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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

E agora, Marina Silva?


Após a derrota quase unânime no TSE, 6X1 contra a legenda Rede, de Marina Silva, por falta de assinaturas necessárias, os comentários dos analistas e jornalistas (PIG) e dos políticos de oposição deixam claro que nenhum deles quer de fato Marina Silva presidente do Brasil.

O que eles querem, na realidade, com Marina Silva na disputa, é  levar a eleição para o segundo turno, e dar chance ao PSDB de Aécio Neves voltar ao poder.  Foi assim em 2010,  usaram Marina Silva para a eleição ir para o 2º turno e com isso beneficiar o PSDB do Serra, que nem assim venceu a eleição contra a presidenta Dilma. Não interessa a eles  o plano de governo de Marina Silva, se é que ela tem, interessa apenas usá-la como instrumento para pulverizar os votos e forçar o 2º turno contra a presidenta Dilma. O espantoso é que Marina Silva sabe muito bem disso, ela não é nenhuma ingênua na política. Tem consciência que não será eleita presidente, mas se submete sempre a servir à oposição para que eles tenham chance em um eventual  2º turno.  Marina Silva vai  sofrer uma imensa pressão da mídia do (PIG) da oposição, do PSDB, nessas horas que restam para se filiar a outro partido. Se aceitar se filiar a qualquer partido de oposição, como  PPS, PEN, DEM, e fazer o serviço de levar a eleição ao segundo turno, vai  fazer como qualquer político sem respeito pelo seu eleitorado, sem idealismo, sem bandeira, sem respeito próprio. Será Marina Silva uma malévola sonhática financiada pelos banqueiros do Itaú- Unibanco?  Ou vai mostrar que é diferente, contra o velho modo de fazer política, e criar seu partido para disputar a eleição em 2018?

Vamos aguardar!

Jussara Seixas [Editora do Terra Brasilis, São Paulo]

sábado, 14 de setembro de 2013

A verdade sobre o "novo julgamento" dos réus do mensalão


Por Gilvan Freitas

O PiG e seus leitores estúpidos, hipócritas e idiotizados, com nítido propósito de enganar a sociedade, andam dizendo por aí que a admissão dos embargos infringentes levará os réus do mensalão a novo julgamento. É mentira! Em sendo admitido os embargos (e será), apenas 11 réus serão beneficiados, ou seja, os que foram condenados por quadrilha, como foi o caso de José Dirceu; e lavagem de dinheiro, como foi o caso de João Paulo Cunha. O crime de corrupção passiva - cometido por Dirceu - e peculato - cometido por João Paulo - não serão rejulgados. 

Com novo julgamento do crime de quadrilha, caso seja favorável aos réus (e será), apenas terão eles as penas reduzidas, nada mais que isso. O que incomoda o PiG é que, sendo o crime de quadrilha julgado improcedente, Dirceu, por exemplo, não vai ser mais tachado de quadrilheiro e não cumprirá a pena em regime fechado. É por isso que o PiG tenta jogar a a população contra o STF. Lamentável é que vejo pessoas inteligentes, por pura desonestidade intelectual, comprando essa ideia.

domingo, 16 de junho de 2013

PiG sente gostinho de 64

Os índices de desemprego que vêm caindo nos últimos anos, muito contribuíram para o aumento do número de usuários do transporte público. Principalmente nos centros urbanos, nos horários de pico. Mas em São Paulo, as frotas de ônibus não acompanham essa demanda há mais de quatro mandatos estaduais. Do metrô nem se fala. É simplesmente catastrófico. É nele que acontecem as falhas mais graves, que há muito são uma tragédia ambulante anunciada envolvendo milhares de usuários.

O último alívio concedido ao herói usuário do transporte público paulistano foi o Bilhete Único. Esqueçam o “imagine na Copa” e imaginem o que seria SEM este cartão?

A indústria automobilística alavanca uma enorme cadeia de produção, e o próprio PIB brasileiro. Ninguém quer ficar de pé numa lata por horas no caminho para casa/trabalho. Congestionamento por congestionamento, todos preferem ficar sentados dentro de sua cabine particular de quatro rodas.

