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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Índio da Costa, o político "10 real"


Índio da Costa reapareceu no noticiário com mais uma de suas ideias geniais. Depois de conversar com o cacique Jilberto Caçab, ele resolveu promover um curso relâmpago para potenciais vereadores do PSD no Rio de Janeiro. Entre os interessados, compareceram desde juízes de futebol (cansados de serem chamados de “fdp” e “ladrão”) a passistas de escola de samba (que só têm emprego garantido no mês de fevereiro). O sucesso foi tanto que Índio da Costa já planeja lançar o curso à distância, especialmente para blogueiros “independentes”, tuiteiros profissionais, marqueteiros políticos e especialistas em “social media”.

O que foi realmente espantoso foi o preço do curso. Eu já tinha ouvido falar de artista “déiz real”. Já tinha ouvido falar até em jornalista “déiz real”. Mas vereador “déiz real” é novidade. Aliás, uma novidade preocupante para os cofres públicos, já que o vereador “déiz real” é treinado para roubar “déiz milhão de real”…

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Índio da Costa ensina a ser um vencedor! [por R$ 10,00 e em apenas em 3 horas!]]

por Caipira Zé Do Mér

Índio da Costa é um simpático político carioca. Conhecido nacionalmente por ter sido candidato {{derrotado}} a vice-presidência de José Serra pelo DEM, em 2010. Há quem diga que ele foi um nome empurrado goela abaixo, já que Aécio Neves, nome forte do PSDB de MG, recusou ocupar o cargo.

José Erra à época, queria uma chapa integral do PSDB e teria sido punido pelo DEM, já que o DEM forçou a barra para que tivesse o vice. A punição seria um nome desconhecido nacionalmente, que pouco ou quase nada agregasse {{em votos}} para José Erra.


Passada a eleição Índio da Costa saiu do DEM e ingressou ao PSD {{aquele partido que existe sem existir}}. E quais são os planos futuros para o senhor Índio da Costa?!


{{não acredite em mimembora eu mesmo não acredite…}}

Mas, seu Caipira, que diabos é isso? Ele vai sair candidato a vereador?!

Não, senhoras e senhores, é muito pior que isso. O nobre sujeito {{que perdeu a carteira de motorista outro dia…- não acredite em mim}} resolveu que tem uma missão.

Projeto de lei de Índio da Costa
PL 5212/2009
Proíbe a permanência ininterrupta da criança e do adolescente nas ruas, praças, avenidas e demais logradouros públicos
Em 1997, apresentou projeto de lei para punir os cariocas que dão esmola a pedintes. “Fica proibido esmolar no município, para qualquer fim ou objeto”, sentenciava o texto. “Quem doar esmola pagará multa a ser definida.”

A missão dele é higienizar as ruas?! Não, pessoas, a missão dele é algo muito maior… A missão dele é…

ENSINAR VOCÊ A SER VEREADOR POR APENAS R$10!!

Sim, pessoas e pessouos.

O Instituto Novas Ideias tem um curso, elaborado pelo grande candidato derrotado, para te ensinar a ser vereador!

Quanto custa? DEZ eu disse DEZ reais!

Mas, seu Caipira, quanto tempo de curso?

Ah, meus amigos, é um curso completo! Você entra e não perde absolutamente nada, sai completamente formado, um vereador pronto, em APENAS 3 HORAS!!!
Por uma taxa de R$ 10, o ex-deputado Indio da Costa promete formar candidatos qualificados para disputar vagas nas Câmaras Municipais brasileiras em 2012. O futuro presidente do PSD no Rio mandou espalhar 65 outdoors pela capital fluminense para anunciar o curso Seja Vereador. Em três horas de aula, ele espera passar noções de atividade legislativa, administração pública municipal e mostrar aos alunos “como ganhar uma eleição”.

Esta é a maneira que ele tem para contribuir com a política nacional, caros leitores. Ou, nas palavras dele:
“Nosso objetivo é elevar o nível da política brasileira.”

