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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Santa Maria [RS]: Como ser brilhante ou infame numa tragédia

Caruso X Latuff

O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, compara duas charges feitas sobre o drama de Santa Maria. Enquanto Carlos Latuff soube, com arte, ironizar o comportamento dos meios de comunicação na cobertura do caso, Chico Caruso, do Globo, fez uma peça que merece ser esquecida, com uma piada sem graça envolvendo a presidente Dilma e as vítimas do holocausto na boate Kiss

Por Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

Fazer charge num drama como o de Santa Maria é uma tarefa para poucos.

É fácil fazer bobagem, e é difícil fazer coisa boa.

Na tragédia de Santa Maria, tivemos as duas situações. O cartunista Carlos Latuff, que se celebrizou no Brasil há  pouco tempo depois de ser acusado de antissemita, brilhou.

Latuff ironizou o abominável comportamento da mídia diante de calamidades como a da casa noturna Kiss. Um repórter tenta extrair palavras de um familiar da vítima no enterro, numa exploração abjeta da dor alheia.

Clap, clap, clap. De pé.

Latuff deu voz a milhões de brasileiros que somaram à tristeza pelas centenas de mortes a indignação pela atitude de jornalistas que não respeitam a dor alheia e simulam, como canastrões, uma dor que não sentem.

O lado B veio com Chico Caruso, no Globo. Ele fez uma prisão em chamas, na qual ardem as pessoas ali dentro e da qual se exala uma fumaça sinistra. Dilma, sempre Dilma, observa de longe e exclama: “Santa Maria!”

Era para rir? Os leitores acharam que não. Mas viria uma segunda etapa. Numa decisão estapafurdiamente incompreensível, Ricardo Noblat republicou a charge em seu blogue com o acréscimo da palavra “humor”.


A reação nas redes sociais foi imediata. Caruso e Noblat foram simplesmente abominados. No próprio blog de Noblat, os leitores manifestaram repúdio. Um deles notou que a dupla conseguiu unir petistas e antipetistas na mesma reprovação torrencial a Noblat e Caruso.

Noblat defendeu Chico Caruso, e sobretudo a si próprio,  em linhas antológicas: quem não gostou da charge, foi o que ele essencialmente disse depois de uma cômica interpretação do desenho,  não a entendeu. Os leitores são burros, portanto.

Tenho para mim que parte da raiva se deve ao fato de ambos estarem fortemente identificados com a Globo. Alguma coisa da rejeição que existe em boa parte da sociedade à Globo se transmite a seus funcionários.

Mas a questão vai além. É complicado, ficou claro, fazer charge decente para as Organizações Globo. A de Latuff jamais seria publicada pelo Globo. O espesso conservadorismo da empresa acaba por ceifar a possibilidade de iconoclastia, de inconformismo de cartunistas da Globo.

Se nas colunas políticas o reacionarismo nos veículos da Globo não chega a chocar, porque é esperado, na charge aparece como um estigma. De artistas se espera uma atitude diferente, mais arejada, mais provocativa.

Caruso, nos anos 1980, se destacou como um dos melhores chargistas de sua geração. Prometia mais do que entregou, é certo, mas fez uma carreira boa.

Agora, vai passar para a história como o autor da charge mais repudiada e mais infame da mídia brasileira em muitos anos —  em parte por um mau momento, em parte por carregar no peito o crachá das Organizações Globo.

domingo, 25 de novembro de 2012

Dez jornalistas mais burros e reacionários do Brasil




É hora dos prêmios de 2012.

A divulgação sai mais cedo porque tudo pode acabar dia 12 de dezembro.

A lista dos mais burros e reacionários deu trabalho aos julgadores.

É muito difícil encontrar um jornalista de opinião política na grande mídia brasileira que não seja burro, reacionário ou as duas coisas.

Eu sou burro e reacionário.

Mas sou insignificante. A comissão julgadora não me classificou entre os mil primeiros em reacionarismo. Já em burrice eu poderia ter um lugar melhor.

Eis a lista dos grandes vencedores:

1 – Merval Pereira
2 – Reinaldo Azevedo
3 – Ricardo Noblat
4 – Eliane Cantanhede
5 – Arnaldo Jabor
6 – Lauro Jardim
7 – Boris Casoy
8 – Ferreira Gullar
9 – Ricardo Setti
10 – Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho, ao menos, parece honesto e leu alguns livros.

É incrível como Arnaldo Jabor vem perdendo terreno. Qualquer um consegue, hoje, ser mais burro e reacionário do que ele sobre qualquer assunto.

O Rio Grande do Sul está por baixo. Apesar de quase todos os seus colunistas serem reacionários, o Estado não consegue emplacar um só entre os dez primeiros. Sem dúvida, um despretígio para o nosso jornalismo. Nossos colunistas mais reacionários têm sido ultrapassados em conservadorismo até por figuras inexpressivas como Lauro Jardim, editor de notinhas, volta e meia mentirosas ou milimetricamente sacanas e ardilosas, da revista Veja.

O grande destaque é mesmo Merval Pereira cuja burrice garantiu-lhe um lugar na Academia Brasileira de Letras sem jamais ter um escrito um só livro.

Logicamente a revista Veja emplaca o maior número de destaque na categoria.

Ferreira Gullar é um caso de escola, um exemplo de como um grande poeta de esquerda pode se transformar num cronista idiota de direita.

Custei a perceber a qualidade de alguns nos quesitos em questão. Como não sou poste, mudei de posição sobre eles quando, enfim, entendi que eram figuras relevantes em se tratando de burrice e reacionarismo. Eu não poderia ser injusto com eles. Há outros, conhecidos, que tentam entrar na lista dos dez mais destacados, mas, apesar do esforço, ainda lhes falta profundidade.

Boris Casoy é o mais burro e reacionário da televisão.

