quinta-feira, 22 de julho de 2010

ARTHUR VIRGÍLIO E AS FARC

Por Mário Sérgio
Rapidamente, tentei acessar pelo Google algumas matérias da época FHC, sobre as FARCs.
Eu já tinha acessado antes, há uns dois anos atrás e algumas tratavam sobre encontros e intermediações diplomáticas do governo FHC com o intuito de intermediar o conflito com a guerrilha.
Quem se destacava nesses contatos era o hoje senador Arthur Virgilio. Lembro-me que usei alguns copy/paste das matérias para contrapor à tentativa (agora repetida) de criminalizar algo trivial e necessário em conflitos dessa natureza em países vizinhos.
Porém não encontrei mais as matérias sobre os encontros e declarações do Arthur Virgílio à epoca. 
GUERRILHA
Rebeldes colombianos estão em Brasília
Farc querem abrir escritório no Brasilda Redação
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) querem abrir um escritório regional em Brasília para facilitar a inclusão do governo brasileiro nas negociações de paz.
Desde a semana passada, Hernán Ramírez, um dos comandantes do grupo, está em Brasília negociando com parlamentares a abertura do escritório. Ele se juntou a Oliviero Medina, representante das Farc que vive no Brasil há um ano. Na quinta-feira passada, eles se encontraram com o deputado Tuga Angerami (PSDB-SP) e, amanhã, se reúnem com Artur Virgílio, secretário-geral dos tucanos.
Segundo Angerami, as Farc querem que o governo brasileiro participe do processo de paz como fez para solucionar o conflito entre Peru e Equador. Por isso, pedem reconhecimento político no Brasil.
Com 12 mil rebeldes, as Farc são a maior e a mais antiga guerrilha da Colômbia (surgiu em 1958).
Combates entre guerrilheiros e Exército deixam 3.000 mortos por ano. Há 16 anos, o governo colombiano negocia com o grupo um processo de paz. (LUÍS EBLAK) 
Da Defesanet
Alguns dos primeiros parlamentares brasileiros com os quais as FARC se encontraram, em final de 1998, foram os deputados tucanos Tuga Angerami (PSDB-SP) e Arthur Virgilio (PSDB-AM). À época, Virgilio era secretário-geral do PSDB. "O Brasil tem grande importância diplomática na América Latina. Podemos ajudar a Colômbia a pôr fim aos conflitos", disse Virgílio à Folha de S. Paulo, para explicar sua atuação.
As FARC tentaram ser reconhecidas oficialmente como força beligerante pelo governo brasileiro, o que poderia ajudar nas negociações de paz - que naquele momento pareciam promissoras - com o governo colombiano. Poucas semanas antes, a intermediação brasileira havia levado a um histórico acordo de paz entre Peru e Equador.
Para tentar alcançar seu objetivo e serem autorizadas a abrir um escritório de representação em Brasília, as FARC enviaram um de seus comandantes, conhecido como Hernán Ramírez, para fazer contatos com políticos e diplomatas brasileiros. Ramirez encontrou, entre outros, dezenas e dezenas de deputados e senadores, de todas as forças políticas.
Os esforços das FARC não deram certo. O Itamaraty não aceitou reconhecer diplomaticamente a guerrilha colombiana, embora as Forças Armadas brasileiras - conforme declarou o general Alberto Cardoso em agosto de 1999 - considerassem seriamente a hipótese de que as FARC pudessem ganhar a guerra, e tomar o poder na Colômbia.
Ainda assim, segundo escreveu o Jornal do Brasil em 17/10/99, Arthur Virgilio (àquela altura promovido líder do governo no Congresso) continuou sendo um importante contato das FARC com o governo Fernando Henrique Cardoso. Ao JB, Virgilio explicou que aceitara esta "responsabilidade" com o objetivo de colaborar com o processo de paz na Colômbia. Ainda segundo o JB, Virgilio teria tentado interceder em favor das FARC junto ao Itamaraty, sem sucesso.

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