Realmente, o nível está bem baixo. Mas nada que 3 horas de curso não resolvam, certo?!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vice de Serra perde carteira em blitz


Rudolfo Lago, Congresso em Foco

“O ex-deputado Índio da Costa perdeu a carteira de motorista numa blitz realizada ontem à noite (22) no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Índio foi o candidato a vice-presidente na chapa derrotada de José Serra (PSDB) nas eleições do ano passado. No início do ano, trocou o DEM, o partido pelo qual foi candidato a vice, pelo PSD, o partido que está sendo criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Índio da Costa foi parado às 23h de ontem na blitz, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Em seu perfil no Twitter, ele disse que tomara um copo de vinho no almoço. "Não sei a duração do efeito para o bafômetro. Preferi não soprar", argumentou. Por conta disso, sua carteira de motorista foi apreendida e Índio da Costa foi liberado depois que um amigo apareceu para dirigir seu carro.

Apesar da situação, Índio elogiou no Twitter a operação Lei Seca feita pela polícia que culminou na apreensão da sua habilitação. "Minha carteira ficará no Detran por 5 dias. A Lei Seca tem salvado muitas vidas. Parabenizo a competência e seriedade com que o governo do Estado do RJ tem feito as operações da Lei Seca", escreveu Costa no Twitter.”

sábado, 16 de outubro de 2010

Aborto: a indignação de Sheila Ribeiro

Reproduzo artigo de Conceição Lemes, publicado no blog Viomundo:

No dia 14 de setembro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Monica Serra, acompanhada de Índio da Costa (DEM), vice de José Serra (PSDB), deu a senha da campanha sórdida, em pleno andamento, contra Dilma Rousseff (PT). A repórter Gabriela Moreira, da Agência Estado, testemunhou. O Estadão publicou:

"A um eleitor evangélico, que citava Jesus Cristo como o “único homem que prestou no mundo” e que declarou voto em Dilma, a professora [Monica Serra] afirmou que a petista é a favor do aborto. 'Ela é a favor de matar as criancinhas', disse a mulher de Serra ao vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos".

Domingo passado, no debate realizado pela Band entre os dois presidenciáveis, Dilma jogou o esqueleto em cima da mesa. Cobrou de Serra as acusações de Monica a ela.

Serra não respondeu. Indignada, na segunda-feira às 10h24, Sheila Ribeiro postou em sua página na rede social Facebook uma reflexão com o título "Respeitemos a dor de Monica Serra".

"Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Monica Serra".



"Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Monica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de quatro meses, Monica Serra decidiu abortar, pois que seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o Estado".


O episódio aconteceu em 1992, 18 anos atrás. Sheila tinha 18 anos, fazia curso de Dança no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Monica Serra era então professora de Psicologia do Desenvolvimento Aplicada à Dança.

A revelação caiu como bomba na rede. A NovaE considerou boato de má fé, desqualificou-a (a matéria já foi tirada do ar).

O jornalista Gilberto de Souza, do Jornal Correio do Brasil, resolveu investigar. Conversou com a própria Sheila. Publicou a matéria aqui. Depois, ouviu mais três ex-alunas de Monica, que confirmaram o relato.

Neste sábado, a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S.Paulo, dá a notícia: "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna". A assessoria de Monica Serra não respondeu à consulta da Folha. O mesmo fez a de Serra com o Correio do Brasil.

“Discussão de genero sempre esteve presente em minha vida"

Seu nome completo é Sheila Canevacci (sobrenome do marido, o antropólogo Massimo Canevacci) Ribeiro. Profissionalmente, Sheila Ribeiro. Tem 37 anos. Morou 11 anos em Montreal, Canadá. Foi para lá depois de se formar na Unicamp. É coreógrafa e doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo.

Nos meios da dança, Sheila é conhecida e reconhecida, no Brasil e no exterior. Quem priva do seu convívio pessoal ou profissional, não se espantou com a atitude dela.

Márcio Seligmann-Silva, professor livre-docente de Teoria Literária da Unicamp, com pos-doutorado pelo Zentrum Für Literaturforschung Berlim, Alemanha, e pela Yale University,nos EUA, afirma:

“A indignação de Sheila com o debate biopolítico que pontua nosso cenário político atual é plenamente compreensível, mas sua coragem talvez tenha a ver com esta experiência de vida em um país democrático [Canadá], onde as pessoas podem se manifestar sem medo”.

Helena Katz, professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica e no Curso Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, comenta:

“Sheila Ribeiro está em cada um dos gestos que cria. O seu trabalho nos ajuda a identificar os danos que o discurso publicitário vem produzindo na sociedade e que não está somente na publicidade propriamente dita, mas que hoje pauta o modo como nos relacionamos e se materializa no nosso comportamento, na cidade, nos meios de comunicação. A potência da sua poética sempre crítica insufla, em cada um dos que entram em contato com as suas produções, a esperança de que um mundo melhor é possível”.