Todos os citados aqui receberão, por mérito próprio, sem necessidade de cotas, dois prêmios em 2012: Medalha Lacerdinha e Troféu Jair Bolsonaro. Parabéns a todos pela brilho no obscurantismo e na estupidez.

Se alguma injustiça tiver sido cometida pela omissão de algum nome fundamental, a comissão julgadora está disposta a ampliar a lista de agraciados com os troféus mais cobiçados e bem pagos do Brasil.

domingo, 23 de setembro de 2012

Militantes de Arthur Virgílio [PSDB-AM] agridem Vanessa Grazziotin [PCdoB-AM]

Especialmente para o Noblat 

A verdade e os fatos  

A verdadeira história sobre a agressão sofrida por Vanessa Grazziotin na entrada do Debate da TV Em Tempo pela militância de Arthur Virgílio Neto.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

'A tentativa de demonizar Lula consegue é endeusá-lo'

A obsessão da mídia

Por Mino Carta*

Por que Lula se tornou a obsessão da mídia nativa? Por que tanta raiva armada contra o ex-presidente? Primeiro é o ódio de classe, cevado há décadas, excitado pelo operário metido a sebo, tanto mais no país da casa-grande e da senzala. Onde já se viu topete tamanho? Se me permitem, Lula é personagem de Émile Zola, assim como José Serra está nas páginas de Honoré de Balzac. O sequioso da emergência que chegou lá.

Dez anos depois. No fim de setembro de 2002, jornalões e revistões enxergavam Lula como se vê acima. E o operário ganhou as eleições…

Depois vem a verdade factual, a popularidade de Lula, avassaladora. E vem o confronto com os tempos de Presidência tucana, e o triste fim de Fernando Henrique Cardoso, o esquecido, no Brasil e no mundo. Assim respondem os meus meditativos botões às perguntas acima. E as respostas geram outra pergunta.

Por que a mídia nativa, intérprete da casa-grande, goza ainda de prestígio até junto a quem ataca diária e obsessivamente se seus candidatos perdem os embates eleitorais decisivos? Memento 2002, 2006, 2010. Mesmo agora, véspera dos pleitos municipais, as coisas não estão bem paradas para os preferidos de jornalões e revistões. Será que o jornalismo brasileiro dos dias de hoje faz apostas erradas? Defende o indefensável?

Na semana passada publiquei os números da verba publicitária governista distribuída entre as empresas midiáticas. Mais de 50 milhões para a Globo. Para nós, pouco mais de 100 mil reais. E sempre há quem apareça para nos definir como “chapa-branca”… E a Editora Abril, então? Na compra de livros didáticos, fica com a parte do leão em um negócio imponente que em 2012 já lhe assegurou a entrada de 300 milhões. Pode-se imaginar o que seus livros ensinam. Enquanto isso, a Petrobras acaba de cancelar um contrato de 11 milhões que estava para ser fechado com a casa do Murdoch brasileiro. Vem a calhar, a confirmar-lhe tradições e intentos, a última capa da sua querida Veja, ponta de lança na estratégia da guerra contra Lula.

A revista de Policarpo Jr., parceiro de Carlinhos Cachoeira em algumas empreitadas, produz esta semana mais uma obra-prima de antijornalismo. Formula acusações gravíssimas contra Lula sem esclarecer quem as faz (Marcos Valério ou seus pretensos apaniguados?), mas nome algum é citado, e o advogado do publicitário mineiro desmente a publicação murdoquiana. Ricardo Noblat (porta-voz de Veja?) informa no seu blog que a Abril vai divulgar o áudio de uma entrevista com Valério, e horas depois comunica que Policarpo Jr. convenceu a direção da Abril a deixar para lá, ao menos por ora.

Quanta ponderação, por parte de Policarpo… Suas relações com Cachoeira CartaCapital provou com documentos tão irrefutáveis quanto inúteis: a CPI não vai convocá-lo para depor, como seria digno de um país democrático, porque o solerte presidente-executivo abriliano foi ter com o vice-presidente da República para lembrá-lo de que se Veja for julgada, todos os demais da mídia nativa entram na dança.

Este específico enredo prova as dificuldades de governar o país da casa-grande e da senzala. É preciso recorrer a alianças que funcionam como a bola de ferro atada aos pés do convicto e padecer como vice o representante de um partido pronto a ceder diante das pressões da Abril. E da Globo, como CartaCapital relatou ao longo da cobertura da CPI do Cachoeira. Resta o fato: a mídia nativa é bem menos poderosa do que os graúdos supõem, inclusive os do próprio governo.

Uma exceção talvez seja São Paulo, com sua capital dos shoppings milionários, da maior frota de helicópteros do mundo depois de Nova York, de favelas monstruosas a rodear os bairros endinheirados, de mil homicídios anuais (5 mil no estado). Refiro-me à cidade e ao estado mais reacionários do Brasil. Aqui tudo pode acontecer. De todo modo, os senhores, de um lado e do outro, caem na mesma esparrela dos jornalistas que os apoiam ou os denigrem. Os jornalistas e seus patrões, na certeza da ignorância da plateia, acabaram por assumir o nível mental que atribuem a seus leitores, ouvintes e assistentes. Os graúdos apoiados agarram-se em fio desencapado, os ofendidos temem um poder em vias de extinção. E não percebem que a tentativa de demonizar Lula consegue é endeusá-lo.

*Mino Carta, jornalista, Diretor da Revista Carta Capital

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A guerra da Veja contra o retorno de Lula


Do ponto de vista político, a pauta da Veja, já devidamente abraçada pela oposição ao governo federal, parece ter um objetivo claramente definido. No momento em que Lula começa a voltar aos palanques, nas campanhas das eleições municipais, e em que o STF começará a julgar os réus do chamado “núcleo político do mensalão”, a tentativa é de colar uma coisa na outra. Colunistas políticos repercutiram amplamente supostas declarações de Marcos Valério. "Nada impede que uma denúncia seja feita contra Lula mais adiante", sugeriu Merval Pereira, de O Globo.  

