segunda-feira, 3 de junho de 2013

Privilégio da Imbecilidade


Algumas  pessoas têm o privilégio de serem inteligentes, de terem bom senso, de serem solidárias. Mas há outras pessoas que são especialmente imbecis. Hoje deparei com um privilegiado em imbecilidade, um tal Walmir Silva, que faz uma campanha no Facebook “para que quem recebe o Bolsa Família seja impedido de votar”. Ele não quer que os pobres possam exercer o direito constitucional de votar. Como todo imbecil, quer voltar ao passado, desta vez para quando só a elite tinha direito ao voto. E somente os homens: mulheres, pobres e negros não tinham direito ao voto. Na cabeça desse imbecil, quem recebe alguma ajuda do governo não deve votar. Então vejamos: as centenas de  milhares de estudantes  que estão cursando a  universidade beneficiados pelo PROUNI não podem votar; os milhões que adquiriram a casa própria pelo estimulo ao crédito feito pelo governo Lula/Dilma, ou pelo programa Minha Casa Minha Vida, não devem votar. Quem se beneficiou com a alta do salário mínimo, com crédito consignado e com o crédito farto, com os juros baixos e com a geração de empregos, com a queda de impostos propiciados pelo governo Lula/Dilma, e todos aqueles que agora podem adquirir bens duráveis, também  não podem votar.  São imbecis dessa laia  que acabam espalhando boatos como o do fim do Bolsa Família. Essa gentalha é a escória do país. Esse tal Walmir Silva tem o privilégio  de ser um grande imbecil.

Abaixo, a matéria do 247.

Jussara Seixas [Editora do Terra Brasilis - São Paulo]


Movimento virtual sugere a "suspensão do título de eleitor de beneficiários de programas sociais do governo", para dar fim ao "voto de cabresto" e garantir "eleições justas" em 2014; mas, se, por um lado, a medida impediria que um programa como o Bolsa Família fosse usado eleitoralmente, por outro ela devolveria o País a 1824, quando foi instituído o Sufrágio Censitário, que impedia pobre de votar; boato sobre extinção recolocou programa em pauta 

Os boatos sobre o fim do Bolsa Família, que levaram milhares de beneficiários a agências da Caixa em maio, trouxeram de volta aos holofotes o programa de transferência de renda encarado como um dos maiores trunfos eleitorais do PT nos últimos pleitos. Diante da expectativa para mais uma eleição, a comoção causada pelos boatos levou um grupo de internautas a sugerir um movimento para tentar evitar que o programa seja usado como moeda de troca. "Quem recebe bolsa não deve votar", propõe a campanha pela "suspensão do título de eleitor de beneficiários de programas sociais do governo". A proposta pretende dar fim ao "voto de cabresto" e garantir "eleições justas" em 2014. Como já virou tradição na internet brasileira, a questão já foi parar em petição pública simbólica, de apenas 100 apoiadores, no Avaaz.org. O prolema é que se, por um lado, a medida impediria que um programa como o Bolsa Família fosse usado eleitoralmente, por outro ela devolveria o País a 1824, quando foi instituído o Sufrágio Censitário, que impedia pobre de votar Na página do Facebook, a proposta recebeu apoio. "O povão tem que entender que se aplicada essa ideia quem estiver no poder terá que manter esses auxílios para que os que estiverem na oposição não os usem como promessa de campanha", escreveu um internauta. "Não posso dizer se é bom ou não receber bolsa família e ficar em casa tranquilo, pensando no que não irei fazer hoje. Isso porque, além de não receber bolsa família, trabalho três turnos, como professor, para levar o sustento para minha casa", escreveu outro, dizendo que receber sem trabalhar é coisa de "vagabundo". Mas a sugestão parece ter gerado tantos protestos quanto adesões entusiasmadas. "Quem passava fome podia votar? Agora que estão tendo o que comer querem tirar o direito de voto? Corta essa moçada. Tenham um pouco de compaixão nesses corações", escreveu um crítico da ideia. "Tem de ter bolsa família sim. Distribuição de renda num país no qual 70% da riqueza fica em mãos de apenas 1% da população", disse outra. De que lado você fica?

3 comentários:

Marcos Borkowski disse...

Que a compra de votos é uma realidade isto é coisa que não podemos negar e isto é algo que já vem de antes, não se trata de julgar este governo ou o seu anteior. Pelo desespero provocado nos últimos dias quando do boato do fim de tal bolsa, é preciso que se considere também que ela é usada para forçar as pessoas e eleger. Não vejo porque tratar o responsável pela proposta de forma tão exasperada assim. Talvez fosse mais correto colocar que aqueles que se utilizam das bolsas familiares tivessem o privilégio de votar ou não, aí os governantes teriam a sua resposta e cada um seguiria livre com suas consciências. Se queremos viver em um país onde a liberdade de expressão seja primordial para o convívio devemos aceitar a dos outros também e em hipótese alguma sair apedrejando este ou aquele.

Carlos Cwb disse...

Proibirão de votar os banqueiros que receberam o PROER?

E os industriais e comerciantes que recebem incentivos a torto e a direito?

Diógenes Afonso disse...

Acredito que não haverá manifesto nesse sentido, cumpadi. rsrs

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