O coreógrafo Wagner Schwartz, do Rio de Janeiro, observa:

"Sheila Ribeiro é mulher, cidadã, coreógrafa. Antes ter um cunho corajoso, o seu relato tem uma potência vital, porque não está relacionado ao tema da dualidade morte-e-vida, muito menos às questões partidárias. Como sempre, seja em suas práticas artísticas ou entre amigos, Sheila reafirma a necessidade de se pensar o lugar das classes menos favorecidas, independente da grande escala de forças contrárias às suas ações, porque sua finalidade é, sempre, investigar a causa, sua dor e a sua liberdade".

A artista e produtora Cândida Monte, de Curitiba (PR), enfatiza:

“Sheila Ribeiro é uma mulher que escolhe atuar, pessoal e profissionalmente, com sinceridade e transparência. Age sempre de forma observadora, pensadora e questionadora. Tem um enorme interesse em discutir e refletir. Seu pensamento artístico emerge disso. Volta sua atenção à cultura para além das considerações sobre a estética, pensando o indivíduo através da arte”.

Sheila é filha de Majô Ribeiro, militante feminista que foi aluna de mestrado de Eva Blay e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP. Foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB.

A mãe, segundo Sheila, pouco se pronunciou sobre o episódio: “Só disse que achou bom que eu fiz isso pela questão da descriminalização do aborto”.

“Discussão de gênero sempre faz parte da minha vida, daí a minha indignação”, disse-me numa primeira conversa, que tivemos na quarta-feira. “No primeiro turno, votei no Plínio [de Arruda Sampaio, do Psol]. No segundo, voto na Dilma.”

“Eu não admito que a própria vítima se assemelhe ao seu opressor"

Na segunda conversa, Sheila, que já havia se mostrado assertiva no primeiro contato, foi bastante firme. Divertida, atenta, interessada, não titubeou um instante:

“As pessoas acharam que eu era falsa [personagem fake, inventado], muitos me agrediram, muitos insinuaram que eu tinha ganhado dinheiro. Eu fico muito triste e brava com essas coisas”.

” O que eu posso garantir é que Monica nos contou que fez aborto. Havia muitas outras pessoas que sabem que não é mentira o que eu disse”.

“Quando eu vi o Serra se esquivando no debate, tive um troço, fiquei indignada e fiz uma reflexão sobre o que é ser uma pessoa na privacidade e o que é ser uma pessoa pública”.

“A minha primeira preocupação foi exercer a minha cidadania. Acharam que eu fiz isso porque eu vivi praticamente a minha vida inteira de adulta no Canadá, onde as pessoas falam abertamente sobre esses assuntos e outros assuntos complexos de se abordar. O que me interessa é a saúde pública”.

“Algumas pessoas me dizem que tive coragem, outras ficaram assustadas de eu falar diretamente. Pensei: sou anormal? Acho que o meu jeito é por causa do Canadá. Depois que eu me formei na Unicamp, morei 11 anos lá. A minha vida adulta e profissional, eu desenvolvi lá. Tenho dupla nacionalidade”

“No Canadá, o aborto é legalizado. Eu te contei das clínicas de ginecologia lá [os serviços de saúde são públicos]? Você telefona, funciona assim. Bem-vinda à clínica da mulher. Para urgências, disque zero. Para consultas, disque 1. Para abortos, disque 2. Para exames, disque 3”.

“Um amigo disse: ‘E se a Monica e o Serra se converteram?’ Eu respondi. Vamos supor que a Monica e Serra se converteram à religião e se arrependeram do aborto que fizeram. Só que quando uma pessoa se arrepende perante Deus – o aborto é crime perante Deus –, eles fazem os seus Pai-Nossos, depois vão ser absolvidos e vão para o céu ou para o inferno. Quer dizer: é uma discussão religiosa”.

“Se a pessoa é religiosa, ninguém a obriga a fazer o aborto. Muito bem. A pessoa pode ser religiosa, dizer eu sou contra o aborto em todos os níveis, eu nunca vou fazer o aborto, porque é um crime perante Deus. Ok. Só que você pode não misturar essa coisa crime perante Deus, porque no Estado laico não tem Deus. O Estado laico é um Estado”.

“Quem é religioso, não é obrigado a fazer. Ponto. No Canadá, é visto como um problema de saúde pública”.