Marco Aurélio Weissheimer

A revista Veja publicou neste final de semana mais uma de suas bombásticas “denúncias” contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Marcos Valério envolve Lula no mensalão”, diz a publicação. Quase que imediatamente, os colunistas políticos de sempre passaram a reproduzir a “informação” da revista. Cristiana Lôbo tuitou sábado à tarde: “Está instalada a polêmica sobre entrevista de Marcos Valério à Veja. Diz que Lula sabia e que PT deu garantias de punição branda por silêncio”. Detalhe: não havia nenhuma “entrevista de Marcos Valério” na revista. E a própria Veja dizia isso: a reportagem foi “feita com base em revelações de parentes, amigos e associados”.

O jornalista Ricardo Noblat foi outro que passou a tarde de sábado repercutindo a “denúncia” da revista. Ainda no sábado veio o desmentido do advogado de Valério: “O Marcos Valério não dá entrevistas desde 2005 e confirmou para mim hoje que não deu entrevista para a Veja e também não confirma o conteúdo da matéria”, disse Marcelo Leonardo. Noblat não seu deu por vencido e, pelo twitter, reclamou dos termos do desmentido: “O advogado de Valério diz que seu cliente não confirma as informações publicadas pela Veja. Por que não disse que Valério as desmente?”. Entusiasmado, o imortal Merval Pereira (O Globo) afirmou em um artigo intitulado “Valério acusa Lula”: “os estragos políticos são devastadores, e nada impede que uma denúncia seja feita contra Lula mais adiante”. Merval não mencionou o desmentido oficial do advogado de Valério.

A tese do “domínio final do fato”

A Folha de S.Paulo correu para dar voz a José Serra que classificou as “denúncias” como graves e defendeu a abertura de investigações. Merval Pereira, fazendo às vezes de jurista, manifestou esperança na tese do “domínio final do fato”, que levou o Procurador- geral Roberto Gurgel a acusar José Dirceu como “o chefe da quadrilha do mensalão”. O jornalista de O Globo escreveu: “Alguns ministros do Supremo deixaram escapar, no início do julgamento, que pela tese do domínio final do fato, se a cadeia de comando não terminasse no ex-ministro José Dirceu, teria forçosamente que subir um patamar e atingir o ex-presidente Lula”.

Já o colunista político Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo preferiu explorar as possíveis consequências políticas da matéria nas eleições municipais deste ano. Ele escreveu sábado em seu blog: “Do ponto de vista jurídico, o efeito pode ser nulo. O processo do mensalão está em fase de julgamento e não serão mais acrescentadas provas. Do ponto de vista político, a reportagem da revista Veja desta semana pode ter grande impacto na reta final das eleições municipais, sobretudo nas grandes cidades nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse direto, junto com o PT, em garantir vitórias para alavancar a sigla em 2014”.

Merval: “nada impede uma nova denúncia”

Mais uma vez, o circuito da “informação” funcionou e o assunto ganhou ampla repercussão pelos “formadores de opinião” de plantão. O funcionamento desse circuito é um tanto peculiar. Denúncias com base factual muito forte, como aquelas relacionadas às ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com a revista Veja, são solenemente ignoradas. Qualquer denúncia publicada pela revista Carta Capital recebe o mesmo tratamento silencioso. Mas qualquer denúncia da Veja é rapidamente repercutida. Os jornalistas citados acima sequer se dão ao trabalho de dar alguma justificativa para esse comportamento seletivo. Ele parece estar inserido, para usar a tese cara a Merval Pereira no “domínio final dos fatos”. Mas essas observações, é claro, são carregadas de uma certa ingenuidade. Não há razões para supresas nem espantos quanto ao funcionamento desse mecanismo de repercussões.

O artigo de Merval Pereira não deixa nenhuma dúvida sobre o que seria esse “domínio final dos fatos”, ou melhor, quem seria: Luiz Inácio Lula da Silva. O site Brasil 247 afirmou, na tarde de domingo, em texto intitulado “Globo antecipa próxima etapa do golpe contra Lula”: “No seu artigo deste domingo, Merval Pereira toma como verdade a “entrevista” de Veja com Marcos Valério, já negada pelo publicitário, e avisa: ‘Nada impede que uma nova denúncia seja feita mais adiante’. Ou seja: com alguns companheiros condenados e outros presos, Lula terá uma espada no pescoço”. Em outra matéria (“Civita deflagra operação para colocar Lula na cadeia”), o Brasil 247 sustentou que o objetivo da Veja é transformar Lula em réu no STF e impedir que ele volte à concorrer à Presidência da República.

Cristiana Lôbo pede explicações a Noblat

No início da noite de domingo, Cristiana Lôbo pediu a Ricardo Noblat, mais uma vez pelo twitter, para que ele explicasse em que pé estava o assunto: “Passei o fim de semana em Goiânia e não entendo mais a polêmica sobre a não entrevista de M. Valério. Você pode me explicar @BlogdoNoblat ?” E Noblat explicou do seguinte modo (em três tuitadas sucessivas), introduzindo uma novidade, a existência de uma suposta gravação com Marcos Valério: “Veja entrevistou Valério. O advogado dele foi contra. Combinou-se de apresentar a entrevista como conversas de Valério com outras pessoas. E assim saiu a matéria. Ocorre que o advogado de Valério desmentiu que ele tivesse dito o que a Veja publicou. Aí ficou parecendo que a Veja teria inventado coisas e atribuído a Valério. Por isso a direção da revista decide se divulga a fita”.