Só que os espaços reservados para esses motoristas e suas cabines não crescem na mesma proporção em que cresce o número deles em circulação. É uma questão física. Qualquer pessoa razoável entende que é VITAL investir pesado em transporte coletivo nos grandes centros urbanos, em todo o planeta. Mas em Sampa, durante décadas de PSDB na veia, sempre privilegiaram o individualismo nos transportes. Investem zilhões em reformas de ruas, avenidas e rodovias como o rodoanel… Tudo contempla o automóvel, quase nada para metrô e ônibus.

Serra e Alckmin se alternam mas nada muda. Não sabem o que fazer com o povão. Não é da natureza dos tucanos olhar para a população como um todo. São elitistas desde o próprio DNA. Mantém uma polícia troglodita, descendente da polícia da ditadura, que grita por eles quando é preciso. Enfrentam o que lhes foge de controle ou o que lhes parece incompreensível, na base da porrada. Satisfazem assim, aquele eleitor mais careta, conservador, que não usa ou necessita de serviços públicos e que considera o povão intruso em sua cidade.

Recente pesquisa dá a vitória a Alckmin nas próximas eleições para governador. Pior: assim como em 2010, seria eleito em primeiro turno. Isso demonstra que suas atitudes fascistas, são aprovadas por aqui. Então, Alckmin, assim como Serra cagou, caga montes. Manda suas tropas ao ataque cada vez que alguém levanta a voz. Em São Paulo, é proibido reinvindicar coletivamente qualquer coisa. Vivemos num estado policial, governado por fantoches de uma elite endinheirada, encastelada em um universo estático.

O eleitor do interior do estado – que elege os mesmos tucanos há décadas – não dá a mínima para os paulistanos que sofrem no transporte público. Não dá a mínima para os professores da rede pública ou para vítimas de barbáries com as de Pinheirinho. Gosta de ver polícia batendo em “bandido”. É reality show de ação.

Essa foi a primeira vez que vi jornalista do PiG apanhar pra valer enquanto “trabalhava”. Além de mentir e distorcer os fatos para agradar o patrão, tá no contrato de trabalho do cara apanhar da PM? Afinal, os chefes dos jornais não são amigos dos chefes da polícia?

Oposição e seus jornalões estão se lixando para o MPL (Movimento Passe Livre). Estão, salivando, sentindo um gostinho de 64… Querem mais que o circo pegue fogo. Assim ganham matéria prima para distorcer, desfigurar o movimento e redirecionar a tensão para o inimigo principal: o Governo Federal.

Os protestos atuais contra o aumento das tarifas abrem espaço para individuos que se infiltram na massa e forjam atos de vandalismo e violência. Acabam por justificar (para a elite) a necessidade de reprimir com a “mesma violência” a todos, indiscriminadamente. O que assistimos hoje, é um esboço do que a direita e seu exército de mercenários podem estar planejando fazer em 2014. A Copa das Confederações, que começa hoje, é uma espécie de ensaio final para a Copa do Mundo. Mas não são apenas as seleções que ensaiam…

José Serra – que É o candidato da oposição para 2014 e que manda prender e soltar na Folha e nas TVs, será preservado de tudo o que acontecer. Então, pode apostar: durante os próximos 6 meses não ouviremos uma única vez seu nome no noticiário. Virá em abril de 2014 como o “pastor que trará paz ao rebanho”. Talvez traga no bolso aqueles 44 milhões de votos…

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PiG vai às delegacias e esquece a Virada

Sempre gostei das Viradas Culturais que acontecem em Sampa. Reconheço que foi uma boa idéia de Serra – ops, que Serra se apropriou seja lá de quem for, porque ele nunca foi um homem de “idéias”. Mas é realmente uma ótima oportunidade de ver o paulistano descontraído, despido de sua embalagem de carrancudo.

Não, não fico mais de 10 minutos assistindo a qualquer dos diversos shows. Prefiro mesmo passear pelas ruas. Principalmente nas do centro. Me encantam as diversas tribos se cruzando, se assistindo. A pluralidade cultural e estética das danças, ritmos, cores, luzes etc. Parece Carnaval. Mas, fato é, que não divide as pessoas pelo bolso como o Carnaval faz. A Virada é legal porque dá aquela embaralhada sócio-cultural no paulistano por 24 horas seguidas. É um caleidoscópio. E o centro da Virada só pode ser o centro de Sampa. É ali onde o evento pulsa mais intensamente.