“As pessoas ficam me perguntando: você é a favor do aborto a partir de que mês? Quem sou eu para dizer quando, em que mês, como não deve? Tem vários países em que o aborto é legalizado, o Brasil tem que aprender com eles. Ponto”.

“O que me chocou mais, mais, mais, é que o aborto é uma questão de todos. Até uma pessoa militante contra a descriminalização do aborto já fez aborto. Além da Monica, eu cito a Benedita da Silva (PT), que é contra a descriminação do aborto e também fez aborto”.

“Significa o quê? Olha a lógica da matemática. Se eu sou contra a descriminalização, acho o aborto um crime e faço o meu clandestino, eu deixo criar uma coisa perversa em mim que é o contrário absoluto da cidadania. Morrer não é só porque tomou Cytotet, colocou agulha de crochê. Morrer é também não poder exercer a sua cidadania. Daí a importância da descriminalização”.

“Não significa que você precisa ficar contando para todo mundo que fez aborto… colocar no jornal que fez aborto. Mas, se você precisar fazer, você sabe que não é uma criminosa. Você sabe que não está morrendo por dentro por ter cometido um crime”.

“Agora se você é uma religiosa e faz aborto, está cometendo um crime religioso. É um problema seu cultural, social, religioso. Isso é um problema da pessoa” .

“O que mais deixou indignada, portanto, é que até as militantes contra o aborto fazem aborto”.

“Outra coisa que me chocou foi que a Mônica Serra no debate virou uma carta do jogo, assim como o pré-sal, a Petrobras, a banda larga, privatização. Então, diante de qualquer carta do jogo, o Serra não enfrentava, não dialogava…”.

“Para mim, todas eram cartas do jogo das quais ele ficava se esquivando. Mas eu fiquei mais sensível com a Monica Serra, porque eu a conheço. Na minha cabeça, misturou a relação da pessoa civil, que relatou ter feito aborto, e da pessoa simbólica, que estava ali fazendo campanha contra a descriminalização”.

“É como se eu estivesse no sofá e ouvisse alguém na televisão dizer que o Nelson Mandela é racista. Eu diria: como assim? O Nelson Mandela é negro, foi preso, lutou contra o apartheid… Tem alguma coisa errada. Aí eu escreveria um artigo: O que está acontecendo com o Nelson Mandela como pessoa pública. Ele mesmo é racista? Não é racista?

“A Monica Serra que existiu na minha realidade enquanto aluna é a Monica da família Allende, que fez aborto. A outra Monica Serra, que eu vi no debate, é uma citação do nome de uma pessoa, que era uma carta do jogo, uma Monica Serra simbólica, que virou uma carta do jogo. Só.”

“É uma tremenda contradição. Eu sou uma pessoa brasileira, como outras, que não tem medo de falar. Uma pessoa que foi lapidada em praça pública porque cometeu adultério não vai lutar para que isso exista. Afinal, ela foi vítima disso, concorda?”.

“Assim como eu disse no Facebook que nós devemos respeitar a Mônica Serra – evidentemente a figurativa, a metafórica –, está errado as pessoas se calarem. Eu como cidadã, mais ainda como ser humano, não admito que a professora que, traumatizada, falou para mim sobre a experiência do aborto que ela teve por causa da didatura"– é super importante citar o contexto –, venha hoje não considerar a sua própria dor que ela me fez escutar”.

“Eu sou uma artista. Quando exibo alguma obra, a pessoa está perdendo o tempo dela para ver a minha proposta comunicacional. A Monica Serra usou a aula de psicologia do movimento para falar disso. Acho lindo. Não acho que é problema. A Universidade é para isso mesmo. É para falar de aborto, de questões complexas ligadas ao ser humano. Aquela humanidade que ela dividiu com a gente, inclusive me ensinou a levantar e a escrever sobre isso no dia seguinte ao debate. Foi o fato que falou por si só“.

“Eu não gosto de que qualquer mulher tenha de fazer aborto por causa de uma ditadura. Então, eu não admito que essa própria vítima se assemelhe ao opressor”.