Do ponto de vista político, a pauta da Veja, já devidamente abraçada pela oposição ao governo Dilma, parece ter um objetivo muito claramente definido. No momento em que Lula começa a voltar aos palanques, nas campanhas das eleições municipais, e em que o STF começará a julgar os réus do chamado “núcleo político do mensalão”, a tentativa é de colar uma coisa na outra. No final da noite de domingo, o Brasil 247 publicou a seguinte síntese sobre o caso, deixando um conselho para o ex-presidente Lula: “No momento em que retorna aos palanques, Lula é alvo de uma tentativa de golpe preventivo. O recado que os opositores transmitem é: “se voltar levará chumbo”. Diante do ataque organizado, o ex-presidente só tem uma alternativa, que é lutar para não ser devorado pelos adversários”.

Fotos: Instituto Lula

sábado, 11 de agosto de 2012

Crie vergonha nessa cara, Noblat


Francamente, Noblat, depois de ter assistido à aula de jornalismo que lhe ministrou Janio de Freitas no Roda Viva [aqui], você poderia ao menos ter pudor e não divulgar em seu blog peça de caradurismo como o comentário em que defende a cobertura escandalosa que seus patrões – os filhos sem nome de alguém andava de braço dado com a ditadura – fazem do mensalão.

Mas como falar em pudor a alguém que compara a cobertura apoteótica e engajada de um só dos mensalões – que está por provar-se – com a cobertura constrangida, forçada e infinitamente inferior que a Globo fez de casos de corrupção envolvendo partidos de oposição?

Você defende que a cobertura do julgamento do mensalão “petista” ocupe 10, 15 minutos do Jornal Nacional todo dia durante semanas em tom condenatório, com espaço infinitamente inferior à defesa e dando veredicto contra todos os acusados sem diferenciação ou gradação de culpabilidade, sob o seguinte argumento:

“Saber o que foi o mensalão, saber como funcionava, saber quem participou dele, acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal, tudo isso ajudará, certamente, para que o caso não se repita. Ou para dificultar a repetição do caso”

Até poderia ser verdade se escândalos envolvendo todos os partidos fossem tratados da mesma forma. Como a Globo – e o resto da mídia partidarizada – não cobre casos análogos ao mensalão “petista” (como o mensalão “tucano”), a cobertura desse julgamento não “ajudará para que o caso não se repita” coisa nenhuma.

Aliás, essa prática de tratar diferentemente casos de corrupção iguais estimula a que os políticos corruptos tomem o cuidado de manter boas relações com a mídia e servir aos seus interesses para serem protegidos por ela quando forem flagrados. Ou seja: a mídia estimula a corrupção com essa cobertura partidarizada.

E quem diz que a Globo não dá bola a mensalões de partidos adversários do PT não sou (só) eu ou “os petistas”, Noblat.

Só para ficar em dois exemplos insuspeitos, quem diz é o jornalista Janio de Freitas, colunista da Folha de São Paulo e membro de seu Conselho Editorial, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que gente como você diz ser voto certo pela condenação de todos os acusados do mensalão “petista”.

Em seu comentário, Noblat, você compara a cobertura do mensalão “petista” às coberturas do mensalão “do DEM” e das estripulias do governador tucano Marconi Perillo na Cachoeira goiana de corrupção. Compara, assim, o incomparável.

No caso do DEM, apesar de a cobertura da mídia tucana ter sido infinitamente menor e restrita ao estouro do escândalo – tendo sido abandonada e nunca mais retomada –, naquele caso havia, “apenas”, um vídeo mostrando o governador José Roberto Arruda recebendo um maço de dinheiro.

Como a mídia poderia ignorar uma bomba dessas? Teve que noticiar, ora. Arruda não foi preso por conta do noticiário, mas por conta de prova incontestável que a mídia divulgou a reboque dos fatos.

Já no caso de Perillo, é piada. Quando foi que se viu acusação formal e decretação de culpa de Perillo no Jornal Nacional, por exemplo? Foram sempre relatos sóbrios, rápidos, esparsos, episódicos e totalmente imparciais. E ninguém precisa acreditar em mim. Basta ir ao site do Jornal Nacional e fazer a comparação.

Aliás, nem precisa ter tal trabalho. Basta ler seu comentário para ver a diferença de tratamento que você e seus patrões dão a petistas e tucanos. Enquanto você defendeu Perillo, quando estourou o escândalo, acusa o PT inteiro de ter engendrado o mensalão. Alguma vez você acusou o PSDB inteiro de ter engendrado o mensalão “tucano”, por acaso?

E talvez ainda pior seja ter comparado o noticiário político nacional com a cobertura do golpe que derrubou o presidente do Paraguai Fernando Lugo. Em primeiro lugar, a mídia não tomou partido – aliás, chegou a defender o golpe. Em segundo lugar, ninguém está reclamando de o julgamento do mensalão ser coberto pela empresa em que você trabalha, mas da dimensão e do viés parcial da cobertura.

Alguns dirão que estou gastando vela com mau defunto. Não acho. Você desafia os “petistas” a lhe darem uma resposta. Eu não sou petista – apesar de ser simpatizante do PT –, mas aqui vai o que você pediu. Dei-me ao trabalho de responder para que as pessoas saibam que você pede resposta e não tem coragem de encará-la.

*


terça-feira, 17 de abril de 2012

CPI do Cachoeiroduto: análise de Santayana desintegra a de Noblat

Artigo de Noblat camufla nas entrelinhas sérias ameaças a Dilma: como "conselheiro e amigo" do governo, o colunista aconselha a presidenta a intervir na base para recuar desta ideia de instalar CPI do Cachoeira

A imprensa colocou em prática a operação abafa do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Veja, a estratégia, compartilhada por jornalões, jornalistas renomados e pela Globo é afirmar que a criação da CPI que investiga os malfeitos cometidos em associação ao contraventor Carlinhos Cachoeira só existe para encobrir o mensalão e eximir de culpa seus envolvidos em julgamento no STF.