No sábado, nas escadarias do Teatro Municipal, acontecia manifestação pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Um grupo de três meninas me cercou e uma delas, que não tinha mais de 12 anos, fez uma singela exposição sobre o tema, me panfletou e me deu uma bala: “Essa bala é o sinal de que você acaba de ser vacinado e vai ajudar a proteger todas as crianças do mundo”. Me deixou com os olhos marejados. Já me afastando fiz-lhe o sinal de que a guardei em meu coração.

A “Viradinha Cultural” – voltada ao público infantil – transformou o lindo Parque da Luz num enorme laboratório de fantasias infantis. Muita musica, contação de histórias, atividades  lúdicas, e muitas, mas muitas famílias inteiras se divertindo. E, claro, a “Viradinha” não durou a noite toda. Recomeçou pela manhã. Vi as crianças receberem fitas nos pulsos, identificando nomes e números dos telefones dos pais. E os pais não demonstravam aquela típica paranóia do paulistano sobre a segurança de seus filhos em lugares públicos.

O que mais me saltou aos olhos desde o início dessa edição da Virada, foi a preocupação com a limpeza. Nunca vi o centro de Sampa tão limpo em toda minha vida! Os garis faziam questão de limpar cada metro quadrado de calçadas e asfaltos. De repente, na Barão de Itapetininga um gari usando um aspirador gigante, que engolia facilmente uma lata de cerveja! Uma diferença gritante pra quem viveu a administração Kassab, não é mesmo? (Como se sabe, Kassab recebeu (e mereceu) o apelido de Prefeito Sujismundo – por ter reduzido as verbas e contratos com as empresas que cuidavam da limpeza da cidade.)

Passei o domingo quase inteiro passeando pelo roteiro da Virada Cultural (das 9h às 16h – quando voltei pra ver a final Santos x Corinthians). Vi muita PM e GCM. Até achei um exagero a quantidade deles em certos locais. Não vi nenhum sinal de violência, vandalismo, desorganização ou descontrole de ninguém. Um ou outro embriagado voltando pra casa, cheiro de maconha em muitos lugares, pessoas alegres, algumas mais agitadas. Mas tudo e todos em paz… Não vi nada do horror que o PiG “viu”.

Agora, pensa bem: é de se esperar que numa madrugada inteira, onde circularam pelas ruas do centro 4 milhões de pessoas bebendo, cantando e dançando, houvessem alguns incidentes, uma morte por overdose e, em se tratando de Sampa, até um latrocínio. Em todas as edições da Virada aconteceram fatos semelhantes ou até piores. Mas parece que em se tratando de prefeito petista os fatos são mais graves!

Todos que moram nesta cidade sabem que é uma das mais violentas do mundo há décadas. É óbvio, que assaltantes se aproveitam de eventos como este, para “lucrar à sua maneira”. De qualquer modo, na noite de sábado pra domingo, as delegacias de Sampa devem ter registrado dezenas de ocorrências, inclusive com mortes, FORA do perímetro da Virada Cultural. Mas para o Estadão, Folha, Globo e filhotes golpistas, grave mesmo foi a Virada de Haddad…

A responsabilidade maior da segurança desta cidade cabe ao comandante em chefe da PM, Geraldo Alckmin, eleito governador do estado por sua população. Desde seu mandato anterior, Alckmin já era refém do PCC e a imprensa escondia e maquiava os índices em sua gestão: seja na segurança, saúde, educação ou transporte público.

O que assusta mesmo é uma notícia como a de que a PM teria facilitado a ação de criminosos. Me recuso a acreditar que isso tenha algum fundamento. Porque se tiver mesmo, se pretendiam desmoralizar o primeiro evento de maior visibilidade da administração Haddad, mandando polícia e bandidos dançarem a mesma dança enquanto a população era assaltada, podemos esperar chumbo cada vez mais grosso vindo dos fascistas de plantão. Sempre, é claro, com total cooperação da “imprensa amiga”.

