segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Jornal do Commercio: a Editoria de Política é "incompetente" para divulgar fatos políticos


Por DiAfonso

O que um editor de política de um jornal com grande circulação está fazendo na editoria de política, se não toma conhecimento do lançamento de um livro que - queira-se ou não - diz respeito à pauta política de sua editoria? 

Dirão alguns: Mas não é bem assim... Sabe como é que é... O roteiro temático - a pauta jornalística - precisa passar pelo crivo de algum figurão do jornal que, por sua vez, submete-se - ciente de sua submissão - ao figurão-mor [aquele que, secamente, diz: o interesse do jornal é o que importa. Não temos nada a ver com informar a sociedade... Desde que essa informação, claro, esteja alinhada a nossos interesses. Este é o nosso conceito de "democratizar a informação". Nosso lema é: "abafa o caso", pois não é de nosso interesse. Se não é de nosso interesse, não o é da sociedade e ponto final - o figurão-mor, depois dessa "aula" de "jornalismo democrático", certamente sorrirá com deboche para o cúmplice interlocutor.].

Traduzindo: 

O que o editor de Política do Jornal do Commercio, Ciro Carlos Rocha, está fazendo numa editoria que sequer menciona o lançamento do livro "A Privataria Tucana" - do também jornalista Amaury Ribeiro Jr.? Não entrou na pauta da editoria de Política por quê? O figurão-mor viu seus interesses contrariados com um fato político de interesse da sociedade e exerceu o poder de selecionar o que é bom e o que não é para ele e para sua empresa jornalística? Disse ao Ciro: "isso aqui, não!" Ou o Ciro não entende que o referido fato é de interesse de sua editoria, pois envolve a classe política? 

O editor Ciro não leu o livro? Tudo bem... Eu também, não... Quer dizer, só tive acesso a algumas páginas e às informações veiculadas na blogosfera que anda destronando esse modo hipócrita e antidemocrático de fazer jornalismo [o chamado "jornalismo de esgoto"]. No quesito informação, está parecendo que ando mais informado que o jornalista Ciro.

Em editorial recente [aqui], veiculado pelo JC, lê-se que o "execrável" José Dirceu [PT] desejava "lançar as bases de uma imprensa oficial de talhe único, chapa-branca, que lamba as botas do governo e trate de esconder seus erros e maracutaias em qualquer situação [...]". Lê-se também que, no petista, dormiria "[...] a tentação autoritária de controle dos órgãos de comunicação." 

Ora, ora, ora... o que José Dirceu deseja e todos nós é que a imprensa não "lamba botas" de quem quer que seja, muito menos da oposição, da forma tão descarada e pouco democrática como está sendo. O que desejamos é ter acesso às informações veiculadas de forma imparcial. Um peso e duas medidas... Não!

Essa tão propalada defesa da liberdade de expressão, bradada pela mídia corporativa e que se subentende no editorial do JC, é de uma seletividade que enoja. Senão, vejamos como o editor Ciro Rocha pautou sua coluna de hoje, em benefício dos tucanos e... nada sobre "A Privataria Tucana":



É... como diria Ana Carolina e Seu Jorge: "Agora você como são as coisas, Maria José"!

Em tempo:

Para o caso de o editor de Política do JC não ter tomado conhecimento do livro "A Privataria Tucana":



2 comentários:

Giovani de Morais e Silva disse...

Ecos do silêncio sepulcral da mídia tupiniquim, Cumpadi! Réplicas mal feitas do PIG Nacional!

DiAfonso disse...

Dá dó, cumpadi! rsrs Fico pensando se me passaria, enquanto jornalista, por essa situação. Sinto chamá-lo de "incompetente", embora saiba que não seja... Mas...

Abs!

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