Cada coisa a seu tempo e com seu juízo e valor.

O esforço mais impressionante de fazer a opinião pública crer nesta tese partiu de Ricardo Noblat,  colunista de O Globo, titular de um dos blogs institucionais mais lidos do jornal carioca.

A maneira como se atreve a entrar na linha tênue entre aquilo que é real e ficção pode criar ciumeiras com seu colega imortal, Merval Pereira.

Noblat brinda a seus leitores com uma frase de Romero Jucá, senador do PMDB de Roraima e ex-líder do governo no senado, para persuadir opinião pública e Dilma de que esta ideia de CPI é prejudicial ao governo e ao país.  Segundo o senador Jucá, uma investigação no Congresso sobre o envolvimento de políticos da oposição, maioria, da situação, alguns, e profissionais da grande imprensa, principalmente da Veja, perturbaria o governo e aliados.

Às suas palavras, aceitas e defendidas por Noblat: "acho que era preciso aguardar um pouco. Acho uma temeridade abrir uma metralhadora giratória agora que vai perturbar tudo. Há um ambiente de preocupação. Quem tem experiência de CPI sabe que pode ser um instrumento de perturbação para o governo.”


O blogueiro de O Globo nunca cansou de girar sua metralhadora contra o governo e Jucá, baseadas em  informações de "assessores próximos" ou "pessoas ligadas ao senador" entre outros sujeitos indeterminados para corroborar teses que não se confirmaram, com o único objetivo de criar boatos e gerar ruídos na relação do governo e sua base parlamentar.

Noblat nunca se preocupou em fazer análises do que poderia ser bom ou não para o governo, não neste papel que arroga para si neste momento, o de conselheiro político em nome do bem de Dilma e de sua administração.

Tamanha dedicação e amizade políticas não se encaixam na figura de um dos maiores plantadores de crises do Planalto, um crítico contundente de todas ações públicas que foram desenvolvidas desde que Lula assumiu o comando do país em 2003.

Percebendo que a situação agora desanda e que a CPI pode representar a possibilidade de uma depuração dos modos políticos e de alguns personagens deste meio e da imprensa, Noblat desanca críticas pesadas contra Dilma em seu artigo.

Para ele Dilma não manda no governo, Lula seria o seu mentor, a quem serve agora para proporcionar uma vingança do ex-presidente e de Dirceu contra aqueles que os acusaram em 2005.

O problema, segundo o colunista de O Globo, foi a cura da laringe de Lula, decerto aguardava que o ex-presidente não se recuperasse mais.

A cura de Lula pode ter criado o ânimo para executar sua vendeta, o que para Noblat pode causar grande rebuliço e desestabilização do governo, segundo o jornalista "o Congresso estava relativamente em paz – salvo uma marolinha ou outra, o que é natural".


Oras, quem acompanha o noticiário nacional já deve ter lido dezenas de artigos deste sujeito condenando o modo operante da base aliada e a constante eclosão de crises no Congresso, que até hoje eram, por suas análises, graves e comprometiam seriamente a continuidade deste governo e o sucesso dos partidos aliados nas eleições de outubro. Quanta desfaçatez...


Resumindo a ópera, Noblat acha uma temeridade que Dilma chancele esta iniciativa ou não entre no circuito para brecar seus apoiadores no congresso sobre esta CPI para investigar o cachoeiroduto e seus associados, que teria sido arquitetada "há duas semanas em São Paulo com José Dirceu, Lula (...) que nasceu a ideia de se criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as bandidagens cometidas pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e quem mais tenha se relacionado com eles."


Noblat concorda que houve bandidagem na relação de um contraventor com um senador importante da oposição, amigo da imprensa conservadora brasileira e aclamado por estes como um legítimo "menestrel da ética".

Mas então por que não investigar, nobre jornalista?

As bandidagens originadas por estas relações escusas não seriam motivos mais do que suficientes para merecer a atenção dos parlamentares, da imprensa e da sociedade em uma comissão parlamentar?

Não há aí uma contradição, fruto do desespero de quem age em nome de interesses que, por ora, se mostram vulneráveis e ameaçados pelo poder de fogo de uma CPI?

Noblat defendeu, a exceção da CPI da Privataria e esta agora, que todas as outras investigações solicitadas pela oposição contra o governo fossem instaladas e chegassem a raiz dos desvios para apontar culpados e defenestrá-los de suas posições?

Por que este recuo agora?

São muitas questões, mas uma certeza sólida: não é por admiração ao governo Dilma e a tudo que representa que Noblat se deu ao trabalho de escrever um artigo tão torto, em seu blog em O Globo, para defender que a presidenta intervenha politicamente para abafar a CPI que o Congresso criou e seguir governando em paz, como na certeza de suas palavras que "Dilma está empenhada em abortar a CPI de Lula. Com delicadeza."

Noblat age, desta forma, como preposto das forças conservadoras que, ameaçadas, rangem os dentes e ladram ameaças camufladas nas entrelinhas, ou muito claramente: se vier com CPI vamos desestabilizar o governo de vocês.

Santayana, colunista do JB, talvez tenha tocado no ponto que desagrada a Noblat e a grande imprensa neste enredo de incertezas, ilações e envolvimentos suspeitos: "Se há órgãos de imprensa mancomunados com o corruptor goiano, que sejam conhecidos. Nesse caso, mais do que o rigor da lei, se a lei lhes puder ser aplicada, pesará o juízo da opinião pública. À imprensa cabe, nas democracias, a desagradável tarefa de fiscalizar as instituições políticas, a serviço da cidadania. Será muito grave se se descobrir que esse ou aquele jornalista tenha agido como o Senador Demóstenes Torres parece ter atuado: em público, ao posar Catão usticense; nas sombras, recebendo ordens, como obediente assalariado do contraventor goiano."

