domingo, 14 de agosto de 2011

Mais um capítulo da história das elites brasileiras

"Em nome do país (...) inclino-me respeitoso diante do General Comandante-Chefe dos Exércitos que esmagaram a tirania, beijando, em silêncio, a mão que conduziu à vitória, as Forças da Liberdade".

Eis Otávio Mangabeira, lídimo representante da elite, beijando a mão do general presidente dos EUA Eisenhower em pleno parlamento brasileiro.

Sabe-se que tamanha subserviência aos poderosos sempre fez parte daquela que se considera produto de “nobre estirpe”, que tem por raiz os degredados.

Subserviência aos poderosos, brutal com os excluídos.

Submissão e brutalidade.

Otávio Mangabeira não era qualquer um das elites.

Era a  elite em sua plenitude.

Foi deputado federal, governador da Bahia, senador, um dos fundadores da UDN e membro da Academia Brasileira de Letras.

O beija-mão começou com Pero Vaz de Caminha (leia o último texto desta postagem), continuou com os escravagistas.

Atualmente seus descendentes buscam abrigo no último reduto que lhes resta.

A mídia corporativa.

Não suportam nem o cheiro da graxa e nem o barulho dos tornos. 


Até aí nada de novo. 


Já houve um general que preferia o cheiro de cavalos...

____________________

Você sabe qual é a diferença entre uma vaca ruminando e um americano mastigando chicletes?

É que logo você nota o ar inteligente da vaca.
George Bernard Shaw

____________________

E assim começa a História das elites brasileiras

E tudo começou a partir desta Carta

“E, pois que, Senhor, é certo que assim neste cargo que levo, como em outra qualquer cousa que de vosso serviço for, Vossa Alteza há-de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de S. Tomé Jorge d’Osório meu genro, o que d’Ela receberei em muita mercê.
Beijo as mãos de Vossa Alteza.
Deste Porto Seguro, da vossa ilha da Vera Cruz hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500."
Pêro Vaz de Caminha


E assim começa a história das elites brasileiras.

Troca de favores.

O que se lê no último parágrafo da carta de Caminha ao rei dom Manuel  é para que ele libertasse do cárcere o seu genro, Jorge d’Osório casado com sua filha Isabel, preso por assalto e agressão.

(Esperto ele. Deixou o pedido por ultimo para que o rei não alegasse esquecimento.)

São as famosas elites que sempre mamaram nas tetas do governo.

Talvez isso explique sua aversão a tudo que é diferente ou novo.

Assalto e agressão.

Passados 500 anos, continuam norteando essas mesmas elites que, ao invés de dividir o mel, preferem comer merda sozinhas...

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...