencial com campo em 30 e 31 de março, a inclusão de pergunta relativa aos cargos que os candidatos já ocuparam, quebrando o fluxo das respostas espontânea e estimulada sobre intenção de voto. Esse tipo de procedimento é conhecido por distorcer resultados".

É questionável se a ordem da apresentação dos temas (menção espontânea, conhecimento dos candidatos, menção estimulada) pode ou não influenciar nas respostas ao último quesito. Justamente por isso é leviano insinuar, como faz a colunista, que tal procedimento tenha produzido qualquer distorção na pesquisa do Vox Populi. Consultar especialistas não faria mal algum se Lo Prete não soubesse o que querem seus senhores. Seria interessante lembrar que a lisura do processo eleitoral compreende principalmente a lisura da imprensa que o acompanha. E nesse ponto não resta dúvida que, para patrões e seus escribas, eleições ainda são um jogo que não pressupõe qualquer relação com amadurecimento democrático e cidadania ampliada.

Outro exemplo do burlesco travestido de análise pode ser encontrado no jornal O Globo. Em sua coluna de sexta-feira, 2/04, Merval Pereira oferece trechos memoráveis que merecem ser destacados. O servilismo, esteja ou não a serviço de fanfarras eleitorais, oferece imagens que nem de longe configuram um desenho ético ou qualquer propósito respeitável.

Tentando demonstrar traços de subalternidade na postura da ex-ministra Dilma Rousseff, o colunista não titubeia: " ela chegou a usar 28 vezes o tratamento de "senhor" ao se referir ao presidente Lula no seu discurso de despedida, o que é um sinal de subserviência não candidata com o papel de candidata à Presidência da República"

É compreensível o espanto de Merval. Afinal, trabalha em uma organização que obriga jornalista a chamar patrão de colega. Mas, tirando a força do hábito, qual seria o tratamento adequado a ser dispensado a um presidente? Para responder, bastava uma consulta aos acadêmicos que sistematizam suas “reflexões” diárias. Mas o tempo das manobras não permite perda de tempo com esse tipo de questão.

Em seguida, misturando números, épocas e fatos, o sincero partícipe das convicções de quem lhe paga o sal, entra em transe e soçobra diante da falta de senso lógico que ilumina os seus escritos: “Lula não tem se mostrado tão bom de voto quanto sua popularidade atual indica. Perdeu duas vezes no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso, o que certamente é sua maior frustração, e venceu duas vezes no segundo turno".

Impressionante! A popularidade de 2010 não foi capaz de eleger Lula em 1994 e 1998! Se Franz Kafka estivesse entre nós certamente abriria um largo sorriso ao ler o que vai n’alma do jornalista global.Repetindo Odradeck, personagem de um breve conto seu, diria que “o conjunto se apresenta sem sentido, mas no seu gênero é completo"

Renata Lo Prete, Merval Pereira e Datafolha não ganhariam apenas sentido. A semelhança alucinante entre as receitas aventadas por eles e os detalhes que deformam os homens na literatura kafkaniana ganharia contorno definitivo.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil.

Fonte: Agência Carta Maior - http://www.cartamaior.com.br

domingo, 4 de abril de 2010

O Datafolha Pisou em Merda



Por Júnior Miranda

Depois de denúncias de fraudes por parte de um entrevistador, depois de ser colocada em dúvida por jornalistas do próprio grupo midiático, leia-se Folha de São Paulo, vem agora o Instituto Vox Populi e dá o golpe mortal na pesquisa Datafolha que disse há poucos dias atrás que o Serra estaria com 9 pontos percentuais na frente de Dilma.

O curioso é que na mesma pesquisa da semana passada o Datafolha confirmava que na pesquisa espontânea, aquela que pergunta ao eleitor em quem ele votaria, no caso, para presidente, e sem citar o nome dos candidatos, a Dilma estava liderando com folga em relação ao Serra. Também na mesma pesquisa Lula batia recorde em aprovação.

Contudo, no mesmo dia, quase que instantaneamente, a Globo, a Folha de São Paulo, o Estadão, o G1, a UOL, etc. repercutiam apenas o tal “crescimento” de Serra nas pesquisas. Uma semana depois vem outro instituto e mostra um resultado totalmente diferente e os mesmos veículos de comunicação que divulgaram amplamente a pesquisa do Datafolha, omitem vergonhosamente, não divulgam a pesquisa do Vox Populi, a não ser a TV Bandeirantes que contratou a pesquisa.

Porém, como hoje a informação não se prende a uma única empresa de comunicação ou grupo midiático, o resultado da Vox Populi, dando empate técnico entre Dilma e Serra, se espalhou pela internet como um enxame de abelha atiçado através das centenas de blogs espalhados por este Brasilzão.

Apesar da luta desigual com os barões da mídia brasileira, esse “enxame de blogs” está incomodando os grandes veículos de comunicação do país, que vez por outra recuam ou são desmoralizados pela blogosfera. É o caso do Datafolha, instituto do jornal Folha de São Paulo, que pisou na merda que ela mesma fez e ainda contaminou com coliformes fecais da mentira o já emporcalhado PIG. Taí no que deu!