Apesar da ostentação dos milhares de leitores diários que Noblat usa para conferir-se importante, fico com a análise criteriosa e, principalmente, coerente de Santayana

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Agora é a vez de Noblat se cagar de medo da CPI de Cachoeira


Um dia após Merval Pereira escrever um artigo se cagando de medo da CPI de Cachoeira, agora é a vez de Ricardo Noblat. Segundo Noblat, já há petistas chamando a CPI do Cachoeira de CPI da Veja. Diz mais: que a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, que deve ser instalada no Congresso, pode servir como uma oportunidade para que o PT tente juntar o envolvimento do bicheiro com a maior revista do País.

Chama a atenção no texto a parte que Noblat diz: quem sabe ela não decepa a cabeça de políticos da oposição? Quem sabe ela não causa embaraços para o governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, Estado onde Cachoeira explora jogos proibidos? Lula detesta Perillo, que o alertou sobre o mensalão.

Não Ricardo Noblat, Lula não detesta Marconi Perillo. Lula, ao contrário, dá graças a Deus por Marconi Perillo existir. Perillo alertou sobre o mensalão porque o esquema teve origem em Goiás, estado governado por Cachoeira. Não é demasiado dizer que a Polícia Federal Republicana descobriu que Cachoeira, em conluio com Policarpo Quaresma, da Veja, produziu dois vídeos com objetivo de derrubar o governo Lula. Um, com Valdomiro Diniz. O outro, com Cláudio Marinho. Por isso Marconi Perillo estava tão por dentro sobre o mensalão. Perillo, mais de que ninguém, sabe que essa história do mensalão foi criada pela gangue que governa Goiás. Lula não tem motivo para detestar Marconi Perillo, pois Marconi é a prova viva que o mensalão foi uma invenção do PiG-DEM-PSDB-PPS e afins.

Chama também a atenção no texto a passagem que diz: Uma CPI que atinja, de preferência, políticos da oposição fortalecerá o sentimento do distinto público de que político é tudo igual. Bom para o PT, que no passado se empenhou em parecer diferente dos outros partidos.

Mais uma vez Noblat está equivocado. O PT não precisa provar que é um partido diferente dos demais, em particular do DEM e do PSDB. Recentemente foi publicado aqui um documento do TSE mostrando que o DEMocratas e o PSDB são os partidos que tiveram, no ano 2000, mais políticos cassados. O DEM teve 69 (número bem sugestivo) e o PSDB 58 políticos cassados. Enquanto o PT só teve 10. Nada mais que isso.

A bem da verdade, assim como Merval, Noblat se caga de medo só de pensar que a CPI irá atingir as Organizações Globo, grupo empregador de Ricardo Noblat. A propósito, o jornal O Globo traz uma matéria hoje informando aos seus leitores idiotas que a CPI de Cachoeira vai ser criada para abafar o mensalão. A CPI de Cachoeira não vai ser criada para abafar o mensalão, a CPI vai ser criada para mostrar as roubalheiras do DEM e do PSDB bem como para mostrar a relação espúria entre o PiG, o DEM, o PSDB e a contravenção.

Por Gilvan Freitas

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ricardo Noblat chama o povo de bobo

Povo chamado de bobo na Globo. O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo.

Através do colunista Ricardo Noblat, o povo foi chamado de bobo no jornal das Organizações Globo. 


A única coisa que surpreende é a sinceridade explícita. O povo entende que é isso o que a Globo pensa.  

Há anos, o povo grita nas ruas, quando vê um carro da emissora cobrindo manifestações populares:  

"O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo"


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um Atlas urgente para os jornalistas do PIG não escrevem asneiras


Colunistas do PIG (*), sem ter o que criticar, criticaram a viagem da Presidenta Dilma à Bulgária, chamando de viagem "sentimental", como se fosse a turismo visitar parentes, sem função de estado.

Nada mais ridículo. Só o fato da Bulgária ser um país com voto na ONU, na OMC, na União Européia, e em vários outros fóruns multilaterais, já justifica esforços diplomáticos do Brasil em estreitar laços.

Ambos os países podem estreitar sua atuação nestes fóruns, defendendo os interesses comuns, contra pressões dos países mais ricos.

Além disso, os "jornalistas" argumentam que as relações comerciais com Bulgária são pequenas, para nossa Presidenta dizer querer expandir nossa presença!

Ué, os "jornalistas" queriam o quê? Que a presidenta quisesse expandir em mercados saturados?

Qualquer vendedor sabe que um bom caminho para expandir suas vendas é procurar novos mercados ainda pouco desbravados. Para o Brasil, é o caso de países do leste Europeu, como a Bulgária.

Também é infeliz dizer que o país é "atrasado". Tem alto IDH, quase 100% de alfabetização, sofreu crises, mas teve períodos de crescimento econômico vigoroso nos últimos anos. O FMI prevê um crescimento de 3% este ano, o que é muito para a realidade da Europa. 

Junto com a Presidenta, viajaram uma comitiva de empresários, e durante a vista ocorreu o Fórum Empresarial Brasil-Bulgária, para desenvolver oportunidades econômicas para ambos os países. Acordos de cooperação técnicos e comerciais foram assinados.

Por fim, seria bom os jornalões e TV obrigarem seus "jornalistas" a consultarem um atlas, antes de escrever asneiras.

Além dos números da economia já citados, caso se dessem ao trabalho de olhar o mapa da Europa, veriam que a Bulgária está ao lado da Turquia. Nada mais natural do que o Itamaraty marcar a visita aos dois países, nesta mesma viagem em missão diplomática e comercial, uma vez que ela acontece 9 meses depois do primeiro-ministro da Bulgária convidar Dilma a visitar o país, durante a posse da Presidenta.

