sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A "Marcha contra a Corrupção" e o falseamento da realidade factual

Por DiAfonso

A jornalista Ana Lúcia Andrade se apresenta charmosa em foto, na coluna política pinga-fogo, do Jornal do Commercio - Recife. Apreciar o charme da colunista não se dá na mesma proporção, quando se trata de apreciar, de um ponto de vista crítico, alguns de seus artigos.

No último dia 08/09, a jornalista tentou endeusar a "Marcha contra a Corrupção", tratando o movimento como apartidário [?] e nascido da indignação da sociedade civil organizada. Pelo que o artigo produzido expõe, pode-se perguntar se, de fato, Ana Lúcia anda antenada com o que veiculam as rede sociais [a quem faz referências] e a blogosfera, de um modo geral. 

Ao que parece, o compartilhamento de notícias propaladas pela grande mídia corporativa, da qual o Jornal do Commercio faz parte, deve ser a única fonte usada para que ela tivesse escrito o que escreveu. [ler texto-imagem abaixo].

Se a jornalista tivesse se dado ao trabalho de fazer uma pesquisa rápida sobre  evento - no universo internético em que as mídias sociais se fazem presentes -, não poria, em linhas, a falta de uma abordagem sociológica e política mais apurada e, por conseguinte, mais próxima da realidade dos fatos. 

De onde Ana Lúcia tirou a ideia de que o "movimento em cadeia nacional [referindo-se à "Marcha"], alimentado pelas novas paltaformas de mobilização, as redes sociais" teve o poder de refletir, no sentido de consubstanciar, "a consciência social de não se manter a Nação como espectadora, apenas."? Eu imagino de onde vieram essas pérolas e por "ordem editorial" de quem.

Afirmar que "Não houve um partido sequer que se encontrasse com as causas do movimento." e que "As manifestações correram por fora das legendas." revelam uma ingênua ausência de tino jornalístico [isso é grave]. Revelam, ainda, o malicioso falseamento da realidade factual a serviço sabe-se muito bem de que setores da sociedade [falsear a realidade, para um jornalista, é ato gravíssimo]. Se a jornalista tivesse visitado o site da Juventude do PSDB, não teria feito as duas afirmações acima.

Não se pode deixar de defender a causa. O combate à corrupção, em todas as esferas, deve ser uma bandeira de todos os cidadãos. O que um jornalista - que tem o dever de informar - não pode é levantar premissas falsas para fazer valer um raciocínio com aparência de verdade.


Os que lá estavam não representam "um eleitorado que rejeita" os atos de corrupção ensejados por nefastos políticos. Muito menos formam "um capital social" que pretenda fazer uma revolução a ponto de desinfetar a sociedade de maus homens públicos. Basta notar a origem política e social da maioria dos "marchadores", "dessa gente". Que ideais defendem? O projeto do PSDEMB que executou uma política de intensa exclusão social [bolsa família, Prouni, por exemplo, nem pensar!]? Que bandeiras levantam? A de políticos do PSDEMB e do PPS [Roberto Freire fez a festa em órgãos de SP; Raul Jungmann], imersos em denúncias de corrupção nunca apuradas e veiculadas com nenhuma profundidade pela mídia corporativa? 

Fica a dúvida: a jornalista Ana Lúcia Andrade está transitando por quais bastidores da política [slogan da coluna ping-fogo]? Estou sem saber... Talvez ela possa esclarecer... Se desejar, claro!

Coluna pinga-fogo

Movimento apartidário, Ana Lúcia?!?!

2 comentários:

O TERROR DO NORDESTE disse...

Cumpadi, isso é uma abestalhada, já expressei isso em e-mail enviado à ela.

DiAfonso disse...

Apôis é, cumpadi!

A Ana Lúcia pensa que nóis semo bêsta! Mái, minino!

Abs!

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