Pra usar uma expressão que já está se tornando lugar comum – embora a minha intenção não seja a de manifestar qualquer complexo de vira-latas: “Imaginem na Copa”. E se estes golpistas tiverem a ousadia de armar um ataque mais bélico que um assaltante comum para desmoralizar um evento muito maior que a Virada?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

De vilão a herói em apenas um dia...[Essa mídia golpista... Sei não...]

Presidente da Câmara, antes considerado candidato incompatível com o cargo, já colhe elogios da mídia tradicional por alinhar-se com Joaquim Barbosa na questão das cassações de mandatos pelo Supremo; Henrique Alves "começou bem como presidente da Câmara", disse Ricardo Noblat

Bastou o novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afastar a possibilidade de um confronto, no momento, com o Supremo Tribunal Federal por conta do julgamento do mensalão para o outrora condenável político de 11 mandatos começar a receber elogios dos grandes jornais. Leia análise do Blog da Cidadania.

Blog da Cidadania - O tom no Jornal Nacional de quarta-feira 6 de fevereiro de 2013 foi triunfal: Henrique Alves se ajoelhara aos pés da mídia golpista e chantagista. O telejornal não deixou de anotar a "mudança de posição" do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves.

Em seguida, entra em cena Gilmar Mendes. Com semblante e fala serenos e igualmente triunfantes, anunciou que nunca teve dúvidas de que a Câmara cederia. A dupla de apresentadores do JN chama a matéria seguinte com um sorriso de orelha a orelha.

Afinal, o principal poder do PIG não é o de informar, mas o de ser temido.

Mas será mesmo que esse tom triunfante faz sentido ou é só produto do objetivo da direita midiática de nunca deixar enfraquecer a sua fama de toda poderosa? De minha parte, acho que é a segunda opção, pois não houve vitória alguma.

Antes de prosseguir, quero anotar que sessão de tripúdio do JN começou antes aqui no Blog. Leitores discordantes da linha editorial da Casa não tardaram em vir com seus kkkk's e  me declararem "mudo", como se eu tivesse garantido alguma postura de Alves, quando apenas disse que os escândalos contra ele brotaram do éter como por mágica simplesmente por conta de ter deixado entender anteriormente, a alguns, que poderia não cumprir o rito de cassação dos mandatos dos réus do mensalão.

Ora, bolas. Quando foi que Alves disse que não cumpriria o rito da Câmara sobre os processos contra aqueles réus? Alguém pode reproduzir o texto e colocar o link dessa declaração? Eu desconheço.

Enfim, quem irá "decidir" sobre o processo, como prega a Constituição, não será Alves. Quem já viu alguma Casa do Congresso cassar mandatos? Quem viu sabe que funciona assim: os deputados, em votação secreta, decidem se cassarão ou não.

Hipoteticamente, uma votação secreta poderia muito bem reproduzir os resultados das recentes eleições para as presidências da Câmara e do senado e mandar, de novo, o PIG tomar Coca-Cola. Hipoteticamente, claro.

Alves achou uma saída de gênio. Com a declaração que deu, tira das próprias costas a responsabilidade por um sentimento que nunca foi seu, mas que é, sim, do Legislativo.

O que é pitoresco, para usar um eufemismo exagerado, é que, no mesmo PIG, o até ontem "bandido", "criminoso", "ladrão", condenado à forca Henrique Alves virou, como por mágica, dono de "valentia e sensatez" (!?)

Sim, você leu direitinho.  Um dos que até cinco minutos antes só se importavam com as denúncias contra Alves e que, por isso, diziam sua eleição "uma vergonha", com seu suposto "recuo" passaram a dizer que estaria "começando bem" o seu mandato.

É como se os leitores desse cara que escreveu isso fossem um bando de retardados incapazes de se perguntar como é que, de uma hora para outra, as denúncias contra Alves e a inviabilização que geravam ao seu mandato se transformaram em "bom começo".

Enfim, veja, leitor, quem é o "cara" que acredita que escreve literatura infantil em seu "blog".