“Sei que tem várias pessoas me condenando. Escreveram em um post: “Ai, com uma amiga dessas…” Para começar, eu não sou amiga da Monica Serra. Eu fui aluna dela. Eu gosto dela. Mas por mais que eu goste do meu marido, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu vizinho, quando uma pessoa faz uma coisa que é eticamente contra os meus valores humanistas, eu vou me colocar contrária. Eu vou dizer. Tal pessoa, eu gosto muito de você, mas não concordo politicamente com o seu posicionamento. Só isso. Então para mim a última coisa que interessa nessa coisa, nessa história é a Monica Serra. É a última”.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mulher de Serra e candidato a vice acertam com pastores mais ataques a Dilma

A sra. Mônica e Índio da Costa fazendo das suas no Éden Tucano
“A mulher de José Serra, Monica, e o companheiro de chapa do tucano, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), comandaram ontem, no comitê da campanha, na capital de São Paulo, uma reunião em que obtiveram de aproximadamente 30 pastores o compromisso de que realizarão reuniões em suas congregações para acusar a petista Dilma Rousseff de cultuar valores condenados pela igreja. Os religiosos se comprometeram também a recomendar o voto em Serra.

“Conseguimos uma virada no primeiro turno e não queremos que essa onda cristã seja interrompida. Existem muitos católicos e evangélicos que votaram na outra candidata e ainda não perceberam o risco que correm. Vamos alcançar agora esse eleitorado que está com ela”, afirmou ao jornal O Globo o deputado Arolde de Oliveira (DEM-RJ), que participou da reunião convocada por Indio e é um dos colaboradores de Serra na cruzada pelo voto dos cristãos.

A ideia é convencer os fiéis de que, com Dilma, serão legitimados o aborto e direitos reivindicados pelos homossexuais.

“Temos que alertar as pessoas que votaram nela sobre os riscos que o programa de governo do PT representa para a liberdade de expressão. Ela já conseguiu maioria no Congresso nesta eleição e vai aprovar no ano que vem, se eleita, todas essas questões. O único jeito de impedirmos é agora no segundo turno. Temos que dizer isso para quem ainda não entendeu”, disse Oliveira.”
Matéria Completa, Aqui

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Time do Serra: trecho excluído da campanha tucana

Certamente alguns nomes, como Indio da Costa, atual vice de Serra, foram ocultados pelo processo de edição.
Do Imprensa Marginal

sábado, 14 de agosto de 2010

FHC: "SERRA, VOCÊ VAI NA MINHA GARUPA OU NA DO VICE?"

A ausência de Fernando Henrique Cardoso na campanha tucana de José Serra tem uma explicação técnica. Pesquisas feitas por encomenda do comitê de campanha de Serra conferem a FHC a incômoda condição de aliado-problema.

Repete-se em 2010 um fenômeno que já havia atormentado o tucanato em 2006, quando o presidenciável do PSDB era Geraldo Alckmin.

Segundo pesquisa do Instituto Sensus a avaliação do presidente Fernando Henrique Cardoso teve uma pequena piora em agosto, embora tenha havido um leve aumento na avaliação positiva, de 26,7% para 27,6%, houve crescimento maior na avaliação negativa, que passou de 27,2% para 29,6%.

O porcentual dos que aprovam o desempenho do presidente caiu de 40,2% para 37,3%, enquanto a desaprovação subiu de 47% para 49,6%. A capacidade do presidente em atrair votos para o seu candidato na sucessão presidencial também diminuiu entre julho e agosto.

O número dos que só votariam no candidato de Fernando Henrique caiu de 6,4% para 5,3%, e o número dos que poderiam seguir o voto do presidente baixou de 34,9% para 33,4%. Já os eleitores que não votariam no candidato do presidente subiram de 52,6% para 53,9%.

Oito anos depois de ter deixado o poder, FHC é mais associado aos problemas de seu segundo mandato do que às virtudes do primeiro. A maioria do eleitorado vincula-o às crises econômicas que desaguaram no desprestígio do ocaso, em 2002.
Perdeu-se no tempo a memória do Plano Real, um feito que FHC alicerçara como ministro de Itamar Franco, solidificara como presidente e usara para se reeleger. O principal flanco do presidenciável tucano são as companhias. Afora o desapreço que o eleitor devota a FHC, também o PSDB é visto com um pé atrás.
A legenda de Serra é associada nas pesquisas qualitativas a conceitos “elitistas”. Falando de outro modo: salta dos grupos de discussão a ideia de que o tucanato preocupa-se mais com os “ricos” do que com os “pobres”.
Dilma tem em Lula sua principal arma eleitoral. Porção do eleitorado simpático à candidata do PT credita a sedução principalmente ao fato de ela ser a escolhida do presidente e demonstrar firmez e conhecimento em suas declarações e propostas.
No último lance, executado na entrevista ao “Jornal Nacional”, Serra levou ao ar uma sucessão de frases emblemáticas.“Não há presidente que possa governar na garupa, ouvindo terceiros ou sendo monitorado por terceiros”.
Dilma respondeu a provocação, "O meu adversário tem um medo enorme da comparação entre o governo dele, que é o do FHC, e do meu, que é do presidente Lula", e completou "Ele não pode estar na garupa do presidente FHC, porque aí é até uma covardia".