Uma vez na Bulgária, nada mais natural do que visitar a cidade natal de seu pai, onde a própria população se orgulha de Dilma ser descendente. A "viagem sentimental" também estreita relações humanas, culturais, leva a mensagem brasileira de tolerância, e tudo isso também cria sinergia entre os países.

Se Barack Obama viajasse ao Quênia e fizesse uma breve visita a cidade natal de seu pai, será que os tolos do PIG estariam criticando?

(*) Partido da Imprensa Golpista

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sem comentários

Eles torcem no PiG para Dilma estar com câncer


Ultimamente, vinha questionando se minhas convicções políticas e ideológicas me haviam colocado do lado certo. Na tarde de domingo, porém, a dúvida se dissipou. Pude ter certeza de que, no Brasil de hoje, aqueles que se opõem a esse ideário que acalento não são dignos de serem considerados seres humanos.

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Pouco após os portais de internet noticiarem que a presidenta Dilma Rousseff foi parar no hospital devido a “pneumonia leve”, dois blogueiros da mídia ligada ao PSDB e ao DEM replicaram a notícia. Os comentários de seus leitores revelam sentimentos indignos da espécie humana.

Os blogueiros, no caso, trabalham para O Globo e para a Veja. São Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo. E, ainda que as palavras odiosas tenham partido das patas de seus leitores, a iniciativa de publicarem esses comentários revela que foram tomados pelos mesmos sentimentos vis.


Não conseguiria descrever ou adjetivar adequadamente o ódio dessas bestas-feras. Eu e os que freqüentam este blog pertencemos àquela parcela (majoritária?) da humanidade incapaz de odiar como odeiam esses arremedos de homens e mulheres.


Semana passada, quando Noblat publicou um post aflito dando conta de que seu netinho recém-nascido fora internado na UTI por complicações no parto ou que trouxe do ventre materno, publiquei um post oferecendo conforto e vocês, leitores, acompanharam-me no gesto de solidariedade humana.


Para pessoas como eu e a grande maioria dos que freqüentam este blog, a política não é uma guerra e respeito ao semelhante tem que ser maior do que qualquer divergência. Apesar de me sentir um pouco ingênuo por ter sentimentos decentes em relação a seres como Noblat e Azevedo, não me arrependo.


Poderia encerrar este texto por aqui, mas só mirando a besta poder-se-á combatê-la de forma a impedir que volte ao poder no Brasil. Por conta disso, reproduzo, abaixo, a torcida asquerosa dos leitores de Noblat e Azevedo para que Dilma esteja sofrendo de algum mal pior do que o anunciado.


Observação: os textos foram propositalmente reproduzidos sem edição ou correção do português.


BLOG DO NOBLAT


Eunãosabia

Eu vi num documentário certa vez, que na antiga URSS, hoje Rússia, eles têm umas minas de sal abandonadas, são minas profundas, paredes de sal puro, ocorre que essas minas hoje são utilizadas naquela país como forma de tratamento de doenças bronco pulmonares, são uma espécie de hospital nas profundezas da terra, são altamente eficazes contra essas doenças, o doente fica alojado no local, apenas isso, passa um tempo morando numa mina de sal até que esteja curado. Bem, sabemos que Dilma e seu pessoal lutaram para implantar no Brasil um regime igualzinho ao antigo regime soviético … daí que… bem… fica a sugestão… dois ou três meses numa dessas minas de sal…o que importa é a presidente ficar bem logo.



EBezerra

É pneumonia mesmo ou o cancer que retornou? Resta esperar para ver se ela vai aparecer com ou sem peruca.



pedroradamanto

O Brasil deve ser o único lugar do mundo em que chefe de estado se candidata mesmo sabendo ter um câncer; ou onde um vice-presidente passa grande parte de seu mandato internado por causa dessa doença, sem a dignidade de renunciar ao cargo. Paíseco. Paraíso do Sarney e de pelegos.



melãobravo

A Presidente anda com a imunidade (alô, ex-presidente, Zébedeu, não confundir com humanidade) baixa, fato provocado por quimioterapias.



Edimar Rocha

Agora vai!



Lilyane

Quem aqui ja’ teve INICIO de pneumonia?? Eu ja’ tive. E NAO fiquei internada.



Microporo

A presidente não se vacinou contra a gripe outro dia? Por alguma razão a vacina não conferiu imunidade.




BLOG DE REINALDO AZEVEDO


Aparecido f.

Serás que o conselho de medicina não vai chamar as favas esse medico….de politicos ??? Pneumonia leve só se o cliente engoliu um kilo de isopor… não existe essa classificação de pneumonia…é como dizer que uma mulher está com uma leve gravidez….não sou médico. mas tenho certeza que nunca ouvi isto…que o paciente está com um leve cancer…um leve infarto, um leve AVC, uma leve diarréia….uma leve fratura…tenha clareza, Sr. médico, senão o senhor vai ficar desmoralizado como os médicos que atenderam o Dr. Tancredo….



Mariah

Não sou da área médica, mas nem por isso sou completamente estúpida.

Não existe, na classificação universal de moléstias, pneumonia ‘leve’.

É pneumonia, ou não. Será que vamos suportar outra via crucis à la Tancredo? Pra tudo terminar num Sarney aggiornato? Não há país que mereça isso do destino, duas vezes em menos de um século.



zedoembau

Ta tudo ruindo- a farsa ta desmonorando.Preparem-se,brasileiros,a cobra vai fumar.Perderam o controle do pais e da economia,principalmente.Espero q depois desta,NUNCA MAIS COMUNISTAS!!!O “povao” q eles tanto defenderam( usaram) vai ser o primeiro a se rebelar,o q ja esta acontecendo!!Vamos la povao,voces tem a forca! Abaixo, PT, Dilma, Lula, senado, camara e outras anomalias.Vamos fazer como os nossos irmaos no oriente medio,cansados desta pornografia.



chorei antes de nascer

Observando o Temer e o PT, o PT e o Temer , dá para saber a doença e a gravidade da doença da Dilma!