*

Enviado por Ricardo Noblat – 6.2.2013 | 17h01m

COMENTÁRIO


Salvo se Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, for um político leviano, irresponsável, cínico, mentiroso e sem palavra, ele enterrou de vez, há pouco, a possibilidade de um confronto de desdobramentos imprevisíveis entre os poderes Legislativo e Judiciário devido ao processo do mensalão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) cassou o mandato de alguns réus do mensalão. Se não mudar de opinião uma vez analisados os recursos da defesa a serem impetrados, caberá à Câmara apenas cumprir o que o STF decidiu.

O antecessor de Henrique, deputado Marcos Maia (PT-RS), disse mais de uma vez que a decisão final sobre a cassação seria da Câmara, e somente dela. Chegou a oferecer abrigo a mensaleiros condenados que temessem a prisão imediata.

Henrique visitou esta tarde o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, e saiu de lá dizendo o seguinte:

* "Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo. O Supremo vai cumprir o seu papel, analisando, como está analisando, vai discutir os embargos, vai publicar os acórdãos, e nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Uma coisa complementa a outra. Não há confronto".

* "Formalidade legais, apenas isso [sobre o que restará para a Câmara depois da decisão final do STF]. Será um processo rápido. Formalidade legais não podem implicar em muito tempo".

* "Vamos aguardar finalizar o processo, ainda temos embargos, vai ter os acórdãos e, quando chegar à Câmara, ela vai cumprir o seu dever, sem nenhum conflito, sem nenhum confronto, e num processo rápido, porque isso interessa ao povo brasileiro, ao Judiciário e ao Legislativo. Portanto, será uma atitude que vai surpreender aqueles que pensam diferente, mas que vai mostrar o respeito entre os poderes Judiciário e Legislativo."

* "Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos com o mérito, questionar a decisão do Supremo."

* "Só espero, vou até rezar para que o que eu possa declarar aqui eu possa ouvir e ler, não há a menor possibilidade, é risco mínimo, de qualquer confronto do Legislativo com o Judiciário. Quem pensar diferente, é como diz o dito popular, pode tirar o cavalinho da chuva. Não há a menor possibilidade. É imenso o respeito do Legislativo com o Judiciário e vice-versa, pois somos sistemas basilares, fundamentais, da democracia brasileira. Cada um sabe sua responsabilidade, é definido na Constituição".

* "Não há a menor possibilidade, volto a dizer, de nenhum arranhão, nenhum conflito, nenhuma indisposição do Legislativo, e eu o faço como seu presidente, com o Judiciário".

Não há mais nada a ser dito sobre o assunto, pois.

Henrique inaugurou com valentia e sensatez seu mandato de presidente da Câmara dos Deputados.

sábado, 12 de janeiro de 2013

A semana dos grandes erros na grande imprensa

Primeiro, a Folha noticiou uma reunião de emergência sobre o setor elétrico, que era rotineira. O Estadão, em letras garrafais, anunciou que o Ministério Público investigaria o ex-presidente Lula. E o Globo avisou que empresários já estariam fazendo seu próprio racionamento. Três exemplos "wishful thinking", em que a vontade política dos editores se impõe à objetividade dos fatos. Se isso não bastasse, Veja também derrapou feio ao anunciar uma megafusão bancária que não houve

Wishful thinking. A expressão inglesa é a melhor tradução para o comportamento dos grandes jornais brasileiros na semana que passou e expressa um dos principais erros do pensamento, que é o de transformar desejos em realidade. Em vez de narrar os fatos como eles são, a história é contada como gostaríamos (ou gostariam) que fosse.

Entre pessoas comuns, o erro é perdoado. Mas quando se trata de grandes jornais, que têm o dever da objetividade, a questão se complica. A semana que passou, para a grande imprensa, foi também a semana dos grandes erros. Não pequenos deslizes, mas erros colossais, que, em alguns casos, foram escritos em letras garrafais – fugindo até ao padrão gráfico das publicações.

O jogo dos erros começou com a Folha de S. Paulo, dos Frias, que, na segunda-feira, anunciou: "Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico". No subtítulo, a mensagem de que, na "reunião de emergência", seriam discutidas medidas contra o racionamento, sob a imagem de uma vela acesa na escuridão. Este era o desejo – o wishful thinking. A realidade, no entanto, é que a reunião não era emergencial nem haverá racionamento.