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DILMA: DEM "ENTROU NO SUPREMO PARA ACABAR COM O PROUNI"

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, criticou o DEM, partido aliado do seu adversário José Serra (PSDB), por ação contra o ProUni ajuizada no STF (Supremo Tribunal Federal). Afirmou ainda que a oposição é "enganosa". "Eles falam, falam, e quando podem, fazem contra o povo. Eles são enganosos, mas o povo é inteligente e capaz. Não vai se deixar enganar", disse Dilma, durante visita à Cidade de Deus (zona oeste do Rio) neste final de semana.

A petista afirmou que o partido aliado a Serra "entrou no Supremo para acabar com o ProUni". "A alegação política era que nivelamos a educação por baixo ao abrirmos vagas para a população mais pobre. Aconteceu o contrário, os estudantes pobres se superaram e tiveram um desempenho extraordinário." Ao criticar o DEM, que indicou o candidato a vice Índio da Costa, Dilma pretende mostrar o tucano como oposicionista da política do governo Lula. Serra tem defendido durante a campanha a extensão do ProUni para o ensino médio.

"Quando criamos o ProUni entraram com uma ação no Supremo. Quem entrou? O partido aliado da candidatura alternativa à minha, o partido DEM", disse ela à plateia no auditório da Cufa (Central Única das Favelas), na Cidade de Deus. A mesma crítica foi feita em seguida em comício numa praça da favela pelo candidato petista ao Senado, Lindberg Faria, ao lado de Dilma. A petista criticou indiretamente também a relação de Serra com os professores. Ao defender a reivindicação da classe por melhores salários e condições de trabalho, afirmou que eles não devem ser "tratados a cacetada". Foi uma referência aos conflitos entre o sindicato de professores de São Paulo e a polícia na véspera da saída do tucano do governo estadual.

Do Agora

domingo, 1 de agosto de 2010

DESTINO DE SERRA E ÍNDIO É O LIXO DA HISTÓRIA

Ao afirmar que “o PT é chavista, que mantém relação com as Farc, e prima por desrespeitar direitos humanos”, Serra incorporou a visão de mundo da nova direita. Um estrato que, ameaçado pela abrangente emergência social promovida nos últimos oito anos, destila raiva e ressentimento.
E finalmente descortinou-se – sob os estarrecidos olhares dos eternos ingênuos – a verdade que todos, há muito tempo, já conheciam. A fluidez do processo político brasileiro, suas clivagens e crises que podem decorrer da percepção de resultados eleitorais adversos, levaram o candidato José Serra a revelar sua verdadeira natureza de classe. Reativando um surrado discurso udenista, o ex-presidente da UNE passou a endossar o protofascismo de sua base de sustentação.

O trecho acima é do artigo “Serra e Índio: qual é o apito?”, do professor de sociologia Gílson Caroni Filho e foi publicado no site Carta Maior. Ele teve a gentileza de me enviar pelo Facebook do Brizolaco.com (legal se você vier participar também) e autorizar a publicação aqui.
Caroni diz que esta assunção por Serra da linguagem udenista desmistifica a visão de que o que se jogaria nestas eleições seria apenas uma disputa de espaço entre posições semelhantes,  e revela a fragilidade analítica dos que  não souberam distinguir no governo Lula  senão uma continuidade pura e simples da gestão FHC. É ótima leitura e, ainda mais, ótima reflexão.
Embora no PT, como em todos os organismos deste país e mundo afora a lógica (se é que se pode chamá-la assim) neoliberal tenha feito estragos, permanece na esquerda brasileira aquilo que faz dela esquerda: uma ligação inquebrantável com o progresso da população e do país.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