Do Blog do Júnior Miranda

sábado, 3 de abril de 2010

Pesquisa Vox Populi enterra o Datafolha



Acaba de ser divulgado no Jornal da Band o resultado da pesquisa estimulada para Presidente da República feita pelo Instituto Vox Populi nos dias 30 e 31 de Março último. Segundo o Vox Populi no cenário onde concorrem ainda a Senadora Marina Silva e o Deputado Ciro Gomes, José Serra aparece com 34% e Dilma Roussef aparece com 31%. Nesse cenário Dilma Subiu 4 pontos desde a última pesquisa do mesmo instituto e Serra permanece estagnado.

O resultado, mesmo incompleto, vai de encontro aos resultados divulgados pelo Instituto DataFolha há poucos dias atrás que mostravam nesse mesmo cenário de 4 candidatos, uma recuperação de Serra e queda de Dilma Roussef. A pesquisa Datafolha que tinha sido divulgada às pressas para coincidir com o anúncio de sua candidatura (pelo menos com a renúncia do Governo) teve seus resultados colocados sob suspeita até pelos jornalistas pró-Serra. Aqui nesse artigo também suspeitamos daqueles resultados que pareciam servir para cavar palanques pró-Serra no sul do país, embora o amigo daSilvaEdison prefira acreditar em um equívoco de metodologia do instituto.

A diferença entre Serra e Dilma caiu de 5 para 3 pontos entre as últimas pesquisas do Vox Populi, confirmando a situação de empate técnico com tendência para fechar o X. Ficou claro que a diferença de 9 pontos encontrada pelo DataFolha fica totalmente fora da curva e corre o risco de nem sair na foto. O instituto do Jornal dos Frias, não sei se de forma proposital ou não, prestou um imenso desserviço à democracia e destruiu ilusões de que o instituto era independente da linha editorial do Jornal.

Leia mais no Blog do LEN

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Comentário da editoria-geral do Terra Brasilis:

Cumpadi LEN, ainda deu tempo para enterrar? Pelo que eu soube os urubus devoraram a pesquisa do Datafolha com caviar e outros acepipes mais... Só há um detalhe nisso tudo: aqueles que acreditaram estão "inté" hoje presos às latrinas, querendo defecar o indefecável...

terça-feira, 23 de março de 2010

Diretor do Vox Populi prevê vitória de Dilma já no primeiro turno



“Não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”, afirmou ontem o diretor do instituto Vox Populi, João Francisco Meira, durante debate promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas que reuniu, em São Paulo, diretores dos principais institutos do país e mais o professor Marcus Figueiredo, do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro”.

De acordo com reportagem veiculada na noite de ontem pelo portal estadao.com.br, o crescimento da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, “ante a estagnação de seu provável adversário”, José Serra (PSDB), “tem impressionado”, além do diretor do Vox Populi, a diretora do Ibope, Márcia Cavallari, e os diretores dos institutos Datafolha e Seunsus, respectivamente Mauro Paulino e Ricardo Guedes.

João Francisco Meira, diz a reportagem, “deu o palpite mais ousado” do debate ao considerar a hipótese de que Dilma seja eleita presidente já no primeiro turno. Pela análise do diretor do Vox Populi, a decisão da disputa presidencial será fortemente influenciada pela economia, que é, segundo Meira, o principal trunfo do Governo Lula. Outro aspecto decisivo, na avaliação dele, será o ideológico. “Nesse caso”, observou,
“56% das pessoas se definem como sendo de esquerda e 30% como eleitores do PT”.

O diretor do Vox Populi citou também como decisivo para o pleito presidencial o tempo a ser ocupado pelos candidatos nos espaços de propaganda eleitoral gratuita da TV. E observou que a construção das alianças deve garantir tempo maior a Dilma.

De acordo com a reportagem do estadão.com.br, a avaliação do diretor do Vox Populi sobre as chances de eleição da candidata do PT “é parecida com a de Ricardo Guedes” do instituto Sensus.

“Dilma tem produto para mostrar, a economia. O Serra não tem. Hoje a tendência é muito mais pró-Dilma”, afirmou Guedes.

Márcia Cavallari, do Ibope, e Mauro Paulino, do Datafolha, também admitiram que o cenário é favorável a Dilma, segundo o relato do estadão.com.br.

“O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: ‘Acertei, e o país está tendo avanços’. O eleitor considera que os avanços foram muito mais profundos no Governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”, afirmou a diretora do Ibope.

A reportagem do estadão.com.br informa que, “reservadamente”, Márcia Cavallari destacou que “não só a Dilma está crescendo, como há tendência de queda de Serra, ainda que dentro da margem de erro” das pesquisas.

Mauro Paulino, do Datafolha, lembrou que, na pesquisa realizada em dezembro pelo seu instituto, 15% dos eleitores não sabiam que Dilma era a candidata do Lula, mas queriam votar na candidata do Lula.

"E o que nós observamos em fevereiro, é que ainda há margem de crescimento para Dilma”.

Segundo o diretor do Datafolha, a dúvida é saber se Dilma vai transmitir ao eleitorado que tem a mesma capacidade de administração que Lula tem.

“O eleitor vai poder comparar Serra com Dilma, Dilma com Lula”.

do Blog do Anselmo Raposo
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