No dia seguinte, foi a vez do Estadão, principal concorrente da Folha, que não ficou atrás. O sonho da família Mesquita, que controla o jornal, talvez seja ver o ex-presidente Lula atrás das grades. E a manchete "MPF vai investigar Lula" veio em negrito e letras gigantes como se anunciasse que a Alemanha nazista foi derrotada pelos aliados. Mais um exemplo de wishful thinking. No mesmo dia, a "informação" foi negada pelo procurador-geral Roberto Gurgel.

O Globo, dos Marinho, naturalmente, não poderia ficar de fora da festa e anunciou que grandes grupos empresariais já planejam racionar energia. Outra demonstração de um desejo – na quinta-feira, após uma reunião com a presidente Dilma, os principais empresários do País deram demonstrações públicas de que não estão trabalhando com a hipótese de apagão.

Se tudo isso não bastasse, houve também a barriga de Veja Online, que, também nesta semana, anunciou a fusão entre Bradesco e Santander. Neste caso, não era wishful thinking. Apenas um erro de informação e os jornalistas responsáveis foram demitidos.

De todo modo, a semana foi exemplar ao escancarar os riscos que se corre quando a vontade política dos editores se sobrepõe à objetividade dos fatos.

PS: até agora, apenas a Folha admitiu o erro, ainda que em letras miúdas.

2013: ¡No Pasarán!

O Estadão deu, a Folha ecoou se fazendo de besta e o PGR mais ordinário desta república negou se fazendo de desavisado. Aí o Estadão retificou. E a Folha negou o que afirmou.

Não faz diferença quem levantou a bola. É o velho jogo dos teclados nas redações do PiG. Plantam o verde e torcem pra “madurar”. Repercutem-se, uns aos outros, os imorais, para dar “fundamento” às trapaças publicadas. Uma mão lava a outra, certo chefe? A regra é compor manchetes usando os nomes de Lula, Dilma, Zé Dirceu, Marcos Valério, Cachoeira, etc, misturados com palavras como: quadrilha, esquema, corrupção, PT, petistas – além da azeitona da empada: a palavra “mensalão”. Em qualquer ordem, essas palavras, todas juntas, em duplas, trios, ou o que for, vão se revezando na dança das manchetes.

Outro dia, o chefe mandou o repórter da Folha perguntar ao Zé Dirceu se, diante das condenações, o ex-ministro cogitava fugir do país. É claro que Dirceu respondeu NÃO retumbante! Mas produziu a manchete desejada: “Não vou fugir do Brasil, diz Dirceu”. Como se fosse um culpado, conformado com sua condenação! Como se não tivesse uma história de vida inteira dedicada ao Brasil. Como se nada representassem sua luta contra a ditadura, pela redemocratização, pela Constituinte, pela criação do maior partido popular da história, por viabilizar a eleição de Lula e todas as mudanças decorrentes de seu governo. A Folha e seus colegas de banca criaram o crime, denunciaram, obrigaram o STF a condenar sem provas e ainda perguntam se vai fugir??!!

O bate-estaca anti petista ad infinitum vai se tornando tão óbvio quanto finito. A cada dia que passa, a imprensa perde credibilidade, leitores e, consequentemente, anunciantes. Uma coisa é certa: ao raiar de 2014, quando a avalanche midiática da Copa do Mundo surgir, acelerar e se sobrepor a tudo, a sorte já estará lançada. Então, o chumbo grosso que se insinuou nas manchetes do Estadão desta semana, repercutidas pela Folha, se restringirá a este ano. Em 2014, o país precisará estar em “ordem” para realizar a Copa.

Apesar do PT e Dilma não reagirem aos ataques da imprensa – como disse a própria presidenta (“bater boca com a midia é perda de tempo“) – a sociedade, a classe política, os sindicatos, o povo e até o próprio ex-presidente Lula já se mobilizam. Com a decisão de reeditar as Caravanas da Cidadania, Lula voltará às ruas para defender seus mandatos, sua história e seu legado, repetindo 2005, quando deu o drible da vaca nos golpistas e reelegeu-se espetacularmente. E, como sempre foi e será, terá a cobertura desonesta e predatória da imprensa. Mas, por outro lado, contará com um reforço de peso que lhe faltou em 2005: o apoio logístico da militância nas redes sociais e na blogosfera para mobilizar a população.