Jebanielwolff

É, parece que o gato subiu no telhado.



Dante

Tio Rei, é verdade que existe um movimento no Planalto para transformar o Vice numa simples vaquinha de presépio?… Querem, de novo, tentar rasgar a constituição – com a conivência do PMDB – e, sob as barbas da Grande Imprensa?…Verdade? …Éca!!!



Breno Assunção

Se for para impedir que o Michel Temer assuma a Presidencia em caso de problemas coma Presidente, serei a favor da emenda dos Petralhas de nova eleição em noventa dias.

Mas é repetir a eleição de sucessor do Apedeuta Luiz da Silva e com o Apadeuta fora do pareo.



Xiiiiiii….

Xiiiiiiii…



Panqueca

Será que a martaxa estava se referindo a ella, quando falou naquelles que escondem doença?



José Geraldo Coelho

Metástase



OhMyGod! – o verdadeiro!

Caríssimo. Tecnicamente falando, “pneumonia leve” não existe. Existe pneumonia de pequenas proporções, broncopneumonia, bronquite, bronquilite e pneumonite. Outra possibilidade que pode provocar dispnéia seriam metástases pulmonares, mas aí existiriam outros sintomas, que poderiam estar sendo medicadas, o que por sua vez poderiam induzir uma certa confusão mental (?). Vou verificar no google quando é o dia do soldado, e volto.



Curumim

É pneumonia ou é o câncer se manifestando? 


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Aécio Neves estava 'visivelmente bêbado'. Destrinchando 'grande imprensa', assessoria de Aécio e nota do Detran

Desde a madrugada em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi apanhado numa blitz da Lei Seca no Rio a assessoria do senador, a mídia golpista e até o Detran do Rio não fazem outra coisa a não ser tentar tapar o sol com a peneira.

Primeiro foi o R7, portal de notícias da Rede Record, que publicou a notícia informando que o senador estava "visivelmente embriagado" e, em seguida, retirou a informação do texto.

Depois veio a assessoria de Aécio Neves que informou que o senador não fez o teste do bafômetro porque "uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo, o mesmo não foi realizado".

A nota é capciosa. Diz que o teste não foi realizado, mas não informa se não foi realizado porque não foi solicitado (o que contradiz o objetivo da Lei Seca) ou porque o senador se recusou a fazê-lo.

Além do mais, a desculpa da carteira de habilitação vencida não funciona. Esta é uma infração. Mas a blitz da Lei Seca tem o objetivo de flagrar motoristas que estejam dirigindo com teor alcoólico no sangue acima do permitido.

Portanto, a desculpa de que Aécio não iria mais dirigir o carro é falsa. A blitz não é para o futuro, mas para o momento do flagrante. Se ele não fez o teste é porque se recusou - esta é a única maneira de não passar pelo teste. E por que se recusaria, se estivesse sóbrio?

A "grande imprensa" se deu por satisfeita com a explicação. Mas a blogosfera não. Ontem, publiquei aqui um print screen do Detran mostrando que Aécio foi autuado por dirigir embriagado ou drogado. O repórter Lucas Figueiredo já havia feito a denúncia na tarde anterior em seu blog.

Aí foi a vez do Detran-RJ lançar uma nota no Noblat, claramente em resposta à denúncia da blogosfera.

O DETRAN/RJ informa que as ações da Operação Lei Seca seguem o mesmo padrão em todas as abordagens que realiza: sempre que, por qualquer razão, o exame não é realizado, o agente descreve em seu palm top o auto baseado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que tem uma definição padrão no sistema de dados do Denatran.
Por ser uma definição padrão, a sua utilização não significa, por si só, que o condutor tenha incorrido em alguma das infrações citadas.

No episódio que envolveu o Senador Aécio Neves, em função da repercussão alcançada, informamos que ele foi liberado seguindo procedimento padrão da Operação Lei Seca.

É querer nos fazer de idiotas. Quer dizer que toda vez que o teste não é realizado o sujeito é autuado no artigo 165? Por que Aécio não foi autuado no artigo 504-50 (Dirigir veículo com validade da CNH ou PPD vencida há mais de 30 dias)?

A verdade é que Aécio Neves fugiu do bafômetro, estava "visivelmente embriagado" como publicado na primeira nota do R7, que foi reproduzida num blog no mesmo dia e de onde fiz esta imagem:


Em destaque o "visivelmente embriagado", antes do R7 retirá-lo do texto.

Quem melhor resumiu esse episódio mais uma vez não foi a "grande imprensa" (que é antes de mais nada serrista e depois tucana), foi o blog do jornalista Carlos Motta:

No dia 5, o senador Aécio Neves, novo líder da oposição brasileira fez seu primeiro discurso no plenário. Um discurso saudado pelos seus correligionários como indicativo dos rumos desses bravos brasileiros que acham que o país tem de voltar ao tempo em que se dividia entre a Casa Grande e a Senzala.
Em certo trecho, o senador disse o seguinte (o grifo é meu):
"Acredito que devemos organizar o exercício da oposição em torno de três valores.
São eles: coragem, responsabilidade e ética.
Coragem.
Para resistir à tentação da demagogia e do oportunismo.
Responsabilidade.
Não podemos cobrar do governo responsabilidade se não a tivermos para oferecer ao país.
E Ética.
Não só a ética que move as denúncias.
Não só a ética que cobra a transparência e a verdade.
Mas uma ética mais ampla, íntima, capaz de orientar nossas posições, ações e compromissos, todos os dias."

Como se viu, a ética do senador Aécio Neves não resistiu a uma blitz policial.

Já a ética da "grande imprensa" continua a mesma. Por isso aumenta a cada dia o número de pessoas que se informam em blogs e redes sociais. Como você, que me lê.

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