SERRA: A ESPERANÇA NO CAOS

É nisso que ele aposta. É disso que ele gosta
Já escrevi aqui e já li em outros blogs também que os ataques de Serra não têm nada de desordenados ou desesperados. Eles fazem parte de uma estratégia. Uma estratégia de espalhar o medo e de difundir o discurso de que Dilma não teria controle sobre o PT porque Dilma não é Lula. A este propósito, tenho o exemplo de um professor amigo meu que já engoliu este argumento e diz que em Dilma não vota, pois ela, Presidenta, não seguraria o Partido. Tirando este meu colega, que tem leve inclinação à direita, eu diria que a fala do tucano não atinge, na verdade, nem se dirige àqueles eleitores que, independente da classe social, tendem a votar em Dilma. É claro que este voto já está definido, declarado. Então pergunta-se: a quem se dirige o terrorismo de Serra? Do ponto de vista do eleitor, é claro que ele fala para seu público: os conservadores, a direita, os falcões. Estas pessoas precisam ouvir que há um candidato que peita o PT, que não se submete ao nordestino, vagabundo, cachaceiro. Precisam da referência de alguém que não veja o Nordeste como prioridade para políticas públicas, precisam saber que há um candidato que no fundo acha que o bolsa família é o "bolsa esmola" e que defende o desmantelamento do Mercosul, a criminalização de Chávez e Evo e o realinhamento com  os Estados Unidos. Ao ouvir isso, esta gente tem orgasmos múltiplos. Mas Serra precisa se apresentar também como alternativa para a elite financeira, social, do empresariado. Aqueles que engolem Luis Inácio porque não têm alternativa, mas não engolem esta história de pobre comprando computador, filho de pobre com celular no bolso do jeans, estudantes pobres e/ou negros dividindo os bancos das caras faculdades que antes só seus filhos podiam cursar. Isso os incomoda um pouco.  Eleitores conservadores, classe alta, elite financeira. Se o discurso tucano mira nestas pessoas, com certeza ele as atinge. No entanto, não creio que elas consigam mudar o resultado destas eleições. Então por que a insistência no terrorismo? Primeiro, a falta de uma proposta para fazer frente às realizações do governo Lula e ao discurso pró-social de Dilma e depois, aí mora o perigo, quem sabe justificar, lá na frente, a tomada de posições radicais e inconstitucionais, para a obtenção do poder que não veio pelo voto? Na venezuela já se tentou, recentemente, e em Honduras se conseguiu, efetivamente.

By "the teacher"
Do Blog Brasil's news

sexta-feira, 23 de julho de 2010

UMA OPOSIÇÃO PERDIDA

Mussolini, o guru da oposição brasileira
Lendo em diversos blogs e sites que o vice de Serra foi educadamente convidado a "submergir" por alguns dias, depois das besteiras que falou e de ter feito o PSDB amargar uma derrota na justiça e ceder direito de resposta em seu site ao PT, me pergunto onde está a seriedade dessa oposição. Esperava-se que, depois de oito anos de governo Lula, a oposição viesse para a disputa com um projeto de governo que fosse uma alternativa para a sociedade brasileira. Esperava-se que, apesar da alta popularidade do Presidente e do sucesso de seu governo, os partidos de oposição trouxessem  uma proposta que viesse a enriquecer o debate no campo da economia, da saúde, do desenvolvimento, e tantos outros temas. Se isso acontecesse, apesar de acreditar na vitória da candidata petista, acho que seria enriquecedor para o país e para a sociedade. Mas não. O que se vê é uma falta total de proposta objetivas, de um programa de governo consistente (o que Serra entregou ao TSE foi um resumo de seu discurso na Bahia) e um despreparo tanto do candidato a presidente quanto do seu candidato a vice. Busca-se a todo instante a "criminalização" da política, o denuncismo, a  ressuscitação de casos e notícias há muito encerrados na tentativa apenas de criar fatos novos, de alimentar a mídia golpista e gastar energia do governo e de sua candidata para dar explicações. Isso é uma estratégia, sem dúvida. Mas é uma estratégia que demonstra mais fraqueza do que força. Demonstra fraqueza porque ela apenas reflete, como já foi dito nestas linhas,  o fato de que estas pessoas que governaram este país durante séculos ainda não sabem como falar ao coração do povo para conquistar seu voto.  Ao invés disso, se utiliza dos mesmos métodos que usavam quando eram poder. Acontece, cara pálida, que o povo brasileiro já sentiu o gostinho bom de uma vida melhor e dificilmente mudará baseado apenas em formas fascistas de se fazer política.

by teacher Ramos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MPE OPINA POR DIREITO PARCIAL DE RESPOSTA AO PT

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou hoje (22) parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que dá direito parcial de resposta ao PT em relação às declarações recentes do candidato à Vice-Presidência da República pela chapa liderada pelo PSDB, Indio da Costa (DEM-RS). O deputado federal associou o PT às Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) e ao narcotráfico.