Talvez o país precise mesmo disso. Uma crise institucional, um confronto mais aberto entre as forças democráticas e a elite conservadora, sem panos quentes. Um enfrentamento que revele a todos quem é quem afinal. Talvez seja exatamente isso que falte para que a direita e sua imprensa compreendam que as transformações dos últimos dez anos são tão reais quanto irreversíveis. Talvez tenhamos que passar por mais um pesadelo de enfrentamentos, para que o PT acorde e assuma-se como o maior partido, que é de fato, da América Latina.

O PiG continua a servir aos seus leitores bovinos o mesmo escândalo perneta de provas e abarrotado em distorções que ruminam desde 2005. Tudo que buscaram nos últimos dez anos foi vingança contra o operário que os derrotou quatro vezes nas Urnas. Em vez de reconstruírem seu partido e buscarem sangue novo e novas propostas, se agarraram à uma frase de efeito de Roberto Jefferson em 2005, e desde lá não largam mais aquele osso.

Como já ultrapassaram os limites da constitucionalidade no julgamento da 470 e na sua “cobertura”, os golpistas estão naquele estágio em que não dá mais para frear. Portanto só lhes resta acelerar. Terão fôlego moral e credibilidade para chegar a 2014 em condições de enfrentar a “Seleção Brasileira” de Dilma? Não só a do time de futebol, mas também aquela que dá à presidenta 80% de aprovação? Pouco provável, embora possível.

Na verdade, tudo começa e termina no fato de Lula ser um operário, sem curso superior, claramente a favor dos pobres e da classe trabalhadora, que se coloca sobre suas cabeças – embora insistam em enxergá-lo sob seus pés. A campanha contra o PT será baseada, como sempre foi, em ódio e vingança pessoal dos derrotados. Não trará benefícios a ninguém.

Neste ano, a luta será a mesma. O inimigo, o mesmo. As armas, as mesmas. E se eles tem um batman laranja de araque, nós temos a verdade, a razão e o povo a nosso favor.

Sinceramente? São uns trogloditas. ¡No Pasarán!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dilma manda "The Economist" às favas [Deveria fazer o mesmo com Veja & cia]

"Vocês não sabem que a situação deles é pior?"

Presidente Dilma Rousseff responde a revista britânica 'The Economist', que sugeriu a demissão de seu ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Em hipótese alguma o governo brasileiro eleito pelo voto direto vai ser influenciado pela opinião de uma revista que não seja brasileira". Acabou sobrando para a rainha Elizabeth II e o primeiro-ministro David Cameron

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira que não tem como levar em consideração a sugestão da revista britânica 'The Economist' para demitir seu ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Nós todos aqui somos a favor da liberdade de imprensa. Então não tem nenhum senão a dizer sobre o direito de qualquer revista ou jornal falar o que quiser", comentou a presidente. "Só quero me manifestar que em hipótese alguma o governo brasileiro eleito pelo voto direto vai ser influenciado pela opinião de uma revista que não seja brasileira", completou.

Para Dilma, que comentou a questão ao fim da reunião de cúpula do Mercosul, a revista exagerou na sugestão. "Eu nunca vi nenhum jornal propor a queda de um ministro", comentou. "Nós estamos crescendo a 0,6% nesse trimestre. Iremos crescer mais no próximo trimestre. Então a resposta é: de maneira alguma eu levarei em consideração esta, digamos, sugestão. Não vou levar", disse.

A presidente também aproveitou para cutucar os britânicos, que atravessam, junto com toda Europa, uma grave crise econômica. "Vocês não sabem que a situação deles é pior do que a nossa? Pelo amor de Deus, desde 2008", disse. "Não temos crise de dívida soberana. A nossa relação dívida PIB é de 35% e a inflação está sob controle", comparou a presidente.

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