A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, defende que a folha.com retire a matéria com as declarações do ar e que veicule o direito de resposta. Quanto ao site Mobiliza PSDB, a procuradora afirma que o PT não anexou provas necessárias para comprovar que o site teria veiculado as declarações de Indio da Costa.

A procuradora também afirma que a defesa de Indio da Costa não se sustenta no argumento de que ele apenas repercutiu informações divulgadas anteriormente em outras matérias. Para Sandra Cureau, isso “não ilide a ofensividade do conteúdo do discurso proferido por Indio da Costa”, que “atingiu a imagem do PT, com nítido caráter difamatório”.

A procuradora também é contra o fato de a representação ter sido proposta pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, uma vez que somente o PT foi diretamente atingido. Também acredita que a ação não deveria ter sido proposta contra o PSDB, “pois este não é o autor, tampouco tem qualquer responsabilidade em relação à divulgação da matéria em análise”.

Quanto ao conteúdo do direito de resposta, Sandra Cureau afirma que o PT foi além do combate às ofensas no modelo de resposta pretendida. “A representante [coligação Para o Brasil Seguir Mudando] também tece elogios à administração atual do PT, além de fazer propaganda indevida à candidata [Dilma], que sequer foi citada na declaração impugnada”, diz a procuradora.

Edição: Aécio Amado

LULA DIZ QUE SERRA FOI INSANO

Por Adriana Araújo
O presidente Lula rebateu pela primeira vez a acusaçāo do candidato à Presidência Josė Serra que ligou o PT as Farc - as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. "Eu fico triste quando eu vejo um homem, sabe, com a história do Serra, dizer que o PT é ligado às Farc. O mínimo que eu esperava do Serra é que ele respeitasse o PT. O Serra sabe que temos afinidade histórica, a gente pode ter divergências políticas e ideológicas agora, mas ele jamais poderia dizer uma insanidade dessas", afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante a entrevista exclusiva que fiz com o presidente para o Jornal da Record. Lula comentava o clima de baixarias na campanha presidencial com troca de insultos e acusaçōes, antes mesmo do início da propaganda eleitoral obrigatória na TV. "Quem fizer a campanha da baixaria  vai perder a eleição descaradamente, quem fizer jogo rasteiro vai perder a eleição", disse Lula.

O primeiro a levantar a acusação contra o Partido dos Trabalhadores foi o candidato a vice-presidente de Serra, o deputado Indío da Costa (DEM-RJ). Ele chegou afirmar que, além de ligação com o grupo, o PT tambėm era ligado ao narcotráfico e a guerrilha na Colômbia. Mas não apresentou provas.

O deputado Indio da Costa foi criticado atė por integrantes do PSDB, por ter se excedido com as palavras. Mas, pouco depois, Serra endossou parte das acusações do vice dizendo que todos sabiam da ligação dos petistas com as Farc. Serra, no entanto, ressaltou que isso não significaria que o PT tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante a entrevista, questionei o presidente se ele gostaria de falar pessoalmente com o candidato Josė Serra sobre as acusações. "Estou falando com vocês. Espero que ele ouça", respondeu Lula. "Espero que ele tenha abertura suficiente para ver outro canal de televisão”, concluiu.

Na entrevista, Lula também comentou o editorial da revista Veja, publicado no último fim de semana. O texto da revista faz duras críticas ao presidente por ter sido multado seis vezes por propaganda eleitoral irregular para a candidata do PT Dilma Rousseff. A  revista tambėm mostra Lula com uma coroa sobre a cabeça, um rei acima das leis.

Quis saber como o presidente responderia às críticas, Lula afirmou: "eu não leio essa revista. Por mim tanto faz. Eles podem escrever o que eles quiserem. Podem falar o que quiserem de mim. E eu posso dizer o que penso da imprensa. Só não falo tudo porque ainda sou presidente".

"Vai falar um dia?", perguntei em seguida.  "Um dia, quem sabe...", respondeu vagamente o presidente Lula.
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